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Russia

Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Tupolev Tu-114
Aeronave comercial Longo Alcance
Tu-142 «Bear F»
Avião de patrulha marítima e luta anti-submarina
Tu-95 MS «Bear H»
Bombardeiro pesado / estratégico

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Tu-95 MS «Bear H»
Bombardeiro pesado / estratégico (UAC-Tupolev)
Tu-95 MS «Bear H»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 46.2 M
Envergadura: 50.1 M
Altura: 12.12
4 x motores Kuznetsov KKBM NK-12MV Turboprop
Potência total: 59180 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 90000 Kg
Peso máximo/descolagem: 188000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 4
Capacidade de carga/armamento: 11340 Kg
Tripulação : 2+5
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 828 Km/h
Máxima(nível do mar): 590 Km/h
De cruzeiro: 650 Km/h
Autonomia standard /carregado : 12000 Km
Autonomia máxima / leve 15000 Km.
Altitude máxima: 17000 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 2 x 23mm GSh-23 (Calibre: 23 )
Foguetes / Misseis / bombas que pode utilizar
- Raduga SS-N-21 / Kh-55SM «Granat» (Ataque ao solo)

Forum de discussão

Derivado directo do Tu-142 (Uma das derivações do Tu-95 original) O Tu-95 MS, é um dos mais recente e também o último dos sobreviventes desta longa linha de aviões bombardeiros. Embora tenha sido anunciado o seu fim, um numero consideravel deles foi mantido operacional de entre os que se fabricaram a partir de 1981 e até 1989.

O Tu-95MS difere dos outros Tu-95 pela utilização do canhão de dois canos na cauda, em vez de canhões numa montagem dupla. Ele serve essencialmente para transportar o míssil nuclear KH-55 e não tem outra utilidade conhecida.

Embora cara, a operação do TU-95MS é no entanto muito mais economica que a do TU-160, que além do mais não foi adaptado para operações de vigilância.

A desvantagem do TU-95 decorre porém da idade do projecto. Os seus poderosos motores de pás duplas, conseguem levar o avião a uma velocidade de 828Km/h que é incrível para um avião movido a hélice, mas ao mesmo tempo o ruido produzido é enorme.
Alegadamente ele é tão ruidoso que consegue até ser detectado por sensores de submarinos.

Quando em 31 de Julho de 1991 foram assinados os acordos START-1 a URSS possuia oficialmente ao serviço um total de 84 Tu-95MS (juntamente com 63 exemplares mais antigos do Tu-95K e Tu-95M) e 11 aeronaves de treino T-95U.

Posteriormente o número de aeronaves operacionais reduziu-se consideravalmente chegando a estimar-se que existissem cerca de 20 unidades operacionais. No entanto, principalmente depois da chegada de Vladimir Putin ao poder, a força aérea russa recebeu grandes influxos de dinheiro que lhe permitiram voltar a colocar um maior número de aeronaves em condições operacionais.

Um total de 35 Tu-95MS foram submetidos a uma revisão geral e modernização para o padrão Tu-95MSM. Embora esteja prevista a introdução do novo míssil Kh-101, ainda não existem certezas sobre se tal sistema de armas entrou realmente ao serviço.

Em 2014, aeronaves Tu-95MS chegaram a voar até próximo da costa portuguesa em missões de demonstração de força.

Informação genérica:
As aeronaves do tipo TU-95 foram concebidas em meados da decada de 1950 e incorporaram muitas das características do B-29, que foi copiado na antiga União Soviética depois que pelo menos três deles pousaram de emergência durante missões contra o Japão.

As autoridades soviéticas não libertaram os aparelhos e num caso chegaram mesmo a acusar o piloto de espionagem. Estaline ordenou que o avião fosse copiado e dessa cópia resultou o Tupolev Tu-4, que é exactamente igual ao B-29.

Os rápidos desenvolvimentos da aviação a jacto depois da II guerra mundial transformaram o B-29 num avião obsoleto, pelo que a URSS teve que produzir um novo avião, capaz de competir com o novo bombardeiro B-36H uma aeronave com seis motores e capacidade para 36,000Kg de bombas, que teria uma vida útil muito curta.

A necessidade de uma aeronave de longo alcance tornou-se vital, se a União Soviética queria garantir a capacidade de atacar os Estados Unidos com bombas atómicas.

Os projectistas da URSS pegaram o projecto do TU-4/B-29 e beneficiando da experiência obtida, junto com os seus próprios desenvolvimentos de aerodinamica já efectuados, desenvolveram o Tu-20, que mais tarde viria a ser conhecido como Tu-95, que voou pela primeira vez em 1952.

O aparecimento do B-52 levou a URSS a tentar produzir um bombardeiro de longo alcance com motor a jacto, mas os projectistas nunca conseguiram construir uma aeronave que conjugasse a capacidade de carga do Tu-95, com a sua velocidade.

Estas razões levaram a que o Tu-95 se mantivesse durante muitos anos como o mais importante bombardeiro estratégico da União Soviética, e que se transformou mesmo num icone da guerra fria.

Com o desenvolvimento dos mísseis intercontinentais ele começou a perder importância e ainda mais quando apareceu o bombardeiro TU-22M «Backfire» que embora tivesse uma autonomia bastante menor (2410Km) podia transportar muito mais carga.

Porém, jogou a favor do TU-95 a sua robustez e o seu menor custo de operação.

Entre as principais versões do Tu-95 encontram-se as seguintes:

Tu-95
(Bear A) A primeira versão operacional

Tu-95K


Tu-95 RT
Versão de reconhecimento naval

Tu-142
Tu-142 (Bear F) de luta anti-submarina.

Tupolev Tu-114
Os problemas com o desenvolvimento de motores a jato suficientemente poderosos para garantir a viabilidade de um bombardeiro a jato de longo alcance, também se reflectiram na aviação civil soviética.

Em meados da década de 1950, já com britânicos e americanos engajados em projetos de aeronaves comerciais a jato, os soviéticos decidiram não perder tempo e desenvolver um avião que pudesse de alguma forma ombrear com aqueles.

Não é correto afirmar que o Tu-114 fosse pensado para concorrer com aeronaves como o Super Constellation da Lockeed, dado o Tu-114 ser muito maior.
O Tu-114 é uma resposta soviética dentro das medidas do possível ao aparecimento do Boeing B707, do DC-8 e mesmo do Comet britânico.

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