Dados sobre utilizadores deste modelo
Portugal
Estados Unidos da América

Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

B-24D «Liberator»
Bombardeiro pesado / estratégico
B-24J «Liberator»
Bombardeiro pesado / estratégico

B-24D «Liberator»
Bombardeiro pesado / estratégico (Consolidated Aircraft)
B-24D «Liberator»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 20.23 M
Envergadura: 33.55 M
Altura: 5.46
4 x motores P&W R-1830-43
Potência total: 4800 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 14670 Kg
Peso máximo/descolagem: 32000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 5760 Kg
Tripulação :
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 485 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 320 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1200 Km
Autonomia máxima / leve 3500 Km.
Altitude máxima: 9760 Metros


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Forum de discussão

Embora tenham existido outros modelos do Liberator, fabricados em numeros relativamente reduzidos e para pedidos de exportação (França e Grã Bretanha) O primeiro dos bombardeiros B-24 «Liberator» a ser produzido em quantidades significativas foi o B-24D.

A aeronave estava armada com dez metralhadoras em várias posições. Uma torreta no dorso, outra na cauda, havendo ainda metralhadoras no nariz e em aberturas laterais. O B-24D podia transportar 5760kg de bombas e podia descolar com um peso máximo total de 32.000kg

Informação genérica:
O bombardeiro pesado B-24 Liberator surgiu de um pedido da aviação militar dos Estados Unidos para uma aeronave mais moderna que o Boeing B-17 que tinha começado a ser desenvolvido a partir de 1934.

O pedido foi uma consequência do piorar da situação na Europa. O B-24 era resultado de um design mais sofisticado e mais poderoso que o B-17 «Flying fortress», e teria maior velocidade, mais autonomia e maior capacidade de transporte de bombas.
O B-24 foi produzido em várias versões e foi o bombardeiro pesado mais fabricado de toda a II Guerra Mundial, quase 20.000 unidades fabricadas.

O desenvolvimento data de Janeiro de 1939 e a aeronave tinha efectivamente maior autonomia e maior capacidade de carga, mas os seus motores Pratt & Whitney, embora com a mesma potência, foram considerados inferiores aos motores Wright dos B-17. O B-24 não atingia a mesma altitude e acima de tudo o avião era mais difícil de pilotar. Esta dificuldade foi provavelmente a principal razão que levou o B-24 a ser sempre preterido face ao mais antigo B-17.

No entanto, por ser mais recente o B-24 foi produzido em maior quantidade que qualquer outro bombardeiro pesado da II Guerra Mundial. Ainda em 1939 quando o projecto foi conhecido, tanto a França quanto a Grã Bretanha colocaram encomendas para um total de 284 aviões. Com a queda da França, a encomenda francesa foi transferida para a Grã Bretanha, com os primeiros modelos YB-24 a serem entregues. Os britânicos foram os primeiros a utilizar a aeronave, utilizando-a em voos de ligação de longo alcance entre a Escócia e o Canadá. Foram construídas várias séries conforme especificações dos britânicos.
Alguns B-24 chegaram a ser utilizados para patrulha e luta anti-submarina, tendo sido úteis na desesperada campanha contra os submarinos alemães.

A Força Aérea do exército norte-americano recebeu os seus primeiros B-24A (apenas 9 produzidos) em Junho de 1941, ainda antes de os Estados Unidos terem entrado na guerra.



O B-24 na fase inicial da guerra
Os primeiros B-24 a serem utilizados foram-no pelos britânicos. A Grã Bretanha e a França tinham encomendado quase 300 unidades, tendo as encomendas francesas sido transferidas para a Grã Bretanha com a queda da França no inicio de 1940.

Produção
São várias as versões do B-24, mas de entre essas destacam-se:

B-24D
Primeira versão de produção em massa com mais de 2700 unidades produzidas
B-24E
Virtualmente idêntico ao B-24D, produzidos pela Ford Motor Co no Michigam.
B-24G
Os primeiros aviões desta série eram idênticos aos anteriores, mas fabricado pela North American Aviation em Dallas (Texas). Notar que após os primeiros 20 produzidos, os restantes B-24G eram na realidade equivalentes ao B-24H, mas não receberam uma designação nova.
B-24H
Como ocorreu com o B-17, também o B-24 foi considerado deficiente no que respeitava a enfrentar os caças inimigos de frente. Por isso o nariz do avião foi completamente redesenhado, com a instalação de uma torreta hidraulica no nariz do avião (produzidos 3100 exemplares em três diferentes localizações).
B-24J
O mais fabricado de todos os modelos B-24, é um derivado do B-24H e foi fabricado em todas as cinco fábricas envolvidas na produção deste modelo. A Grã Bretanha recebeu mais de 1.000 unidades. A marinha dos Estados Unidos também recebeu o avião mas continuou a dar-lhe a mesma referência (PB4Y-1).
B-24L
Idêntico ao B-24J mas com uma torreta de cauda mais leve que permitia uma visão superior (1.667 produzidos, dos quais 417 pela Consolidated (San Diego) e os restantes 1.250 pela Ford).
B-24M
De todos os B-24 produzidos em quantidade significativa, o último foi o B-24M, que tinha uma torreta traseira com controlo remoto controlada electricamente. Foram produzidos 2.593 deles pela Consolidated (San Diego) e pela Ford (Willow Run).

No total, foram fabricados 18.482 bombardeiros B-24 de todas as séries.
Embora produzido em grandes números, o B-24 estava obsoleto no final da guerra, principalmente com a introdução do bombardeiro B-29, que também tornou obsoleto o B-17.
A obsolescência foi de tal forma significativa que em 1951, apenas um único B-24 estava ao serviço nos Estados Unidos.

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