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Desde a Segunda Guerra Mundial, a industria naval alemã têm produzido vários tipos de submarinos. O começo foi algo atribulado, com os primeiros submarinos com casco amagnético nos anos 50 a enfrentarem graves problemas de corrosão . Os problemas foram sendo corrigidos e os submarinos melhorados com a classe 206.

A Alemanha lançou a versão 209 para exportação, que foi durante muitos anos o mais poderoso submarino alemão, embora nenhum deles fosse de facto vendido para a marinha alemã.

Outros estaleiros concorrentes, do grupo Thyssen, lançaram omodelo TR-1700, que nos anos 80 foi parcialmente utilizado como inspiração para o U212 que foi o passo seguinte para produzir um navio que pudesse servir de submarino costeiro mas operar também em alto-mar.

Os atrasos no desenvolvimento do programa levaram a que se fabricasse o Dolphin para Israel, sem AIP, mas com uma parte das características do TR-1700 e U212.

Entretanto os desenvolvimentos na área do tratamento dos combustíveis do sistema AIP levaram ao desenvolvimento do U214, que herdou toda a electrónica desenhada para o U212, mas utiliza a estrutura interna do U209.

O U214, surge assim como a opção com mais capacidades oceânicas, e maior capacidade de mergulho, enquanto que o U212 aparece como um submarino que embora tendo também capacidades oceânicas, parece mais adaptado ao combate em águas costeiras, o que é demonstrado pelo seu casco de aço amagnético e pela sua menor capacidade de mergulho que é condicionada pelas características fisicas do aço amagnético (menos resistente à pressão).

A família está completa, e no diagrama seguinte mostramos o retrato de família da industria alemã de submarinos. Mas a familia não vai ficar por aqui..

Submarino Type-800
Este diagrama pretende demonstrar a evolução dos vários tipos de submarinos produzidos pelos estaleiros alemães. Na realidade, eles são resultado na maioria dos casos de uma evolução e nunca de uma revolução. Praticamente todos os modelos têm influências e adaptações de outros. O facto de no caso da séria 209, cada submarino responder a especificações próprias de cada operador, apurou a capacidade dos estaleiros alemães para fazer adaptações.

Novos sistemas estão em estudo e os próximos U212-B deverão testar uma nova gama de equipamentos electrónicos que deverão levar os submarinos hibridos a tornar-se numa arma cada vez mais temível.


Esta parte deste capítulo, destina-se a colocar algumas comparações entre submarinos como U209, U212, U214 e outros, com o objectivo de permitir ao leitor entender um pouco melhor as diferenças entre os vários modelos, as suas respectivas virtudes, as suas vantagens e também desvantagens.

Existem neste momento em produção ou programados, três versões de submarino do tipo U214. O primeiro destes para a Grécia, que começou os seus testes de mar em 2005, o seguinte para a Coreia do Sul, que foi lançado à água em 2006 e o modelo para Portugal, que foi chamado de U209PN.

Estes submarinos sendo todos projectos tipo U214, têm porém diferenças entre eles, podendo-se dizer que quando estiverem a navegar, nenhum deles será igual ao outro. Notar igualmente as diferenças relativamente ao U-212B

 
Grécia
U214
Coreia do Sul
U214
Portugal
U209PN
U-212B Alemanha
Entrada ao serviço
2008
2008
2009
2012
Comprimento
65 M
65 M
67 M
58
Deslocamento (Ton)
1950
1860
2020
1700
Autonomia
18000
18000
19000
8000
Velocidade
20
20
20
21

Custo estimado (milhões de Euros)

340
370
370
412
Cap. Mísseis
SIM
SIM
SIM
SIM
Profundidade
400
400
400
300

 

U214 U209 U212 comparison
Na foto acima mostra-se em estágio de construção, um submarino do tipo U214 (indicado como U209-PN), um U209 e um U212. Ela mostra claramente as diferenças de configuração dos tubos de torpedos destes submarinos.

Alguns dados sobre o U209PN
U209PN
Esquema divulgado pela marinha após a assinatura do contrato com a HDW.

Referências
A paper on the U212 and U214 submarines: Royal United Services Institute
AIP fuell cell systems: Siemens
Jane's Fighting Ships 1989

 



Título: Submarinos alemães 60 anos (última actualização: 01.01.2007)
Autor: Paulo Mendonça / João Pedro Brás
Referências: ver ficha


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