Dados sobre utilizadores deste modelo
Reino Unido



Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Swordfish
Bombardeiro leve / táctico
Albacore
Bombardeiro leve / táctico

Acontecimentos relacionados
Operação Rheinubung
Ataque a Taranto


Swordfish
Bombardeiro leve / táctico (Fairey)
Swordfish

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 10.87 M
Envergadura: 13.87 M
Altura: 3.76
1 x motores Bristol Pegasus Mk.III
Potência total: 690 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 2130 Kg
Peso máximo/descolagem: 3800 Kg
Numero de suportes p/ armas: 1
Capacidade de carga/armamento: 760 Kg
Tripulação : 3
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 222 Km/h
Máxima(nível do mar): 222 Km/h
De cruzeiro: 195 Km/h
Autonomia standard /carregado : 750 Km
Autonomia máxima / leve 879 Km.
Altitude máxima: 5870 Metros


- - -

Canhões / Metralhadoras
- 1 x 7.7mm Vickers K «VGO» (Calibre: 7.7 )

Forum de discussão

O «Swordfish» foi um bombardeiro naval leve, desenhado propositadamente para operação a partir de porta-aviões, durante os anos 30.

O avião foi inicialmente previsto para a função de sinalização, ou seja, uma aeronave que poderia ser lançada a partir de uma catapulta, com o objectivo de verificar a pontaria dos canhões dos couraçados e cruzadores, transmitindo as informações por rádio para o navio.

Mais tarde uma especificação da marinha britânica solicitava que a aeronave de sinalização também pudesse ser utilizada para lançamento de torpedos e a Fairey apresentou o Swordfish.

O avião voou pela primeira vez em 1934 e mesmo para a altura a sua configuração de biplano já era vista como algo antiquada, mas existiam razões para que a configuração biplano fosse escolhida.

O Swordfish era um avião construído sob uma estrutura tubular de metal, coberta de tela, de forma a reduzir o peso da aeronave ao mínimo possível. A versão para operação a partir de porta-aviões tinha asas dobráveis, permitindo o transporte e a acomodação de maior numero de aeronaves.

O reduzido peso do avião e a potência do motor instalado, permitiam ao Swordfish carregar uma carga como o torpedo Mark XII de 450mm de diâmetro um comprimento de 4.95m e um peso de 702kg que começou a ser utilizado pela Royal Navy a partir de 1937.

As duas asas, aumentavam a capacidade de elevação do avião em pistas curtas, embora a sua manobrabilidade fosse sempre um ponto negativo.




A importância desta aeronave na fase inicial de II Guerra Mundial foi bastante importante e começou pelo ataque efectuado pela marinha britânica contra o porto italiano de Taranto e pela acção contra o couraçado Bismarck.

As qualidades do Swordfish continuaram a ser aproveitadas ao longo da guerra. O seu reduzido peso e elevada capacidade para transportar torpedos ou bombas descolando de pistas curtas, permitiram a sua utilização a bordo de pequenos porta-aviões de escolta, navios civis convertidos, que permitiam aos aliados dispor de escolta aérea para os seus comboios no Atlântico.

Informação genérica:
Durante a década de 1930 a Royal Navy debateu-se com a necessidade de aumentar a capacidade de ataque dos seus porta-aviões, bem assim como a sua capacidade de patrulha.
Para o efeito, precisava de aeronaves que garantissem o maior alcance operacional possível, mas os motores disponíveis não eram suficientemente potentes e poderosos para as necessidades.

Para garantir que uma aeronave conseguisse transportar um torpedo a uma distância razoavel, era necessário reduzir dramáticamente o peso da aeronave para que fosse possivel descolar do convés do porta-aviões.

Os britânicos concluiram que ainda que fosse uma configuração ultrapassada, para esta função específica as aeronaves biplano podiam mais facilmente responder aos requesitos.

O Swordfish, surge assim, como uma modernização ou modelo de substituição do Fairey III-D, permitindo à Royal Navy atingir alvos a distâncias maiores.

Os rápidos desenvolvimentos da aeronáutica na década de 1930 rapidamente tornaram o Swordfish obsoleto, mas ele continuava a ter o maior raio de ação operacional possível como aeronave de ataque naval, pelo que foi mantido ao serviço.

Os britânicos mantiveram o Swordfish ao serviço porque a Alemanha não possuia planos para possuir uma frota de porta-aviões, pois caso tivesse navios desse tipo ao serviço, o Swordfish seria presa fácil para caças baseados em porta-aviões.

Porém, se na Europa da década de 1930 o Swordfish poderia atacar navios sem se confrontar com oposição aérea, no Pacífico a situação era completamente distinta, já que a marinha japonesa possuiu uma enorme capacidade aeronaval, que tornava o Swordfish uma presa fácil de qualquer caça japonês baseado em porta-aviões.

Outro modelo foi desenhado, ainda durante a década de 1930, pretendendo garantir mais manobrabilidade e velocidade, surgindo assim o Albacore.

O Albacore demorou para entrar ao serviço e os primeiros exemplares só foram entregues no inicio de 1940. Como eram muito necessários, eles foram utilizados em operações contra submarinos alemães, mas baseados em terra. Os Swordfish continuaram a ser utilizados em terra e só em 1941 é que os Albacore começaram a operar a partir de porta-aviões.

Ainda assim, como se verificou nesse mesmo ano com o afundamento do couraçado Prince of Wales e do cruzador de batalha Repulse em Singapura, os biplanos não tinham qualquer possibilidade de combater contra a aviação naval japonesa.

-

   
---