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Sukhoi Su-25 «Frogfoot»
Bombardeiro leve / táctico (UAC-KnAAPO)
Sukhoi Su-25 «Frogfoot»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 15.53 M
Envergadura: 14.36 M
Altura: 4.8
2 x motores Soyuz R-95Sh
Potência total: 8100 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 9500 Kg
Peso máximo/descolagem: 17350 Kg
Numero de suportes p/ armas: 8
Capacidade de carga/armamento: 4000 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 1000 Km/h
Máxima(nível do mar): 975 Km/h
De cruzeiro: 800 Km/h
Autonomia standard /carregado : 700 Km
Autonomia máxima / leve 1850 Km.
Altitude máxima: 7000 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 2 x 30mm GSh-30-1 (Calibre: 30 )
Foguetes / Misseis / bombas que pode utilizar
- Vympel R-60 / AA-8 «Aphid» (missil ar-ar)

Forum de discussão

Inicialmente conhecido como T-8 o Su-25 foi detectado pela primeira vez em 1977 por um satélite espião norte-americano. Ao longo do seu longo desenvolvimento os engenheiros russos debateram-se com o problema da reduzida potência dos motores R-95Sh (os mesmos do MiG-21 sem pós-combustão). Os vários modelos foram sendo apresentados ao longo de toda a década de 70.

A aeronave ainda não tinha sido definitivamente aceita para produção, quando dois dos primeiros três protótipos (ainda designados T-8) foram enviados para o Afeganistão onde foram testados em condições reais entre 16 de Abril de 1980 e 5 de Junho do mesmo ano.

A primeira unidade de produção, foi entregue em Abril de 1981.

Foi produzida uma versão ligeiramente melhorada, chamada Su-25BM cuja principal diferença relativamente à versão original, é a utilização de um motor R-195 mais potente que o R-95Sh que equipava as primeiras versões do Su-25.

Em combate

No Afeganistão, a aeronave mostrou ser relativamente fácil de atingir por mísseis antiaéreos portáteis Redeye. O principal problema sendo a proximidade entre os dois motores, pois normalmente quando um míssil atingia um motor, acabava também danificando o outro. Os russos aumentaram para o dobro o numero de «flares» ou engodos destinados a iludir os mísseis com fontes de calor alternativas.

Mas quando foi introduzido o míssil Stinger, o numero de aeronaves abatidas aumentou, com quatro Su-25 perdidos em apenas três dias.

O Stinger, explodia normalmente na parte traseira, perfurando os depositos de combustível e deflagrando incendios fatais. Isto levou os russos a colocar placas de protecção para os tanques de combustível e um sistema anti-incendios mais eficiente.

Essa modificação foi aparentemente eficiente, embora haja dúvidas relativamente ao numero de aeronaves abatidas depois das modificações terem sido introduzidas.

No total foram abatidos 23 Su-25 em voo, havendo outros destruidos no solo.
O Su-25 representa cerca de 10% do total de perdas de aeronaves soviéticas no Afeganistão que ultrapassou as 200 unidades abatidas em voo.

Informação genérica:
O Su-25 «Frogfoot» ainda que muitas vezes sejam designado de «A-10» russo, começou a ser desenvolvido ainda nos anos 60 (antes do modelo americano) e a maioria das aeronaves foi construida nas fábricas de Tbilisi na antiga República Soviética da Georgia na região do Cáucaso.

No entanto, os primeiros Su-25 só foram vistos no ocidente em 1979 principalmente por causa do lento desenvolvimento da aeronave.

A inspiração directa para a construção do Su-25, como aeronave de asa fixa para apoio aproximado de tropas no terreno, parece ter origem na aeronave de ataque Sturmovik, utilizada pelos soviéticos na II Guerra Mundial e que era pelo menos parcialmente influenciado pelo famoso Junkers «Stuka» alemão.

O processo de decisão foi lento e curiosamente o mais directo concorrente do Su-25 foi uma versão do velho Sturmovik, equipado com motores a jacto, chamada de IL-42. O IL-42 perdeu a corrida para o Su-25 e mais tarde, uma versão modernizada conhecida como IL-102 também foi recusada.

Ilyushin 102
Na imagem o Ilyushin Il-102. Tratava-se de uma derivação do Il-40 inicialmente desenvolvido na década de 1950. Trata-se na prática de uma versão do Il-10 Sturmovik, com motores a jato.
A aeronave pesava 13.000kg vazia e carregada pesava 18.000kg. Podia transportar 7500kg de bombas, mas foi considerada demasiado grande para as necessidades.


Na prática, a função do Su-25 é idêntica à do A-10 mas o «frogfoot» foi pensado para ser uma aeronave muito mais versátil. Ele serviria para funções variadas de ataque ao solo e tanto poderia ser utilizado para atacar carros de combate e viaturas blindadas, como para efectuar operações de bombardeamento e apoio de forças de infantaria no terreno.

Inicialmente o avião foi equipado com dois motores R-95Sh, que eram modelos derivados do motor do MiG-21 sem «Afterburner». Embora robustos, os motores não eram considerados suficientemente potentes.

Várias versões foram produzidas:
Su-25A (versão standard)
Su-25K (versão para exportação)
Su-25UB (versão de treino)
Su-25UBK (igual à anterior, para exportação)
Su-25UTG(versão de treino - naval)
Su-25BM (versão intermédia com motor R-195)

Um pequeno numero de Su-25UTG ficou operacional antes do fim da URSS e foram divididos entre Rússia e Ucrânia..


A segunda série de aeronaves deste tipo foi lançada ainda nos anos 80, mas o seu desenvolvimento foi lento

Su-25T - Versão modernizada baseada num Su-25 bilugar com melhor equipamento electrónico
Su-25TK (versão de exportação)
Su-39 (nova designação do Su-25T)

Trata-se de uma versão do Su-25 com armamento principal de maior calibre e maior protecção para o piloto que começou a ser desenvolvida em meados dos anos 80, para responder aos problemas encontrados pelos soviéticos no Afeganistão.

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