Dados sobre utilizadores deste modelo
India
Russia

Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Tupolev Tu-114
Aeronave comercial Longo Alcance
Tu-142 «Bear F»
Avião de patrulha marítima e luta anti-submarina
Tu-95 MS «Bear H»
Bombardeiro pesado / estratégico

Tu-142 «Bear F»
Avião de patrulha marítima e luta anti-submarina (UAC-Tupolev)
Tu-142 «Bear F»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 53.08 M
Envergadura: 50 M
Altura: 12.12
4 x motores Kuznetsov KKBM NK-12MV
Potência total: 59180 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 90000 Kg
Peso máximo/descolagem: 185000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 11340 Kg
Tripulação : 2+11
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 925 Km/h
Máxima(nível do mar): 590 Km/h
De cruzeiro: 711 Km/h
Autonomia standard /carregado : 13000 Km
Autonomia máxima / leve 15000 Km.
Altitude máxima: 12000 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 2 x 23mm GSh-6-23 «9A-768» (Calibre: 23 )

Forum de discussão

O Tupolev Tu-142 é uma versão modernizada do Tu-95RT e é uma das muitas versões do Tupolev Tu-95 fabricado na União Soviética.

A sua necessidade decorreu do programa de desenvolvimento de submarinos com capacidade para o lançamento do novo míssil Polaris que começou a ser incorporado no final da década de 1950.

Por isso a principal função do Tu-142, é o reconhecimento e vigilância marítima, pelo que a aeronave está ao serviço da marinha russa. A aeronave deve prescrutar os mares em busca de navios inimigos. Ele está permanentemente em ligação com o centro de comando russo e os dados disponibilizados pelos seus sensores podem ser enviados para os navios da marinha russa equipados com mísseis anti-navio de longo alcance.

O equipamento de comunicações e vigilância implicou a remoção de grande parte do armamento que este tipo de aeronaves transportava. Por isso o Tu-142 é muito mais vulnerável, necessitando escolta.

Este tipo de aeronave é da maior importância para a marinha russa, pois sem ele, o enorme alcance de alguns mísseis dos seus navios é pouco relevante.

Em versões anteriores desta aeronave, foi testada a possibilidade de estes aviões efectuarem correcções de rota aos mísseis russos, mas as versões mais recentes utilizam o apoio de satélites russos para essa função.

Um dos casos mais conhecidos é o caso dos mísseis SS-N-19 a bordo dos cruzadores e cruzadores porta-aviões da marinha russa. Para poderem ser eficientes e aproveitar o seu grande alcance, eles devem receber informação sobre a localização dos potênciais alvos, que não podem ser detectados pelos radares dos navios russos, os quais estão limitados pela curvatura da Terra.

Os Tu-142 seriam por isso alvos prioritários em caso de qualquer conflito convencional entre os países ocidentais e a Rússia.



Existem ainda versões do Tu-142, conhecidas como «Bear-F» Ou Tu-142M-2, M-3 e M-4. Trata-se de versões do Tu-95/Tu-142 equipados para luta anti-submarina que também foi adquirida pela marinha da Índia. Uma destas séries foi adquirida também pela India.

Depois de 2010, o governo da Rússia tem vindo a aumentar o numero de missões desempenhadas por estas aeronaves, que voltaram a voar junto ao espaço aéreo do Canadá e dos Estados Unidos.

Estas missões são vistas pelas autoridades daqueles dois países da NATO como formas de confrontação, já que as aeronaves não têm capacidade militar e os seus sensores são tecnologicamente ultrapassados.
O Tu-142 transformou-se numa arma de arremesso político, numa tentativa por parte do líder russo Vladimir Putin de criar uma aura de vitória e capacidade russa de desafiar os países ocidentais.

Esta última versão é muitas vezes referida como uma espécie de «P-3 Orion» russo, embora pelo seu alcance o potência o Tu-142 seja muito superior ao P-3.

Informação genérica:
As aeronaves do tipo TU-95 foram concebidas em meados da decada de 1950 e incorporaram muitas das características do B-29, que foi copiado na antiga União Soviética depois que pelo menos três deles pousaram de emergência durante missões contra o Japão.

As autoridades soviéticas não libertaram os aparelhos e num caso chegaram mesmo a acusar o piloto de espionagem. Estaline ordenou que o avião fosse copiado e dessa cópia resultou o Tupolev Tu-4, que é exactamente igual ao B-29.

Os rápidos desenvolvimentos da aviação a jacto depois da II guerra mundial transformaram o B-29 num avião obsoleto, pelo que a URSS teve que produzir um novo avião, capaz de competir com o novo bombardeiro B-36H uma aeronave com seis motores e capacidade para 36,000Kg de bombas, que teria uma vida útil muito curta.

A necessidade de uma aeronave de longo alcance tornou-se vital, se a União Soviética queria garantir a capacidade de atacar os Estados Unidos com bombas atómicas.

Os projectistas da URSS pegaram o projecto do TU-4/B-29 e beneficiando da experiência obtida, junto com os seus próprios desenvolvimentos de aerodinamica já efectuados, desenvolveram o Tu-20, que mais tarde viria a ser conhecido como Tu-95, que voou pela primeira vez em 1952.

O aparecimento do B-52 levou a URSS a tentar produzir um bombardeiro de longo alcance com motor a jacto, mas os projectistas nunca conseguiram construir uma aeronave que conjugasse a capacidade de carga do Tu-95, com a sua velocidade.

Estas razões levaram a que o Tu-95 se mantivesse durante muitos anos como o mais importante bombardeiro estratégico da União Soviética, e que se transformou mesmo num icone da guerra fria.

Com o desenvolvimento dos mísseis intercontinentais ele começou a perder importância e ainda mais quando apareceu o bombardeiro TU-22M «Backfire» que embora tivesse uma autonomia bastante menor (2410Km) podia transportar muito mais carga.

Porém, jogou a favor do TU-95 a sua robustez e o seu menor custo de operação.

Entre as principais versões do Tu-95 encontram-se as seguintes:

Tu-95
(Bear A) A primeira versão operacional

Tu-95K


Tu-95 RT
Versão de reconhecimento naval

Tu-142
Tu-142 (Bear F) de luta anti-submarina.

Tupolev Tu-114
Os problemas com o desenvolvimento de motores a jato suficientemente poderosos para garantir a viabilidade de um bombardeiro a jato de longo alcance, também se reflectiram na aviação civil soviética.

Em meados da década de 1950, já com britânicos e americanos engajados em projetos de aeronaves comerciais a jato, os soviéticos decidiram não perder tempo e desenvolver um avião que pudesse de alguma forma ombrear com aqueles.

Não é correto afirmar que o Tu-114 fosse pensado para concorrer com aeronaves como o Super Constellation da Lockeed, dado o Tu-114 ser muito maior.
O Tu-114 é uma resposta soviética dentro das medidas do possível ao aparecimento do Boeing B707, do DC-8 e mesmo do Comet britânico.

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