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DC-2 «Dakota»
Aeronave de transporte médio (Douglas)
DC-2  «Dakota»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 18.75 M
Envergadura: 25.91 M
Altura: 5.69
2 x motores Wright R-1820-55
Potência total: 1950 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 6681 Kg
Peso máximo/descolagem: 9525 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 3000 Kg
Tripulação : 2+
Passageiros: 18 a 18
Velocidade Maxima: 338 Km/h
Máxima(nível do mar): 310 Km/h
De cruzeiro: 249 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1300 Km
Autonomia máxima / leve 1448 Km.
Altitude máxima: 6280 Metros


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Forum de discussão

A primeira versão do que seria um dos aviões comerciais de maior sucesso na História da Aviação, o DC-2 / DC-3 Dakota esteve ao serviço desde meados dos anos 30 nos Estados Unidos, tendo também estado ao serviço de algumas companhias europeias.

Com apenas dois motores e uma capacidade para transportar cerca de 20 passageiros o DC-3 estava à altura de aeronaves contemporâneas como o Junkers Ju-52 da Alemanha, que também começou a sua vida útil como aeronave de transporte civil.

O modelo DC-2 foi rapidamente substituido pelo DC-3 em 1936, o qual seria encomendado em grandes numeros pelos militares e seria conhecido como C-47.

Como aeronave comercial, o DC-2 começou voos regulares em 1934 com a empresa TWA, mas posteriormente outras companhias como a Delta Airlines também adquiriram o modelo.

O DC-2 foi também utilizado por companhias aéreas de vários países, como a LOT polaca, a LAPE da República Espanhola a Cruzeiro do Sul e a Panair brasileiras e até mesmo a Lufthansa, entre outras.

Estima-se que foram produzidas aproximadamente 200 unidades do DC-2 Dakota desde 1937 até 1939, altura em que o DC-2 foi substituido pelo DC-3 nas linhas de montagem.

Informação genérica:
O primeiro «Dakota», inicialmente designado DC-1, e posteriormente DC-2, foi o resultado de a TWA ter sido preterida à United Airlines quando a Boeing lançou o seu B-247.

No inicio dos anos 30, temendo ficar numa situação de desvantagem, a TWA emitiu uma especificação para uma aeronave que permitisse competir no ainda incipiente mercado do transporte aéreo de médio curso nos Estados Unidos.

A especificação da TWA pedia uma aeronave com três motores e capacidade para transportar pelo menos 12 passageiros a uma velocidade de cruzeiro de 235km/h e a uma distância superior a mil milhas (1609km).
A dimensão continental dos Estados Unidos levou a que as empresas comerciais solicitassem aeronaves «médias» com uma alcance que para as companhias europeias era já considerado longo.

A Douglas, convenceu a TWA a aceitar uma aeronave com dois motores, embora na altura isso fosse considerado um problema pelas companhias aéreas que viam o numero de motores como garantia de segurança. O contrato foi assinado e o primeiro avião da série, designado DC-1 foi apresentado em 22 de Junho de 1933, e voou pela primeira vez em 1 de Julho desse ano utilizando dois motores Wright R-1820 «Cyclone».

Apenas a primeira aeronave foi designada DC-1, logo que foi assinado um contrato para um primeiro lote de 25 aeronaves para a TWA, a designação do novo aparelho passou a ser DC-2, com as primeiras entregas a ocorrer a 14 de Maio de 1934.

Ainda antes do inicio da II Guerra Mundial, já tinham sido entregues aproximadamente oitocentos DC-3 às linhas aéreas, especialmente nos Estados Unidos. Esta aeronave é a principal responsável pela revolução no transporte aéreo nos anos 30.

C-47

A versão militar do DC-3 ficou conhecida como C-47 e foi o mais fabricado avião de transporte da II guerra, atingindo 12.000 unidades produzidas. A versão mais importante foi a C-47B.

Lisunov Li-2
A União Soviética foi autorizada a fabricar a sua versão do DC-3 em meados dos anos 30. As primeiras aeronaves comerciais sairam das fábricas de Moscovo e Kazan, e posteriormente foram fabricados na Ásia central.

Basler BT-67
Talvez a principal demonstração da validade do projeto do avião da Douglas seja o facto de o conceito ter passado a marca do milénio, com uma empresa nos Estados Unidos a desenvolver modificações para permitir ao DC-3 continuar a voar, como é o caso da empresa BASLER, que começou a desenvolver em 1990 uma versão modificada do DC-3, construida a partir de ceullas usadas.

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