Dados sobre utilizadores deste modelo
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Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Tupolev Tu-22A «Blinder»
Bombardeiro
Tu-26 «Backfire C»
Bombardeiro pesado / estratégico

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China fabricará bombardeiro Backfire


Tu-26 «Backfire C»
Bombardeiro pesado / estratégico (UAC-Tupolev)
Tu-26 «Backfire C»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 42.4 M
Envergadura: 34.3 M
Altura: 11.1
2 x motores Kuznetsov NK-25 turbofan
Potência total: 50000 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 54000 Kg
Peso máximo/descolagem: 124000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 24000 Kg
Tripulação :
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 2000 Km/h
Máxima(nível do mar): 800 Km/h
De cruzeiro: 900 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1800 Km
Autonomia máxima / leve 4500 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Canhões / Metralhadoras
- 1 x 23mm GSh-23 (Calibre: 23 )

Forum de discussão

Embora com uma designação idêntica na URSS o Tu-22M , foi designado no ocidente como Tu-26 «Backfire». Trata-se de uma aeronave muito diferente do seu antecessor o «Blinder».

Segundo os historiadores da matéria a designação Tu-22M deveu-se a uma tentativa de conseguir autorização para a produção sem ter que recorrer às mais altas instâncias soviéticas. Um novo modelo de bombardeiro precisaria de autorização superior, enquanto que um modelo derivado não necessitava essa autorização. Por essa razão, a designação Tu-22M é muitas vezes utilizadas, o que pode gerar confusão com o bombardeiro Tu-22 «Blinder», uma aeronave completamente diferente.

O Tu-22M/Tu-26 começou a ser desenvolvido no início dos anos 60 e o seu primeiro voo operacional ocorreu 15 anos depois em 1975. O desenvolvimento foi lento, por causa do desenvolvimento das asas de geometria variável, consideradas necessárias para ultrapassar os problemas apresentados pelo Tu-22 «Blinder». O primeiro protótipo voou pela primeira vez em 1969.

O novo avião partilhou apenas parte da estrutura da sua fuselagem e da parte inferior das asas com o Tu-22. Foram instaladas sondas de reabastecimento, que davam ao bombardeiro um alcance excepcional, o que lhe permitia efectuar ataques profundamente dentro do território europeu, embora sem reabastecimento em voo, na realidade o Tu-26 tivesse um alcance operacional inferior ao Tu-22A mais antigo.

Quando foi divulgada a existência do «Backfire» ocorreu um verdadeiro terramoto em Washington, pois com a sua capacidade de reabastecimento em voo, o Tu-26 poderia ter capacidade para efectuar ataques nucleares contra os Estados Unidos através da rota Polar.

O Tu-26 estava equipado com uma sonda para reabastecimento em voo e considerava-se que a aeronave tinha também por isso capacidade suficiente para ser considerada como «bombardeiro estratégico».

Para assinar o tratado de limitação de armas estratégicas, os Estados Unidos exigiram que a União Soviética retirasse o sistema de reabastecimento em voo.

As estimativas do Pentágono estavam no entanto completamente erradas pois em 1992, quando o avião foi pela primeira vez analisado pelos peritos ocidentais verificou-se que as suas capacidades tinham sido muito exageradas, pois a autonomia da aeronave era de cerca de 4500km, o que lhe dava um raio de acção operacional (com permanência de alguns minutos sobre o alvo) de 2.200km o que o deixava muito longe da classificação como bombardeiro estratégico.

A versão Tu-22M3(designação soviética) do Tu-26 foi a versão que resultou dos tratados internacionais e não conta com o sistema de reabastecimento em voo e utiliza os mesmos motores que foram utilizados no avião civil Tu-144, a cópia soviética do Concorde[1].

O Tu-22M tem capacidade para transportar até 24 toneladas de bombas, no entando com a carga máxima a sua autonomia operacional é dramaticamente reduzida.

Com o fim da Guerra Fria, muitos dos Tu-26/Tu-22M3 foram transferidos para a aviação naval russa. A Ucrânia manteve algumas unidades ao serviço.

Em 1993, vários rumores chegaram a afirmar que a Rússia tinha vendido 12 Tu-26 ao Irão enquanto que outros rumores afirmavam que a aeronave teria sido vendida à China. No entanto nenhum desses rumores se confirmou.


Existe uma versão de guerra electrónica do aparelho, embora aparentemente apenas a nível de protótipo.

[1] - Embora os motores sejam alegadamente a única coisa não copiada, o que explica que o Tu-144 tenha voado primeiro que o Concorde.

Informação genérica:
Desde que a antiga União Soviética capturou um avião B-29 ainda durante a II Guerra Mundial e o copiou para produzir o bombardeiro Tu-4, que o país se preocupou com a produção de bombardeiros estratégicos, com grtande raio de acção, que tivessem capacidade de atacar o ocidente.

A URSS produziu vários bombardeiros que se basearam no B.29, o mais famoso dos quais é o Tu-95 «Bear».

Tu-22 «Blinder-A»

Quando passou a desenhar bombardeiro movidos por motores a reacção, um dos seus primeiros modelos foi o Tu-22, que foi baptizado no Ocidente como «Blinder» e que voou pela primeira vez em 1959.

Tu-26 «Backfire»
Também designado Tu-22M3
No final dos anos 60, a industria soviética estava já a trabalhar num substituto do Tu-22 «Blinder» que foi pela primeira avistado em 1970.

O Tu-26, foi designado de Tu-22M na União Soviética. Esta designação é ainda hoje utilizada na Russia, mas a designação NATO, que considera tratar-se de uma nova aeronave (que na realidade é) facilita a identificação e distinçlão entre os dois modelos.

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