Dados sobre utilizadores deste modelo
China popular

JH-7A / FBC-1
Caça bombardeiro (Xian Aircraft)
JH-7A / FBC-1

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 21.02 M
Envergadura: 12.7 M
Altura: 6.58
2 x motores Rolls Royce RB168 Spey Mk.202 (WS-9 Qinling)
Potência total: 9200 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 21500 Kg
Peso máximo/descolagem: 30000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 9
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 1/2
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 1155 Km/h
Máxima(nível do mar): 900 Km/h
De cruzeiro: 903 Km/h
Autonomia standard /carregado : 2000 Km
Autonomia máxima / leve 3200 Km.
Altitude máxima: 15600 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 1 x 23mm GSh-23 (Calibre: 23 )

Forum de discussão

O caça-bombardeiro JH-7 (JianHong ou Leopardo Voador, que na sua versão de exportação se chama FBC-1) é um desenvolvimento da industria aeronáutica chinesa Xian inicialmente destinado à utilização como caça bombardeiro para substituição das aeronaves soviéticas IL-28 (cuja cópia chinesa se chamava H-5 Harbin).

A especificação inicial que data de 1973, foi posteriormente sendo alterada durante um longo periodo de desenvolvimento, em que a força aérea chinesa solicitou que a aeronave tivesse capacidades idênticas às dos caça-bombardeiros F-111 norte-americanos e Su-24 soviéticos. A aparência exterior também lembra o caça-bombardeiro europeu Panavia «Tornado».

O programa da aeronave esteve quase para ser cancelado e terá sido salvo quando após a guerra das Malvinas os chineses - impressionados com as capacidades que a Força Aérea da Argentina tinha demonstrado na destruição de navios britânicos - decidiram continuar com o projecto, com o objectivo de permitir à China dispor de uma aeronave baseada em terra, com capacidade para efectuar ataques navais.

A utilização de motores Spey foi resultado de negociaçoes com a Rolls Royce e a sua fabricação sob licença na China começou a ser negociada ainda em meados dos anos 70.

O primeiro protótipo voou apenas em Dezembro de 1988. Durante os seis anos seguintes foram produzidos seis protótipos, um dois quais se perdeu.

Alegadamente, ocorreram sérios problemas com a instalação dos motores de fabrico chinês, do que resultou a necessidade de voltar a recorrer a motores originais britânicos, alguns deles usados e repotênciados.

Todos os problemas com o desenvolvimento do avião, e o facto de a marinha chinesa ter sido a principal influenciadora do projecto levaram a que no inicio dos anos 90, quase 20 anos após o inicio do projecto a Força Aérea Chinesa optasse por adquirir aeronaves da família Su-27.

Ainda que com a perde de interesse por parte da Força Aérea, o desenvolvimento do avião continuou com a produção dos primeiros 20 exemplares de pré-produção que entraram ao serviço de forma experimental em 1994.

Como apenas a marinha estava interessada no avião, e a força aérea tinha optado pelo Su-27, a Xian repensou o projecto, direccionando-o para outro tipo de objectivos e funções. É como resultado dessa decisão que surge o JH-7A que conta com vários refinamentos, controlos fly-by-wyre e um redesenho do cockpit. Ele também está finalmente equipado com a versão chinesa dos motores Spey depois que foram resolvidos os problemas de desenvolvimento que atrasaram o projecto ao longo dos anos 80.

O JH-7A pode transportar bombas guiadas por laser, e mísseis anti-navio.

Todo o projecto é por muitos considerado ultrapassado, pois ele estará em termos de potência ao nível do que seria um F-4 Phantom. No entanto, ele foi e continua a ser de grande importância para dar experiência ao fabricante no desenvolvimento de outras aeronaves.

Além disso, como aeronave de ataque naval, ela torna-se da maior importancia na estratégica chinesa, que continua a ter como principal objectivo das forças armadas, a reconquista da ilha de Taiwan, que a República Popular da China continua a considerar como seu território.

Informação genérica:
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