Dados sobre utilizadores deste modelo
Coreia do Norte
União Soviética

Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

MiG-19S «Farmer»
Caça interceptor
J-6 (III)
Caça interceptor
Q-5 «Fantan»
Caça bombardeiro

MiG-19S «Farmer»
Caça interceptor (MiG-MAPO)
MiG-19S «Farmer»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 12.6 M
Envergadura: 9 M
Altura: 3.9
2 x motores Tumansky RD-9B
Potência total: 6500 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 5172 Kg
Peso máximo/descolagem: 8832 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 500 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 1452 Km/h
Máxima(nível do mar): 1100 Km/h
De cruzeiro: 850 Km/h
Autonomia standard /carregado : 685 Km
Autonomia máxima / leve 1390 Km.
Altitude máxima: 20740 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 2 x pod 57mm UB-16 (Calibre: 57 )

Forum de discussão

Embora a sua designação venha na sequência de dois dos mais conhecidos caças MiG, o MiG-15 e o MiG-17, o MiG-19 não é uma derivação directa ou uma modernização daqueles caças, resultando de um projecto iniciado em 1951, com o objectivo de prover a União Soviética com um caça interceptor bimotor.

As autoridades soviéticas tinham autorizado o desenvolvimento do projecto I-360, pedindo uma aeronave de combate com dois motores.
A colocação de dois motores lado-a-lado foi tentada ainda nos anos 40, e a industria soviética continuou a considerar esta possibilidade como forma de atingir maior velocidade.

O primeiro protótipo do MiG-19 (projecto SM-9) voa pela primeira vez em 5 de Janeiro de 1954 e a aeronave é movida por dois motores AM-9B, um derivado do motor AM-5F e que posteriormente será designado RD-9B. Os primeiros exemplares de produção do MiG-19 foram entregues em Março de 1955, mas de imediato foram detectados problemas especialmente no que respeitava à estabilidade da aeronave. Este problema é resolvido com a versão MiG-19A (S de Stabilizator). Só em 1956 o caça atinge condição de operacional na Força Aérea Soviética.

A versão MiG-19S estava armada com dois canhões de 37mm e dois de 23mm além de também ter sido armado com foguetes ar-ar.

Esta aeronave não constituiu um grande sucesso e como prova disso está o facto de ter saido de produção em 1958, dois anos depois de ter sido declarado operacional.
Nessa altura estava já em desenvolvimento o MiG-21, cuja produção teve inicio nesse mesmo ano e que atingia melhores performances com um único motor e adequado para a aviação frontal [1].

Mas o verdadeiro substituto do MiG-19 como caça interceptor foi na realidade o Sukhoi Su-9/Su-11 que veio servir como complemento, dado muitos MiG-19 terem continuado ao serviço na aviação de defesa como caças interceptores.


[1] - A aviação soviética dividiu-se de várias formas ao longo da sua existência, no auge da guerra fria podia distinguir-se a chamada aviação frontal, equipada com aeronaves de ataque, da aviação de defesa, equipada com interceptores mais rápidos destinados a atacar os bombardeiros americanos.

Informação genérica:
Embora se possa de alguma forma confundir com os MiG-15 e MiG-17, o MiG-19 difere dos outros aviões soviéticos da mesma época por ser um bi-motor supersonico.

Desde que os Estados Unidos mostraram o poder da bomba atómica que a União Soviética começou a testar formas de garantir que não haveria bombardeiros norte-americanos sobre o seu território (nos anos 40 / 50 a única forma de atacar a URSS com bombas atómicas era utilizando bombardeiros).

Para esse efeito, os soviéticos tentaram desde os anos 40, desenvolver um avião interceptor tão rápido quanto possível, suficientemente rápido para atingir bombardeiros antes que eles pudessem larar a sua carga.

Para esse fim, os soviéticos estudaram desde muito cedo uma configuração com dois motores, para assim conseguirem construir uma aeronave com as melhores performances que fosse possível, com a tecnologia disponível na altura.

Os estudos por parte dos soviéticos para construir um avião de caça com dois motores, começaram logo com o MiG-9, mas os vários modelos e projectos não tiveram grande sucesso. Os desenvolvimentos continuaram até ao projecto I-360, que era um MiG-17 adaptado para permitir a acomodação de dois motores.

O caça-interceptor MiG-19, não foi muito bem visto ou aceite na URSS e não foi exportado em quantidades significativas, tendo sido produzidos apenas 2.000 exemplares.

Já a versão chinesa do MiG-19, conhecida como J-6 teve um grande sucesso internacional sendo vendido para vários países.
O J-6 foi produzido em várias versões e as versões mais recentes eram já mais sofisticadas que as suas equivalentes soviéticas,

Outra versão chinesa do MiG-19 é o Q-5 «Fantan» uma versão especifica, criada pelos chineses e directamente derivada do MiG-19, que como a aeronave russa mantém a configuração bi-motor. No entanto, o Q-5 foi configurado como caça bombardeiro, e redesenhado, com as tomadas de ar colocadas nas laterais.

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