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Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

FC-1 / JF-17
Caça bombardeiro
J-10A
Caça de superioridade aérea
J-10B
Avião de caça

J-10A
Caça de superioridade aérea (Chengdu)
J-10A

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 15.5 M
Envergadura: 9.7 M
Altura: 4.5
1 x motores NPO Saturn/Lyulka AL31F
Potência total: 12400 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 9750 Kg
Peso máximo/descolagem: 19300 Kg
Numero de suportes p/ armas: 11
Capacidade de carga/armamento: 4000 Kg
Tripulação : 1/2
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 2100 Km/h
Máxima(nível do mar): 1400 Km/h
De cruzeiro: 1800 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1000 Km
Autonomia máxima / leve 2000 Km.
Altitude máxima: 18000 Metros


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Forum de discussão

O J-10 é o mais recente caça de concepção chinesa e a última das variações (ainda que remota) do MiG-21 de concepção soviética. Ele voou pela primeira vez em 1998 e entrou ao serviço da força aérea da China em 2005.

Quando a China estabeleceu a sua industria aeronáutica militar, e considerou a possibilidade de começar a exportar aeronaves, o melhor produto que tinha disponível eram as cópias do MiG-21 soviético, que na China foi designado como J-7, tendo o seu desenvolvimento prosseguido na fábrica Chengdu..

Quando cópias do J-7 na sua versão de exportação (F-7) foram testadas por pilotos do Paquistão, as performances do avião foram muito criticadas pelos paquistaneses, que já tinham acesso a aeronaves F-16A.
Entre as várias criticas dirigidas à versão chinesa do MiG-21 contava-se nos primeiros lugares a péssima prestação do seu diminuto e quase inutil radar.

O problema do radar do MiG-21 era de solução praticamente impossível. A principal razão prende-se com o projecto da aeronave e com o facto de o radar estar instalado num cone no nariz do avião, que não pode crescer porque está colocado na entrada de ar do motor.

J-10
O Ye-8, projecto de origem russa dos anos 60. Este projecto foi cancelado, mas é idêntico ao «Project-33» da China
Perante um problema que decorria do projecto original do MiG-21, as possíveis soluções eram limitadas e a mais óbvia consistia num modificação do «nariz» da aeronave que permitisse a colocação de duas tomadas de ar nas laterais da aeronave, ou então de uma única tomada de ar rebaixada relativamente ao corpo da aeronave.

Estas modificações porém, são complexas. A colocação do radar no cone frontal, complica muito o estudo aerodinâmico, porque o MiG-21, como os anteriores MiG-15 e MiG-17, é na realidade pouco mais que um foguete, com um tripulante em cima e asas dos lados.

Já a aerodinâmica de um avião com a tomada de ar em baixo, ou mesmo nas laterais é mais complexa. Torna-se aconselhável, na falta de melhor opção, o recurso a aletas adicionais do tipo Cannard para ajudar a equilibrar e estabilizar o aparelho.

Os primeiros estudos para criar um avião com esta configuração, foram efectuados pelos soviéticos com o caça experimental Ye-8, que se deveria tornar numa versão avançada e aumentada do MiG-21 e que poderia mesmo vir a servir de substituto. Mas os engenheiros soviéticos concluiram que o resultado seria um avião demasiado complexo e moderno para a época. Durante os testes, ocorreu um acidente e como resultado um dos protótipos perdeu-se quando chegou a MACH 1,7. O acidente levou a que os soviéticos abandonassem o projecto, optando-se mais tarde por uma configuração com dois motores, desenhada de raiz, e daria origem ao igualmente famoso MiG-29.

MiG-21
O projecto 33, foi a primeira tentativa chinesa de modificar o MiG-21 para permitir a instalação de um radar de maiores dimensões.
Ora, o problema que os projectistas soviéticos tiveram com o «MiG-21» foi o mesmo que os chineses tiveram com o seu «J-7 / F-7». Mas a China não tinha os mesmos recursos que a União Soviética e por isso teve que optar por insistir na única plataforma relativamente moderna que dominava. Por isso o J-7/MiG-21, continuará a ser objecto de estudos e modificações para produzir um «super MiG-21».

Tendo o projecto Ye-8 como referência, os chineses desenvolveram a partir de 1973 o seu próprio projecto de aeronave «Canard» que ficou conhecido como Project-33. Este projecto, levou no entanto o mesmo caminho que o seu equivalente soviético e acabou sendo cancelado. Pelas razões acima apresentadas, no entanto, o seu estudo prosseguirá e está directamente relacionado com o posterior desenvolvimento do caça J-10.

A China e o Ocidente
Nos anos 80, a China melhorou bastante as suas relações com o ocidente e estabeleceu um acordo com empresas norte-americanas para o desenvolvimento de uma versão melhorada do MiG-21/J-7 conhecida como «Super-Seven», mas o massacre da praça Tian-an-men levou ao corte da cooperação militar com os Estados Unidos e o projecto ficou paralizado.

Sem possibilidade de desenvolver o J-7 «Super Seven» em tempo útil e perante uma situação de obsolescência absolutamente clara da sua força aérea, os técnicos chineses voltaram-se novamente para o seu projecto abandonado do Super Mig-21, embora também tivessem iniciado um programa para continuar o desenvolvimento do Super Seven, que resultaria no FC-1/JF-17.

No final dos anos 80, será uma vez mais com base no «Project-33» de um Super-Mig que a China vai recomeçar os estudos que garantam um desenvolvimento autoctone da sua industria aeronáutica.

O método de desenvolvimento chinês, é até ali uma cópia do soviético. Trata-se de um método de tentativa-erro, em que se vão desenvolvendo pequenas modificações a um projeto inicial, e de cada vez que se faz uma nova modificação, testa-se exaustivamente o resultado.

Este processo aparenta ter sido prosseguido, no desenvolvimento da aeronave conhecida como Chengdu J-7FS, uma tentativa relativamente grosseira para testar a possibilidade de instalar um maior radar no MiG-21 e posteriormente o Chengdu J-7MF, já muito mais aprimorado, mas mostrando que continuava a ter a família MiG-21 como a sua espinha dorsal.

Como o desenvolvimento do projecto 33 esteve parado durante grande parte dos anos 90, todo o seu desenvolvimento parece estar envolvido em alguma confusão. O projecto 33 esteve parado até 1993 porque parecem ter havido problemas com o desenvolvimento do conceito. Os chineses conseguiram apoio dos técnicos russos, mas alegadamente também tiveram apoio de Israel, que desenvolveu nos anos 80 o seu próprio projecto de caça-bombardeiro, conhecido como LAVI, que acabou sendo cancelado quando Israel comprou caças F-16.

Durante os anos 90, criou-se algo que aparenta ser um mito urbano, que é o da intervenção de Israel no desenvolvimento do J-10, que seria o caça LAVI, cancelado em Israel.
Na verdade as parecenças são relativamente poucas. Depois surgiu a teoria de que o J-10 colheu influências dos F-16 que teriam sido estudados pelos chineses com o auxilio do Paquistão, que teria cedido os seus caças para testes e cópia de componentes.

No entanto, muitas das características do J-10A continuaram a ser derivadas, e influenciadas pelo MiG-21, aeronave em que a Chengdu era especialista.
Por esta razão não é absurdo considerar que o J-10 é um parente, ainda que muito afastado do MiG-21 chinês.
É no entanto claro, que seguindo a tradição soviética de desenvolvimento por tentativa-erro, muitas modificações foram introduzidas ana aeronave. Foi resolvido o problema da colocação de um radar de maiores dimensões.
A comparação com o caça Chengdu J-7MF é dificil de evitar.

No entanto, embora haja pontos de contato, o J-10A, é bastante maior que o J-7MF. Os estudos aerodinâmicos apontam para algum tipo de influência do projeto do Lavi de Israel, ainda que até a função das duas aeronaves fosse diferente (O Lavi era um caça pensado para o combate aéreo, que poderia ser utilizado como bombardeiro, o J-10 é um caça-bombardeiro que pode ser utilizado para combate aéreo).

MiG-21
Na foto superior vemos o J7-FS com a sua exótica configuração de tomada de ar, foi uma tentativa para ganhar espaço mexendo o mínimo possível no resto do avião. Na foto abaixo o posterior J-7MF, cujas linhas lembram muito do J-10A.
Aliás, a própria imprensa chinesa referiu-se ao J-10 como J-7 e o projecto J-7MF é quase idêntico ao J-10

O J-10 é um caça mono motor convencional, mantém a configuração das asas, a configuração em cannard variável herdada do Projecto 33 e é 80cm mais longo que o MiG-21, tendo também uma envergadura de asa bastante maior, que já tinha sido uma característica experimentada no F-7 «Airguard».

Embora com um desenvolvimento muito lento e tendo ainda as suas raízes em projectos originalmente desenvolvidos nos anos 60/70, o J-10 pouco tem a ver em termos de capacidades militares com os vetustos MiG-21 ou J-7/F-7. Não só os chineses e os russos aprimoraram o design e o comportamento aerodinâmico do avião, como além disso o equiparam com um moderno conjunto de equipamentos electrónicos e , com um «nariz» de maiores dimensões um radar maior e mais moderno de fabrico chinês.

Ele também conta com capacidade de reabastecimento em voo, um sistema HUD (Head Up Display) e monitores LCD para controlo das várias funções do aparelho em vês dos tradicionais mostradores analógicos.

Parte das prestações do J-10 não podem ser confirmadas de forma independente. Na verdade, considerando as dimensões da aeronave e o facto de utilizar motores AL31F, isso implica que a potência do J-10 será em média 90% da de um F-16C/D sendo as dimensões do J-10 ligeiramente maiores que as do F-16.

Já relativamente à manobrabilidade do avião, analistas ocidentais afirmam que ele será muito mais manobrável que outras aéronaves baseadas no MiG-21.

É previsível que o fabricante, a Chengdu Aviation, tente vender o aparelho no mercado internacional como equivalente ao F-16C/D ou ao MiG-29 e embora pelas suas prestações ele não pareça poder competir com aeronaves de maiores dimensões e potência como o Su-27 ou o F-15.
O J-10 poderá pelo menos na relação preço/qualidade apresentar-se como uma possibilidade interessante para forças aéreas com menos recursos e que não prevejam a necessidade de entrar em confronto com forças equipadas com meios mais sofisticados.

O J-10 terá o seu nicho de mercado, situando-se do ponto de vista tecnológico num plano bastante elevado relativamente às aeronaves da família MiG-21. Futuramente, e conforme as diferenças se forem tornando claras, a família J-10 poderá elevar-se à posição de principal aeronave chinesa.

No entanto, embora o motor AL-31F seja apontado como o motor desta aeronave, alegadamente a Rússia não terá permitido a utilização de cópias desse motor no J-10.
A China deverá utilizar um outro motor, alegadamente uma cópia do AL-31F que a China declarará ser de concepção
100% chinesa.

No inicio de 2010, vários relatórios não confirmados apontam um grande número de acidentes com o caça J-10. A maioria dos casos terá sido objecto de censura por parte das autoridades militares, mas em Abril de 2010, novas informações foram tornadas públicas nomeadamente através da Internet, afirmando que desde que foi declarado operacional, mais de uma dezena de caças J-10 terão sido perdidos em acidentes. Os acidentes ocorridos nos primeiros meses de 2010 terão tido origens em problemas com o motor AL-31F. A perda de pelo menos quatro aeronaves foi finalmente reconhecida pelas autoridades chinesas no final de Abril de 2010.

Informação genérica:
Depois de produzir o J-7, que é uma cópia exacta do MiG-21F fabricado na China sob licença, os chineses desenvolveram nos anos 80 dois modelos de caça derivados do MiG-21, que no entanto foram radicalmente modificados.
Para aceder às aeronaves do tipo MiG-21 de fabrico soviético fazer click neste link

A necessidade de conceber os seus próprios modelos, tornando a China independente da União Soviética, levou a que o país aproveitasse o apoio dado pelos países ocidentais a partir de meados dos anos 70, quando se negociou uma aproximação com os Estados Unidos e com a Europa.

É importante frisar que muitas das ideias para o desenho e concepção de aeronaves modificadas são originárias da China e não do ocidente.
As industrias ocidentais foram consultadas e assessoraram o desenvolvimento. Os chineses utilizaram o apoio das industrias ocidentais, para acelerar o processo de desenvolvimento, pois embora os chineses tivessem ideias quando ao caminho que pretendiam seguir, a industria chinesa não estava à altura de acompanhar a rápida evolução tecnológica.

FC-1

O caso mais significativo de modificação do caça MiG-21 com o apoio de empresas ocidentais, resultou no FC-1, visto hoje como um caça de segunda linha, adequado para exportação para países com orçamentos militares limitados. Esta aeronave, que foi desenvolvida com o apoio de empresas norte-americanas, foi vendida para o Paquistão.



J-10A

Embora seja muitas vezes referido como uma derivação do caça LAVI de Israel, o J-10 é no entanto uma outra derivação (ou evolução) do MiG-21.

Parece no entanto ser aceite, que pelo menos parte dos estudos aerodinâmicos que levaral à construção da aeronave tiveram a participação directa ou indirecta de industrias israelitas.

O J-10 é praticamente um novo avião, embora internamente beba ainda muito da experiência da industria chinesa na construção do MiG-21-

J-10B

à medida que a industria chinesa vai ganhando capacidade e a China vai aumentando as suas capacidades em várias áreas tecnológicas, torna-se claro que o país tem recorrido cada vez menos ao apoio exterior para desenvolver as suas próprias derivações de aeronaves.

A prova mais recente é o anuncio do caça J-10B, uma derivação do J-10, com importantes modificações ao nível d aerodinâmica, mas também da electrónica embarcada.

J-10C

Existem rumores de que a China estará a desenvolver aeronaves destinadas a operação a partir de porta-aviões. A industria Chengdu estará por isso a trabalhar numa versão do J-10 alegadamente com dois motores, destinada a essa função.




Embora se trate de uma aeronave bastante diferente, o J-10 tem dimensões aproximadas do J-7 / MiG-21.

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