Dados sobre utilizadores deste modelo
Holanda
Brasil
Portugal





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Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 15.2 M
Envergadura: 12.8 M
Altura: 3.5
2 x motores Rolls Royce GEM 42.1
Potência total: 1800 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 2740 Kg
Peso máximo/descolagem: 4535 Kg
Numero de suportes p/ armas:
Capacidade de carga/armamento: 907 Kg
Tripulação : 1+1
Passageiros: 10 a 10
Velocidade Maxima: 259 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 215 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1020 Km
Autonomia máxima / leve 1500 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Foguetes / Misseis / bombas que pode utilizar
- Haglunds / BAE Systems Sea Skua (Anti-navio)
Torpedos
- 2 x ATK Alliant Techsystems MK-46 mod.5
Radares
- SELEX Sistemi Sea Spray Mk.3 - Radar semi-activo (Alcance médio: Km)

Forum de discussão

O HAS-8 é a versão naval do helicóptero Lynx, lançada no inicio dos anos 90.

O falhanço do projecto do Lynx-3, conduziu a que muitas das características desse modelo cancelado fossem aproveitadas para lançar uma versão modernizada, ainda que de forma menos radical.

O HAS-8 é portanto uma modernização do anterior modelo HAS-2, com modernizações e sistemas que tinham sido concebidos para o cancelado Lynx-3.

O helicóptero está equipado com sistemas de comunicação e ataque, que permitem ao helicóptero expandir o alcance dos sistemas de mísseis anti-navio a bordo de fragatas.

O modelo HAS-8 e seus derivados equipa navios de guerra de várias marinhas do mundo em várias configurações e com diferentes tipos de armamento instalado.

Vários países adquiriram a versão naval do Lynx. Na América do sul ele equipa as fragatas brasileiras do tipo Niteroi. A argentina também demonstrou interesse no helicóptero ainda antes de conflito de 1982, mas a guerra das Malvinas levou ao cancelamento do fornecimento.
A marinha real da Holanda utilizou o modelo para equipar as suas fragatas e também para missões de busca e salvamento, o mesmo acontecendo com a marinha da Alemanha.
A Dinamarca equipou fragatas com este tipo de helicóptero (recebeu os dois modelos que tinham sido construidos para a Argentina).
Portugal equipou as fragatas do tipo Meko-200 com este helicóptero e a marinha da Coreia do Sul também adquiriu a versão modernizada AHS-9. Na Ásia, as marinhas da Malásia e da Tailandia também adquiriram versões navais do Lynx.

Informação genérica:
O desenvolvimento do projecto de helicóptero que viria a resultar nas aeronaves Lynx, nas versões para o Exército e para a Marinha, começou em meados da década de 1960. O objectivo inicial da empresa britânica Westland, era substituir os helicopteros «Scout» e «Wasp». Os britânicos também consideravam a possibilidade de desenvolver uma aeronave de asa rotativa que pudesse servir de alternativa ao UH-1 Iroquis (Huey) norte americano.

Os franceses também tinham planos para desenvolver um helicóptero naval e por isso concordam em 1967 com o desenvolvimento conjunto de uma aeronave franco-britânica, com uma participação de 30% para a industria francesa Aerospatiale.

O Lynx utilizaria componentes dos helicópteros «Scout» e «Wasp» para reduzir custos. O primeiro protótipo voou em 21 de Março de 1971 e logo no ano seguinte ele bateu o record de helicóptero mais rápido do mundo, atingindo uma velocidade de 321.7km/h.

Enquanto os franceses deveriam adquirir aeronaves Lynx para a sua marinha, os britânicos adquiriram inicialmente a aeronave para o exército, com 100 exemplares adquiridos, na versão Lynx AH-1 (Army Helicopter Mk.I).
A primeira versão naval, seria conhecida como Lynx HAS-2 (ou Lynx Mk.2FN para os franceses).

Entre as principais versões para o exército estava a de helicóptero anti-tanque equipado com o míssil TOW, que era na altura uma novidade nos exércitos ocidentais. As aeronaves começaram a ser entregas ao exército britânico em 1977.

Várias séries do Lynx para o exército foram lançadas posteriormente. A mais importante foi a versão AH-7 com motor mais potente e reforços estruturais vários.

Versão Naval
Já a versão naval do Lynx caracterizava-se pelo redesenho do nariz da aeronave, permitindo a instalação de um radar e pela utilização de um trem de aterragem em triciclo. Também foram instalados pás dobráveis, para facilitar a utilização a bordo de navios de dimensões pequenas como fragatas.

Tal como no caso da versão para o exército, também a versão naval do Lynx foi sendo modificada e adaptada. A versão HAS-3, incorporou um motor mais potente (como a versão AH-7 do exército) e a maioria das aeronaves britânicas HS-2 foi convertida para este novo padrão durante os anos 80 do século XX.

Super Lynx

Na sequência do falhanço e cancelamento do Lynx-3, uma versão melhorada do modelo original equipada com o motor GEM60-3/1, foi desenvolvido a partir dos anos 90 um novo modelo, que incorporava algumas das características do modelo cancelado.

Este novo Lynx foi conhecido como «Battlefield Lynx» e entrou ao serviço no exército britânico como Lynx AH-9.

A versão naval do Lynx melhorado, também foi desenvolvida a partir do inicio dos anos 90. Tal como o «Battlefield Lynx», o «Super Lynx» como ficou conhecida a versão anos 90 da aeronave era um aproveitamento de características que tinham sido desenvolvidas para o falhado projecto do Lynx-3.

Estes Lynx levemente modernizados ficaram conhecidos na Royal Navy como «Lynx HMA-8».

Future Lynx

O modelo continuou a ser desenvolvido e já depois do ano 2000 foi anunciado um novo modelo designado «Future Lynx» ou «Lynx Wildcat»

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