Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

A-400M
Aeronave de transporte pesado

A-400M
Aeronave de transporte pesado (Airbus)
A-400M

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 43.8 M
Envergadura: 42.4 M
Altura: 14.6
4 x motores Europrop TP400-D6
Potência total: 44000 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 70000 Kg
Peso máximo/descolagem: 141000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 37000 Kg
Tripulação : 3/4
Passageiros: 116 a 120
Velocidade Maxima: 800 Km/h
Máxima(nível do mar): 750 Km/h
De cruzeiro: 780 Km/h
Autonomia standard /carregado : 3300 Km
Autonomia máxima / leve 7000 Km.
Altitude máxima: 11300 Metros


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Forum de discussão

O Airbus A-400M é uma aeronave de transporte médio/pesado, com capacidade para operar a partir de pistas semi-preparadas, servindo por isso para apoio logístico a forças empenhadas em combate.

Desenvolvido ao longo de vários anos, o A-400 foi objecto de muitas e demoradas análises até que os países participantes do projecto chegassem a um acordo efectivo sobre as capacidades do avião.

O A-400 tem estrutura em liga de Alumínio, sendo utilizado Titânio em áreas onde há maior esforço dos materiais, como as janelas, as asas e nos pontos de fixação do trem de aterragem.
São igualmente utilizados materiais compostos derivados de fibra de vidro e fibra de carbono.

Espera-se que os materiais utilizados na construção do A-400 reduzam bastante os custos de manutenção e aumentem a durabilidade da aeronave, que deverá resistir melhor que outras a ambientes com elevada humidade e temperatura.

O A-400, sendo uma aeronave de transporte não está armado e dispõe apenas de radar de navegação e sistemas de comunicação comuns a aeronaves comerciais.

O A-400 tem uma grande porta traseira, destinada a permitir a operação de veículos militares médios. Várias especificações militares de países europeus, estabeleceram a capacidade de transporte a bordo do A-400 como requisito para aquisição de veículos.
O A-400 pode transportar desde veículos como o Piranha-III ou o Pandur-II, a veículos mais pesados como o Piranha-IV ou sistemas de artilharia autopropulsada.
Pode transportar um helicóptero Super Puma, ou seis Land-Rover e respectivos reboques, sistemas anti-míssil Patriot. Naturalmente também pode transportar para-quedistas ou militares armados (até 120).

A primeira unidade foi entregue em 2013.

Informação genérica:
Resultado de um entendimento entre empresas europeias e a Lockeed norte-americana em 1982, o Airbus A-400M foi inicialmente concebido como substituto do Hercules C-130 e do Transa.
Embora inicialmente a ideia de construir um substituto para o C-130 tivesse a participação da própria Lockeed, a empresa norte-americana abandonou o projecto na sua fase inicial, tendo-se mantido os parceiros europeus.
O Airbus A-400M foi considerado por alguns governos europeus como um investimento estratégico e uma afirmação da independência da Europa face aos Estados Unidos.

O programa inicial foi completamente modificado em 1989 e em 1991 surgiu uma nova especificação chamada FLA (Future Large Aircraft).

O resultado, ficou expresso no tamanho do A-400 que é bastante maior que a aeronave C-130 de origem norte-americana, normalmente considerada como uma referência em termos de aeronaves de transporte militar.

Assim, o A-400 representava também um aumento considerável na capacidade de transporte táctico dos países utilizadores.
Com a nova especificação o A-400 teria capacidade para apoiar uma eventual futura força europeia de intervenção rápida, com a utilização macissa de transporte aéreo táctico dada pelo A-400 que com uma carga de 20.000kg (superior à carga máxima do Hércules C-130H) poderia cobrir distâncias de 6.500km, o que permite por exemplo ir do sul de França até ao norte de Angola, ou dos Açores até ao norte do Texas nos Estados Unidos.

Programa enfrentou novamente problemas em 1994 porque se considerou que os motores previstos não tinham potência suficiente para o que se exigia da aeronave. Em 1996 a França retirou-se do projecto de desenvolvimento do A-400, embora nesse mesmo ano a Alemanha tenha apresentado a sua especificação de necessidades, que podia ser vista como um comprometimento com o futuro do avião. Em Março de 2000, a Bélgica, a França a Itália a Espanha e a Turquia afirmaram a sua intenção de adquirir um total de 131 unidades. Dois meses depois a Grã Bretanha afirmava a sua intenção de adquirir 25 unidades, sendo mesmo o primeiro país a garantir uma encomenda firme.

No inicio do ano 2000, havia um total de 292 intenções de compra, distribuídos da seguinte forma:
Bélgica 12 unidades
França: 50 unidades
Alemanha: 75 unidade
Itália: 44 unidades
Portugal: 3 unidades
Espanha: 36 unidades
Turquia: 26 unidades
Reino Unido: 45 unidades

Entretanto, problemas com o desenvolvimento e a alta dos custos da aeronave, levaram a reduções ou pura e simplesmente ao cancelamento de intenções de compra.

A Bélgica reduziu o numero de 12 para 7
A França manteve a previsão
A Alemanha reduziu de 75 para 60
A Itália cancelou a totalidade dos 44 aviões previstos
Portugal cancelou a totalidade dos 3 aviões previstos
A Espanha reduziu de 36 para 27
A Turquia reduziu de 26 para 10
A Grã Bretanha reduziu de 45 para 25

O Luxemburgo apresentou posteriormente uma encomenda para 1 unidade
A África do Sul colocou uma encomenda para 8
A Malásia colocou uma encomenda para 4

O A-400M pode ser reabastecido em voo

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