Dados sobre utilizadores deste modelo
III Reich / Alemanha

Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Fw.190A-2 «Anton»
Avião de caça
Fw.190G-3 «Jabo»
Caça bombardeiro
Fw.190A-8
Caça interceptor
Fw.190F-3
Caça bombardeiro
Fw.190D «Dora»
Avião de caça
Ta.152H
Caça interceptor

Ta.152H
Caça interceptor (Focke Wulf)
Ta.152H

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 10.82 M
Envergadura: 14.44 M
Altura: 3.36
1 x motores Jumo 213E V12
Potência total: 1750 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 4031 Kg
Peso máximo/descolagem: 5217 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 744 Km/h
Máxima(nível do mar): 534 Km/h
De cruzeiro: 600 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1200 Km
Autonomia máxima / leve 2000 Km.
Altitude máxima: 14800 Metros


- - -

Canhões / Metralhadoras
- 1 x 30mm Mk-108 (Calibre: 30 ) - 2 x 20mm MG-151/20 (Calibre: 20 )

Forum de discussão

O Ta-152, (onde as iniciais Ta representam uma homenagem a Kurt Tank), é o último dos modelos da Focke Wulf a ser desenvolvido e a entrar em acção durante a II guerra mundial. A alteração na referência tem a ver com a exigência da inclusão do nome do engenheiro-chefe de cada projecto na referência do equipamento.Caso contrário o Ta.152H seria provavelmente chamado Fw.190H.

Ele é naturalmente uma derivação e um melhoramento do Fw.190D «Dora», que já de si era uma modernização dos modelos anteriores.

O Ta-152H foi pensado para ser um interceptor puro, destinado a atacar e destruir bombardeiros como o B-17 e o B-52, do qual já havia rumores no final de 1944.

Esses rumores levaram as autoridades alemãs a pressionar a Focke Wulf para que começasse a produção do Ta-152. Mas essa pressão levou a que o projecto fosse «empurrado» sem que houvessem condições suficientes para o desenvolvimento do aparelho. Durante o Outono de 1944, o avião encontrou vários problemas, especialmente por causa da qualidade cada vez menor dos componentes utilizados para o produzir.

As primeiras 20 unidades de pré-produção foram entregues até Novembro de 1944, seis meses antes da queda de Berlim. Em Janeiro tinham sido completados 50.


A razão de subida do Ta.152 continuava no entanto a ser bastante inferior à de caças como o Spitfire Mk.XIV e à das versões finais do caça Me.109.

Se tivesse tido tempo para o desenvolvimento o Ta-152 seria provavelmente um excelente caça a hélice, mas na altura a própria Alemanha já operava o Me.262 a jacto, e a Grã Bretanha também já tinha em pré-produção o seu primeiro caça a reação.
O Ta.152 foi também o resultado do desespero dos lideres da Alemanha nazi, que passaram nos meses finais da guerra a acreditar em fenomenais armas maravilha, que na realidade nunca se materializaram.



O Japão demonstrou interesse no Ta-152, e existem informações de que a Alemanha cedeu ao Japão os planos do avião, tendo os japonees investido no desenvolvimento de uma versão autóctone do Ta-152.

Informação genérica:
As aeronaves do tipo Fw.190 começaram a ser desenvolvidas em meados dos anos 30 e o Fw.190 era apresentado como um possível sucessor do Me.109 a aeronave preferida dos governantes da Alemanha hitleriana.
Pensado como caça de superioridade aérea, o Fw.190 era um avião mais adequado para a defesa da Alemanha de potênciais ataques de bombardeiros inimigos.

Como a estratégia delineada pelos dirigentes alemães, previa guerras muito curtas e vitórias esmagadoras, a possibilidade de um conflito longo, que desse a um potencial inimigo o tempo necessário para organizar ataques contra a Alemanha não era considerada realista. Para os dirigentes nazis, não haveria sequer tempo suficiente para desenvolver o aparelho, pois qualquer guerra acabaria sempre muito antes de o Fw-190 ficar pronto para utilização operacional.

Estes factores levaram a que a equipa de desenvolvimento fosse desacreditada e por isso consideraram o projecto apresentado por Kurt Tank (engenheiro da Albatros que passou a dirigir os desenvolvimentos de novos aviões na Fock Wulf no inicio dos anos 30) como «projecto de baixa prioridade».

A construção de três protótipos do Fw.190 só foi aprovada em meados de 1938, segundo o conceito de «segundo ferro no forno» ou uma forma de dizer que era uma segunda opção militar «para utilizar em caso de necessidade».
O avião seria movido pelo motor BMW-139, um motor radial de 18 cilindros refrigerado a ar, que seria ainda na fase de produção dos protótipos substituido pelo BMW-801

O desenvolvimento foi lento e teve como objectivo produzir uma aeronave que pudesse resistir ao fogo inimigo, que fosse de fácil manutenção e que pudesse ser construido por módulos em fábricas espalhadas pelo país.

O entusiasmo de Herman Goering, chefe da Luftwaffe levou no entanto a que fosse colocada uma encomenda já em 1940 para 18 aeronaves de pré produção e a uma encomenda de 100 aeronaves de produção Nascia o Fw-190A.

Os problemas enfrentados pela Luftwaffe no final de 1940 e início de 1941 durante a batalha de Inglaterra e a invasão da Rússia em Junho de 1941 levaram a que o caça que os dirigentes alemães achavam que nunca seria necessário passou a ser prioritário pois era necessário para a defesa do Reich contra os bombardeiros britânicos e ainda durante 1941 as fábricas da AGO e da ARADO receberam ordens para também fabricar a aeronave.



Distinguem-se principalmente as seguintes versões:

Fw.190A
A principal versão, destinada a ser um caça interceptor, capaz de perseguir e destruir as aeronaves pesadas que atacassem a Alemanha e a garantir a superioridade sobre as aeronaves britânicas como o Spitfire, que eram mais manobráveis.
Ele evoluiu da versão de pré-producção Fw.190A-0, até à sua última versão a Fw.190A-8, tendo como base o motor BMW 801D.
A produção das versões equipadas com o motor 801D foi a seguinte:

Fw.190A-3: 509 unidades produzidas entre 1942 e 1943
Fw.190A-4: 894 unidade produzidas.
Fw.190A-5: 723 unidades produzidas. Modelo idêntico ao A-4, mas com pequenas diferenças nos apoios do motor que foram alongados para recolocar o centro de gravidade do avião.
Fw.190A-6: 569 unidades produzidas. Introduziu uma estrutura interna de asa diferente e substituiu o canhão de 20mm MG FF pelo canhão MG-151/20 também de 20mm.
Fw.190A-7: 80 unidades produzidas. Basicamente idêntico ao anterior mas com a colocação de metralhadoras MG-131 em vez das MG-17
Fw.190A-8: 1334 unidades produzidas tinha como principais alterações, um novo equipamento de rádio, um suporte de bombas reposicionado e capacidade para utilizar um tanque auxiliar de combustível especial.

Fw.190F
Destinado inicialmente a substituir o bombardeiro Junkers «Stuka» na sua função de bombardeiro de voo picado

Fw.190G
Idêntico ao Fw.190G, mas pensado para atingir alvos a maiores distâncias e também para funcionar como caça de longo alcance.

Como eram baseados nos desenvolvimentos da versão «A» os modelos F e G também foram tendo uma evolução similar, nomeadamente no que respeitava a armamentos e motores, além das suas especificações próprias resultantes da sua função específica.

Fw.190D / Ta.152
No final da guerra e partindo da versão Fw.190A-8, foi pensado um avião do mesmo tipo mas com um motor diferente, de que resultou o Fw.190D ou «Dora».

Este «Dora» abrirá por sua vez caminho para o Ta-152, o último dos caças da Focke Wulf.



No total foram produzidos 19,000 Fw.190 de todas as versões.

-

   
---