Dados sobre utilizadores deste modelo
União Soviética



Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

I-15 «Tchaika»
Avião de caça
I-16 «Typ 5 / 10»
Avião de caça
I-153 «Tchaika»
Avião de caça
I-16 «Typ 29»
Avião de caça

I-153 «Tchaika»
Avião de caça (Polikarpov)
I-153 «Tchaika»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 6.17 M
Envergadura: 10 M
Altura: 3
1 x motores Shvetsov M-63 radial
Potência total: 1100 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 1452 Kg
Peso máximo/descolagem: 1960 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 0 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 444 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 800 Km
Autonomia máxima / leve 880 Km.
Altitude máxima: 9000 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 4 x 7.62 ShKas KM33 (Calibre: 7.62 )

Forum de discussão

O I-153 foi o último e também o mais produzido dos caças com a configuração biplano produzidos na Uniao Soviética.

A sua construção deveu-se à insistência de parte dos responsáveis soviéticos nos aviões biplanos, embora em praticamente toda a Europa este tipo de aeronave tivesse sido abandonada.

Os soviéticos foram neste caso influenciados pela sua experiência na guerra civil de Espanha, onde a maioria das aeronaves de caça italianas e alemãs eram biplanos.

O I-153, é um biplano baseado no I-15 «Tchaika» original, mas ao contrário do modelo anterior, ele conta com uma característica asa superior tipo «gaivota» que muitos pilotos afirmavam reduzir a visibilidade.
O modelo foi modernizado incluindo novos conceitos em desenvolvimento nos anos 30, como o trem de aterragem retractil e um motor mais potente.

Informação genérica:
Os aviões do tipo Polikarpov i-15 / i-16 e suas variantes são o resultado da análise soviética feita da sua força aérea em 1930.

O país não possuía um caça capaz de ombrear com as aeronaves ocidentais e um programa de desenvolvimento foi iniciado em 1930. O seu resultado deveria permitir a produção em massa no plano quinquenal de 1933-1938. Foi destacado o jovem engenheiro Nikolai Polikarpov para chefiar o departamento de engenharia responsável pelo projecto.

O projecto tem as suas origens remotas no estudo do biplano 21-N1 de 1926. O desenvolvimento daquelas aeronaves permitiu aos engenheiros soviéticos pensar em voos mais altos e mais arrojados, que resultaram no projecto I-5. As novas ideias doe projectistas cedo resultaram em problemas pois um problema com uma aeronave de testes, quando um piloto salta de um protótipo defeituoso, leva a policia secreta (futura NKVD) a acusar o piloto e a equipa de desenvolvimento de traição, sabotagem e actividades anti-soviéticas. Grande parte da equipa é aprisionada e o desenvolvimento continua com a equipa sob prisão.

Mas embora com revezes, cedo as autoridades soviéticas se convencem das qualidades do biplano I-5 e o sucesso do programa levará a que como recompensa os engenheiros sejam perdoados. O desenvolvimento prossegue ainda em 1933 com os estudos para um biplano e para um monoplano.
O biplano, ficaria conhecido como Polikarpov I-15, enquanto que o monoplano ficaria conhecido como Polikarpov I-16.

Os dois aviões era basicamente idênticos, com a diferença fundamental do numero de asas e o primeiro voo, ocorre em 31 de Dezembro de 1933. Em testes em 1934 o I-16 atingiu a velocidade incrível (para a altura) de 455km/h.


I-15 «Tchaika»
Na altura, a existência de biplanos em todas as forças aéreas europeias levou a que os soviéticos continuassem a apostar no desenvolvimento de aeronaves do tipo biplano, e o I-15 também recebeu melhoramentos e novos motores, mas com a guerra civil de Espanha ficou claro que a vantagem nos ares estava com as aeronaves que conseguissem superioridade na potência dos motores e na altitude operacional.

Embora ao longo dos anos 30 se tornasse evidente que as forças aéreas europeias estavam a abandonar os biplanos, a URSS continuou a desenhar novos aviões do tipo.
É assim lançado em 1937 o Polikarpov I-152 (conhecido como I-15bis), como protótipo que modificou (incluiu) a característica asa de gaivota superior.

O i-15bis substituiu por algum tempo os i-15 nas linhas de produção.
Ele recebeu um motor de 775cv tipo M-25V e 31 exemplares ainda chegaram à Espanha republicana em Janeiro de 1939, e outros 62 ficaram retidos na fronteira francesa, tendo 20 sido cedidos pela França às forças de Franco). No total 1,104 Polikarpov I-15bis foram produzidos.

Uma nova derivação apareceu em 1939, com refinamentos adicionais como modelo I-153 com várias modernizações, com a remoção do trem de aterragem fixo e a substituição por um retráctil e um motor de 1.000cv, que levavam a aeronave a atingir 444km/h.
Foram produzidos 3.437 exemplares até a produção ser terminada em 1940.

I-16 «Ishak»
A aviação soviética com o programa de modernização apressado transformou-se na primeira força aérea do mundo, equipada com um monoplano de asa baixa e trem de aterragem retractil.

O avião foi mostrado no desfile militar de 1 de Maio de 1934 e sobrevoou a Praça Vermelha a grande velocidade.
Nos países ocidentais, cujos embaixadores tinham visto o I-15 a sobrevoar a Praça Vermelha, foi considerado que se tratava de uma cópia de algum modelo ocidental.

Ao contrário do I-15 biplano, a entrada ao serviço do I-16 apresentou problemas, porque o avião era considerado demasiado rápido. Parte dos pilotos não gostava de fechar a cabine, pois estava habituada a aeronaves com cabine aberta.
As aeronaves estiveram presentes na guerra civil de Espanha, onde muitas modificações foram identificadas, levando a séries mais sofisticadas.

No total foram produzidos 7005 aeronave monoplano de combate, às quais se juntam 1639 versões de treino com dois lugares.



Em 1940, já a guerra tinha começado a ocidente, quando foi apresentado o monoplano I-16, na sua série 24, o mais moderno de todos.

Quando a Alemanha invadiu a União Soviética, os I-16 mais recentes, não estavam no entanto ao nível dos Me-109E que entretanto a Alemanha tinha colocado em serviço.

O principal inimigo dos I-16 soviéticos não foi no entanto o caça alemão, mas sim o bombardeiro de voo picado Junkers STUKA. Em 22 de Junho de 1941, os alemães atacam simultaneamente 66 aeródromos soviéticos que tinham sido identificados por voos de reconhecimento. Os relatórios alemães falam de mais de 2.000 aviões de caça destruídos no solo de surpresa durante o primeiro dia. Milhares de aviões são abatidos no solo, enquanto estão dispostos em enormes filas, impecavelmente alinhados, onde são alvos perfeitos.

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