Dados sobre utilizadores deste modelo
Italia

Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

G-50 «Freccia»
Avião de caça
G-55 «Centauro»
Avião de caça

G-55 «Centauro»
Avião de caça (FIAT)
G-55 «Centauro»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 9.37 M
Envergadura: 11.85 M
Altura: 3.15
1 x motores Daimler Benz DB-605A V12 «Tifone»
Potência total: 1475 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 2900 Kg
Peso máximo/descolagem: 3710 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 320 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 620 Km/h
Máxima(nível do mar): 500 Km/h
De cruzeiro: 400 Km/h
Autonomia standard /carregado : 800 Km
Autonomia máxima / leve 1200 Km.
Altitude máxima: 12750 Metros


- - -

Canhões / Metralhadoras
- 3 x 20mm MG-151/20 (Calibre: 20 ) - 2 x 12.7mm Breda-SAFAT (Calibre: 12.7 )

Forum de discussão

O caça FIAT G-55 começou a ser projectado ainda em 1941, quando se tornou evidente a inferioridade do FIAT G-50 perante não só os modelos alemaes, como principalmente perante os modelos britânicos como o Spitfire.

O primeiro voo do G-55/0 ocorreu em 30 de Abril de 1942, utilizando o motor DB-605A fabricado sob licença, o mesmo motor utilizado pelo caça Me-109G.

Foram produzidas 34 unidades de pré-série, algumas das quais utilizaram o motor DB-603.

Inicialmente projectado para quatro metralhadoras Breda 12.7mm na fuselagem e um canhão de 20mm central no eixo do rotor (modelo G-55/0), o projecto foi posteriormente modificado,removendo-se duas das metralhadoras e instalando dois canhões de 20mm nas asas (modelo G-55/I).

Quando o armistício foi assinado e a Itália saiu da guerra, tinham sido entregues 31 unidades (16 G-55/0 e 15 G-55/I).

O G-55 era pelo menos tão eficiente como os melhores caças ocidentais, mas apareceu demasiado tarde para ter algum efeito no conflito mundial. Quando a fábrica estaria em condições de produzir a aeronave em quantidade, já se combatia em território italiano, pouco tempo antes do armistício.

Embora tivesse continuado a ser produzido para a República Social Italiana de Mussolini, a falta de motores e de peças de reposição cada vez mais dependente de uma Alemanha que também enfrentava problemas, acabou por reduzir ainda mais a eficiencia e o impacto da aeronave.

Pode-se no entanto considerar o FIAT G-55 como o melhor caça italiano da II Guerra Mundial, capaz de competir com os modelos equivalentes norte-americanos, britânicos ou alemães.

A aeronave continuou em produção até ao final da guerra, na área da Itália ocupada pelos alemães e embora a fábrica tenha sido fortemente bombardeada pelos aliados, a produção prosseguiu com pelo menos mais uma centena de unidades produzidas após o bombardeamento.

Curiosamente, a produção do G-55 prosseguiu depois do final da guerra, tendo sido produzidos para exportação para vários países, entre os quais alguns do Médio Oriente.


A série V era constituida pelo FIAT G-55 «Centauro», pelo Regiane Re-2005 «Saggitario» e pelo Macchi C.205 Veltro.

Informação genérica:
A FIAT foi um dos principais fabricantes italianos de aeronaves de caça durante o periodo imediatamente anterior à II Guerra Mundial.

Um concurso que se iniciou em 1935 levou à apresentação de vários modelos, entre os quais se encontrava o G-50, que embora não tivesse sido o principal projecto escolhido, foi mesmo assim colocado em produção tendo saído das fábricas cerca de 600 exemplares.

A falta de potência dos motores italianos levou a que fosse considerada a produção sob licença em Itália do motor alemão Daimler Benz DB-605. Foram feitas experiências com o G-50 equipado com aquele motor (conhecidos como FIAT G-50V), mas as limitações do desenho não permitiram o seu desenvolvimento.

O FIAT G-55 foi por sua vez concebido a pensar na incorporação daquele motor alemão.
A aeronave foi produzida no norte da Itália, mesmo após o país ter assinado o armistício com os aliados.


O FIAT G-56 foi um desenvolvimento do G-55, adaptado para utilizar o motor DB-603A de 1850cv, tendo os dois primeiros protótipos voado em Março de 1944 até que o desenvolvimento foi proíbido pelos alemães

Após a guerra a FIAT continuou a produção da aeronave para exportação em duas séries.

FIAT G-55A : Resultado do aproveitamento da estrutura que já existia, aproveitando motores alemães e da reconstrução de alguns G-55/I.

FIAT G-59 : Uma modernizaçao do G-55A, com a inclusão de um motor Merlin T.24-2 de 1610cv que foi vendida a países como Egipto, Síria e Argentina.
Este seria o último avião a helice da FIAT.

-

   
---