Dados sobre utilizadores deste modelo
Estados Unidos da América
França

Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

F-8 «Crusader»
Avião de caça
A-7 Corsair II
Caça bombardeiro

F-8 «Crusader»
Avião de caça (Northrop-Grumman/Westinghouse)
F-8 «Crusader»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 16.53 M
Envergadura: 10.87 M
Altura: 4.8
1 x motores Pratt & Whitney TF-30-420
Potência total: 8891 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 8935 Kg
Peso máximo/descolagem: 15420 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 2300 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 1827 Km/h
Máxima(nível do mar): 1180 Km/h
De cruzeiro: 915 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1100 Km
Autonomia máxima / leve 2300 Km.
Altitude máxima: 11700 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 4 x 20mm Colt Mk,12 (Calibre: 20 )
Foguetes / Misseis / bombas que pode utilizar
- MBDA R-550 Magic-II (missil ar-ar)

Forum de discussão

O F-8 Crusader foi o primeiro caça supersónico operacional da marinha dos Estados Unidos.

O F-8 foi concebido propositadamente para operar a partir de porta-aviões. Esta aeronave mostrou-se capaz de superar o F-100 que utilizava o mesmo motor.

O avião voou pela primeira vez em 25 de Março de 1955 e ultrapassou a velocidade do som logo no seu voo inaugural. Ele entrou oficialmente ao serviço exactamente dois anos depois, em 25 de Março de 1957. As entregas terminaram no fim de 1965 com um total de 1.259 aparelhos construidos.

Desenhado para utilização em porta-aviões o F-8 «Crusader» tinha a capacidade de dobrar as asas, permitindo assim uma muito maior facilidade na gestão de espaço a bordo dos confinados hangares daqueles navios.

Foram construidas várias versões da aeronave, que esteve ao serviço na marinha dos Estados Unidos até aos anos 70, mas continuou na França ao serviço até próximo ao ano 2000.

Considerado dificil de pilotar pela sua configuração o F-8 «Crusader» tinha no entanto força de sobra e podia descolar de uma pista em terra com as suas asas dobradas.
Entre outras características está a capacidade para alterar o ângulo das asas, para facilitar as operações de descolagem e aterragem em porta-aviões.


Os dados apresentados são os da versão F-8E, que também esteve ao serviço na marinha da França.
versões
Foram produzidas várias versões da aeronave e entre as principais diferenças está o tipo de motor:
Versões F-8A, F-8B, F-8F, F-8L: Pratt & Whitney J57-12 (7.327kg/f).
Versões F-8C e F-8K: Pratt & Whitney J57-16 (7.665kg/f).
Versões F-8D, F-8E, F-8G, F-8H, F-8J: Pratt & Whitney J-57-20A (8.165kg/f).
Das aeronaves da versão F-8J, uma centenas foram convertidas para utilização do motor Pratt & Whitney TF-30-420 (8.891kg/f), o mais potente de todos os motores a equipar o F-8 Crusader.

Informação genérica:
As origens desta família de aeronaves encontram-se nos ensinamentos recolhidos pelos norte-americanos no seguimento do cnflito coreano. Embora a qualidade do equipamento norte-americano e a qualidade do treinamento dos pilotos tivesse permitido uma grande vitória sobre os MiG-15 soviéticos, ficou claro que do ponto de vista de conceito, os caças russos eram superiores aos caças americanos. As novas especificações que sairam dos estudos feitos a partir da guerra da Coreia, deram enfase à velocidade supersónica e mobilidade da aeronave.

As aeronaves F-8 «Crusader» e A-7 «Corsair» foram concebidas pela então Chance-Vought, que posteriormente foi absorvida pela Northrop Grumman.
Distinguem-se dois modelos principais nesta família de aeronaves:

F-8 «Crusader»
Caça supersónico embarcado que foi utilizado pela marinha dos Estados Unidos desde 1957 até 1988 e pela marinha da França até 1999.

A-7 «Corsair»
Quando em meados dos anos 60 a marinha dos Estados Unidos pretendeu substituir o avião de ataque «Skyhawk», foi lançado um concurso que foi vencido pela Vought.
Por isso, o A-7 é na realidade uma versão do F-8 «Crusader» adaptada para ataque, com asas reforçadas e maior capacidade para transporte de armas.


Outros projectos
F-8U-III
O caça supersónico F-8U «Crusader III» nunca chegou a ser adquirido e foi preterido ao F-4 «Phantom». Ele era na altura o mais rápido avião do mundo e aquele que tinha a maior aceleração. Os programas da Força Aérea e da Marinha não favoreceram o projecto e acabaram por influir na falência da Chance-Vought.

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