Dados sobre utilizadores deste modelo
Estados Unidos da América

Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

B747-100
Aeronave comercial Longo Alcance
B747-200
Aeronave comercial Longo Alcance
B747-400
Aeronave comercial Longo Alcance
B747 / VC-25
Transporte executivo/VIP
B-747 E4B
Aeronave de transporte pesado
B747 YAL-1 «ABL»
Plataforma aérea de tiro

Notícias relacionadas
Míssil destruído por Laser


B747 YAL-1 «ABL»
Plataforma aérea de tiro (Boeing)
B747 YAL-1 «ABL»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 70.6 M
Envergadura: 64.4 M
Altura: 19.4
4 x motores Pratt & Whitney 4062
Potência total: 114000 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 180000 Kg
Peso máximo/descolagem: 396890 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 2+?
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 977 Km/h
Máxima(nível do mar): 880 Km/h
De cruzeiro: 913 Km/h
Autonomia standard /carregado : 7000 Km
Autonomia máxima / leve 13450 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Forum de discussão

O Boeing-747 ABL, é a mais recente das versões do B-747 adaptada para uma função completamente nova na História da Aviação.

O B747-ABL ou «Laser aerotransportado», é na prática um Laser de alta potência, com capacidade para ser direccionado contra alvos móveis que entrem na atmosfera. Trata-se de um sistema montado dentro da fuselagem de um Boeing B747-400F de carga, e para o efeito foi necessário efectuar a mais radical modificação alguma vez feita num Boeing 747. A aeronave voou pela primeira vez em 18 de Julho de 2002.

O sistema funciona como mais uma das camada defensivas dos sistema norte-americano conhecido como «Guerra das Estrelas» e destina-se a ser utilizado contra mísseis tácticos, destruindo-os na fase inicial do voo. Esta função é compartilhada com alguns dos mísseis do sistema de defesa anti-míssil como o sistema KEI - Kinnetic Energy Interceptor.

O avião identifica-se facilmente pelo nariz protuberante que permite distingui-lo de qualquer Boeing 747. Esse nariz, é a torre de tiro do sistema a Laser .

Tratando-se de um Laser de alta potência, o principal problema deste sistema aerotransportado, é o do armazenamento da energia necessária para o disparo de cada raio. Calcula-se que antes de ser reabastecido cada B-747 ABL poderá efectuar entre 20 a 40 disparos com a duração de 5 segundos.

Calcula-se que o laser possa atingir alvos a distâncias entre 300 e 600km, dependendo da sua protecção/blindagem.

Embora o objectivo oficial do sistema seja o de atacar mísseis na altura do lançamento, não há informações sobre outras possíveis utilizações.
No entanto não há em principio nada que possa impedir a utilização do B-747 YAL-1 contra aviões de caça ou mísseis anti-aéreos.

Se o sistema demonstrar estar em condições de corresponder às expectativas, o B747 YAL-1 poderá ter capacidade para destruir satélites em órbitas baixas.


Criticas
O sistema tem atraido como é normal nestes casos bastentes criticos, nomeadamente por causa dos custos do sistema, mas também porque segundo as criticas apresentadas, o ABL só seria eficaz se fosse colocado em numeros consideráveis num determinado cenário. Até 20 unidades seriam necessárias para que o sistema funcionasse de forma eficiente.

Em resposta a estas questões, o fabricante tem afirmado que uma das vias que está a ser seguida, responde a grande parte das críticas.
Trata-se da concepção de aeronaves não tripuladas que operem conjuntamente com o ABL e que podem funcionar como espelhos, permitindo uma enorme flexibilidade no disparo do raio laser de alta potência.

Esta solução, vista por muitos como demasiado complexa e avançada, está no entanto a ser estudada desde os anos 80. A possibilidade de ser criada uma rede de espelhos que permita dirigir a energia do Laser de alta potência (que é essencialmente um raio de luz concentrada) faz parte do projecto da Guerra das Estrelas desde os tempos da administração Reagan.






A chegada ao poder de Barak Obama nos Estados Unidos, levou a que o programa começasse a ser visto com desconfiança e um dos candidatos ao cancelamento, por causa dos elevados custos de desenvolvimento.

O programa foi finalmente cancelado em Novembro de 2011



O primeiro disparo com sucesso total, ocorreu no dia 11 de Fevereiro de 2010, com a destruição de um míssil, dois minutos após o lançamento.


Detalhe do Boeing B-747 YAL

Informação genérica:
O projecto do Boeing 747 saíu de uma conversa casual entre o presidente da Boeing e o presidente da companhia de aviação Pan-Am, sobre a possibilidade de se construir uma aeronave de grande porte para transporte intercontinental de passageiros que eram quase monopolio da empresa norte-americana Pan-Am.

Na realidade, a origem do projecto encontra-se numa série de estudos e projectos para um grande avião de transporte estratégico, destinado a permitir o transporte de grande numero de homens e material dos Estados Unidos para a Europa em caso de necessidade e guerra entre a NATO e o Pacto de Varsóvia.

A Boeing participou nesses estudos, mas o projecto de grande aeronave de transporte estratégico escolhido foi o da Lockeed, que resultou no C-5 Galaxy.

Aproveitando os estudos que jná tinham sido iniciados e juntanto à aparente necessidade de um transporte comercial de grandes dimensões numa algura de boom nas viagens intercontinentais a Boeing lançou o projecto do B-747.

Tratou-se do mais revolucionário avião comercial de passageiros lançado até à altura, pois o maior avião de passageiros em serviço nos anos 60 era o Boeing B-707 que tinha capacidade para transportar 180 pessoas.

As aeronaves deste tipo dividem-se em:

B747-100
B747-200
B747-300
B747-400

Além destas versões, foram lançadas versões destinadas a transporte de carga e a funções especiais.

Os Estados Unidos operam o B-747 como aeronave de transporte VIP, como aeronave de comando aéreo e presentemente está em estudo o Laser aerotransportado, uma aeronave B-747 equipada com um Laser de alta potência, destinado a destruir com um raio de energia, mísseis na fase inicial do voo.

O Boeing B747-400 perdeu o título de maior avião comercial do mundo para o avião europeu Airbus A-380 . A Boeing ainda considerou a possibilidade de modificar o B-747 para prolongar o segundo «deck» da aeronave ao longo doe toda a fuselagem, mas os projectos foram cancelados.

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