Dados sobre utilizadores deste modelo
Estados Unidos da América

Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

SBD-3 «Dauntless»
Bombardeiro leve / táctico
SBD-5 Dauntless
Bombardeiro leve / táctico

Acontecimentos relacionados
Batalha de Midway


SBD-3 «Dauntless»
Bombardeiro leve / táctico (Douglas)
SBD-3 «Dauntless»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 9.9 M
Envergadura: 13 M
Altura: 4.1
1 x motores Wright R-180-52
Potência total: 1000 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 2905 Kg
Peso máximo/descolagem: 4266 Kg
Numero de suportes p/ armas: 3
Capacidade de carga/armamento: 544 Kg
Tripulação : 2
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 402 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 370 Km/h
Autonomia standard /carregado : 730 Km
Autonomia máxima / leve 1250 Km.
Altitude máxima: 8259 Metros


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Forum de discussão

Conhecido entre os pilotos americanos como «a barca» o Douglas Dauntless SBD-2 e SBD-3 era relativamente moderno quando foi tornado operacional em na primeira metade de 1941.

Ele era especializado em bombardeamento de voo picado e tinha sido originalmente desenvolvido como resultado de um pedido de urgência da França, quando os franceses se aperceberam do poder devastador do bombardeiro de voo picado Stuka. Os franceses encomendaram 174 aviões para a marinha francesa. No entanto, nenhum deles chegou a ser entregue, pelo que todos eles, mais 410 exemplares adicionais foram entregues à marinha dos Estados Unidos.

Ele começou a ser fornecido às unidades da marinha dos Estados Unidos para equipar a força de Porta-Aviões no fim da primavera de 1942, poucos meses após o ataque japonês a Pearl Harbour.

Na verdade o SBD-3 foi o primeiro Dauntless com efectiva capacidade de combate, pois foi o primeiro a receber tanques de combustível auto-selantes e proteção adicional para a tripulação. Este último quesito reduziu a velocidade máxima do avião, que também voltou a receber uma metralhadora no nariz (algo que tinha sido retirado no SBD-2).

Midway, 1942

A importância deste avião na II guerra mundial, é especialmente de realçar durante a batalha de Midway.
Durante esse recontro entre uma esquadra japonesa com quatro porta-aviões e uma esquadra americana com três porta-aviões [a], os Dauntless foram responsáveis por afundar todos os quatro porta-aviões japoneses no dia 4 de Junho de 1942, a saber o Kaga, atingido às 10:22 da manhã, o Akagi atingido às 10:23, o Soryu, atingido dois minutos depois às 10:25 e finalmente o Hiryu, quase sete horas depois, às 17:05.


[a] - Os três porta-aviões que tinham escapado do bombardeamento de Pearl Harbour pelos japoneses em 7 de Dezembro de 1941.

Informação genérica:
O pequeno bombardeiro de voo picado monomotor Douglas-Dauntless voou pela primeira vez em 1934, e na altura não se podia prever a importãncia que viria a assumir no decorrer da guerra que se iniciaria poucos anos depois.

Ele foi um derivado direto do Northrop BT-1 que foi construido em 1938. As primeiras encomendas foram colocadas em 8 de Abril de 1938, para 57 uniddes do SBD-1 e para 87 unidades do SBD-2, respectivamente para os Fuzileiros Navais e para a Força Aérea. Estes aviões entraram ao serviço entre o fim de 1940 e Janeiro de 1941.

SBD-3
Em Março de 1941 é lançado o modelo SBD-3 com um motor mais potente e melhor armamento (4 metralhadoras).
Quando os Estados Unidos foram atacados pelo Japão, havia 584 aeronaves Dauntless em operação (57 SBD-1, 87 SBD-2 e 440 SBD-3).

SBD-4
No final de 1942, começaram a ser entregues os primeiros de um total de 780 exemplares do Duglas Dauntless SBD-4. Este modelo era virtualmente idêntico ao SBD-3 com alterações pouco significativas, as mais importantes das quais eram internas, tais como um sistema electrico de 24v em vez de 12v o que permitia a instalação de novos e mais eficientes equipamentos de rádio.
174 eram na realidade SBD-2 modificados. A maioria dos aviões deste modelo foi entregue aos fuzileiros e a unidades com base em terra.


SBD-5
Foram produzidos 2965 exemplares do SBD-5 para a marinha e 675 para a força aérea do exército. Este transformou-se pois, no mais produzido de todos os Dauntless.
Este modelo tinha um motor mais potente, ainda que mesmo assim, com o R-1820-60 de 1200cv a potência fosse vista como insuficiente para as necessidades. A velocidade máxima foi aumentada em apenas 11km/h enquanto que a velocidade de cruzeiro conseguia mesmo ser inferior.

Este modelo foi o principal avião de bombardeio da marinha durante o ano de 1943, quando o novo bombardeiro de voo picado Helldiver ainda estava em testes.

SBD-6
Foi ainda produzido o SBD-6, com um motor ainda mais potente (1350 cv). No entanto este novo aumento de potência apenas conseguiu fazer o avião chegar a uma velocidade máxima de 420km/h.
Esta prestação em 1943 estava longe do que era exigido pela marinha norte-americana.
Foram produzidos apenas 450 SBD-6 que externamente não apresentavam qualquer diferença dos SBD-5.
A marinha ficou muito pouco entusiasmada com a falta de performance do SBD-6 e em 18 de Março de 1944 cancelou todas as encomendas que ainda estavam pendentes.

Como em 1944 as prestações do SBD-6 já eram de tal forma insuficientes que permitiam considerar a aeronave como obsoleta, todos os aviões foram relegados a operações de segundo escalão, patrulha da costa americana e treino.

As linhas de montagem desta aeronave pararam em Julho de 1944, quando 5936 aviões tinham sido fabricados.

Conhecido entre os pilotos americanos como «a barca» o Douglas Dauntless (modelo SBD-3) seria o responsável pelo afundamento de todos os quatro porta-aviões que os japoneses perderam na batalha de Midway, ajudando assim a mudar o curso da guerra no Pacífico.

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