Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

AW-38 Whithley Mk.V
Bombardeiro pesado / estratégico
Wellington Mk.1C
Bombardeiro pesado / estratégico
HP.52 Hampden
Bombardeiro

Acontecimentos relacionados
Primeiro bombardeamento de Berlim


Wellington Mk.1C
Bombardeiro pesado / estratégico (Vickers)
Wellington Mk.1C

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 19.68 M
Envergadura: 26.26 M
Altura: 5.31
2 x motores Bristol Pegasus XVIII radial
Potência total: 2000 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 0 Kg
Peso máximo/descolagem: 12910 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 2000 Kg
Tripulação : 6
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 378 Km/h
Máxima(nível do mar): 320 Km/h
De cruzeiro: 300 Km/h
Autonomia standard /carregado : 2500 Km
Autonomia máxima / leve 3540 Km.
Altitude máxima: 5500 Metros


- - -

Forum de discussão

O desenvolvimento dos bombardeiros Wellington começou em 1932 quando a Vickers apresentou uma proposta para responder a uma especificação do Ministério do Ar britânico que pedia um bombardeiro médio diurno.

O primeiro protótipo voou em 15 de Junho de 1936. O Wellington testou com sucesso um tipo de construção inovador que pretendia ser resistente e robusto.
Tratava-se de uma construção em «treliça metálica», uma tecnologia que tinha sido desenvolvida durante os anos 20 e inicio dos anos 30 para aplicação nos dirigiveis do tipo Zeplin.

Essa estrutura, permitia dar à aeronave um peso muito menor sem perder resistência, o que ao mesmo tempo permitia atingir alvos a maiores distâncias com a carga máxima.

O Wellington apresentava linhas inovadoras para a altura, principalmente para o comando de bombardeiros que ainda utilizava aeronaves biplano. Aliás a aeronave acabou respondendo à especificação, mas era na realidade mais leve que o pedido. Por isto o fabricante foi obrigado a aumentar artificialmente o seu peso, para que o Wellington correspondesse às exigências.

Em Agosto de 1936 foram encomendadas 180 unidades à Vickers, com encomendas adicionais emitidas logo de seguida. Foi necessário passar um sub contrato à Gloster para fabricar mais 100 unidades e outro à Armstrong-Withworth para mais 64.

Foram produzidas muitas variantes desta aeronave, durante a sua vida útil. O Wellington foi o único bombardeiro britânico a continuar em produção durante toda a guerra.

Como acontecia com os Estados Unidos, o desenvolvimento de aeronaves na Grã Bretanha considerou a necessidade de aviões que pudessem servir de ligação entre os vários pontos do império britânico. Por isso, quando começou o conflito a Grã Bretanha contava com aeronaves com capacidade para atingir a Alemanha, enquanto que os alemães só puderam atingir a Grã Bretanha depois da queda da França e da Holanda.

As primeiras operações do Wellington não foram um sucesso. Embora armado com metralhadoras, durante um raid contra o norte da Alemanha já em 1940 vários ap+arelhos foram perseguidos e abatidos pelos caças Me-109 alemães.
O Wellington ficou aliás com o titulo indesejado de primeiro avião aliado abatido durante o conflito.

O comando de bombardeiros decidiu então que para evitar maiores perdas o Wellington seria utilizado como bombardeiro nocturno, e seria assim que continuaria até ao final da guerra.

O Wellington participou no primeiro raid sobre a capital do III Reich em Agosto de 1940.
Foram desenvolvidas várias versões do Wellington e ele mostrou-se bastante eficiente como aeronave de vigilância marítima actuando contra submarinos alemães.

Informação genérica:
Desde o inicio da década de 1930, que a Grã Bretanha começou a considerar como seria a guerra seguinte.
Da análise feita pelos britânicos, começou a surgir uma tese que seria posteriormente seguida, de que a Grã Bretanha poderia fazer a guerra a partir da sua ilha, utilizando para o efeito o poder das aeronaves.

Os britânicos tinham já sofrido durante a I guerra mundial ataques esporádicos dos Zeppelin alemães. Inicialmente não havia proteção contra eles, já que voavam demasiado alto, acima do alcance dos limitados canhões antiaéreos e a altitudes que tornavam impossível a sua intercepção pelos caças.

Caças com capacidade de atingir maiores altitudes acabaram com a ameaça dos Zeppelin, mas do ponto de vista estratégico, a possibilidade de ganhar uma guerra apenas com o poder da aviação nunca abandonou a mente dos estrategas britânicos, especialmente quando bombardeiros Gotha alemães foram capturados aquando do armistício e enviados para apreciação pelos britânicos.

No inicio da década de 1930, a Royal Air Force emitiu várias especificações para a industria, pedindo a apresentação de propostas para bombardeiros bimotores com capacidade para atacar território inimigo a distâncias superiores a 500 milhas.

Foram pedidos bombardeiros nocturnos, bombardeiros médios diurnos e nocturnos com dois motores.
Embora se tratasse de bombardeiros médios estas aeronaves, transformaram-se nos principais aviões do comando de bombardeiros tinha à disposição quando começou a guerra.

O primeiro deles, baseado numa especificação datada de Julho de 1934 entrara ao serviço em 1937. Era o Whithley, da Armstrong-Withworth. A sua estrutura estranha e a falta de flaps, tornaram-no numa aeronave obsoleta ainda a guerra não tinha começado.

Outro, foi o bombardeiro Hampden da Handley-Page, que foi o principal participante no primeiro rais aéreo sobre Berlim em Agosto de 1940.

O mais moderno dos três, foi o Wellington, que também participou no bombardeamento de Berlim e que continuaria ao serviço durante toda a guerra.



Estas aeronaves atuaram em conjunto várias vezes. A primeira destas operações de bombardeamento ocorreu entre 15 e 16 de Maio de 1940, quando ainda se combatia em França, com uma força constituida por 39 Wellington, 36 Hampden e 24 Whitley atacara, vários alvos industriais alemães na região do Rhur, com a perda de 1 Wellington.

A outra famosa operação de bombardeamento em que esta primeira familia de bombardeiros estratégicos britânicos foi utilizada, foi no célebre ataque de 25/26 de Agosto de 1940, o primeiro bombardeamento aliado sobre Berlim.

-

   
---