Dados sobre utilizadores deste modelo
França
Portugal

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BT-9 «Yale»
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AT-6A «Texan»
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CA-3 «Wirraway»
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CA-13 «Boomerang»
Caça bombardeiro
T-6G «Texan»
Aeronave de treino avançado

T-6G «Texan»
Aeronave de treino avançado (North American)
T-6G «Texan»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 8.99 M
Envergadura: 12.8 M
Altura: 3.58
1 x motores Pratt & Whitney WASP R-1340AN1
Potência total: 550 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 1938 Kg
Peso máximo/descolagem: 2546 Kg
Numero de suportes p/ armas: 4
Capacidade de carga/armamento: 150 Kg
Tripulação : 1+1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 340 Km/h
Máxima(nível do mar): 320 Km/h
De cruzeiro: 270 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1200 Km
Autonomia máxima / leve 1400 Km.
Altitude máxima: 7350 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 2 x 7.7mm Vickers K «VGO» (Calibre: 7.7 )

Forum de discussão

O T-6G foi um dos modelos mais utilizados deste tipo de aeronave, após o final da II guerra. Ao contrário dos outros modelos a versão «G» é inteiramente constituida por células reconstruidas de exemplares mais antigos.

As modificações foram bastante significativas, e por isso, muitas das reconstruções foram consideradas como aeronaves novas. Na força aérea dos Estados Unidos, as aeronaves reconstruidas receberam novos numeros de série.

Tanto a força aérea quanto a marinha dos Estados Unidos iniciaram programas de reconstrução. Curiosamente, a marinha teve dificuldades em prosseguir com o seu programa, porque muitas aeronaves T-6 foram vendidas após o final do conflito.

O assento traseiro foi colocado numa posição 15cm mais elevada. A cauda recebeu um dispositivo de controlo herdado do P-51 «Mustang», com uma nova roda de maior diâmetro. A visibilidade foi melhorada, com uma carlinga com menos elementos metálicos.

Uma derivação do T-6G, conhecida como FT-6G chegou a ser apresentada como versão para operações de contra-guerrilha a vários países, mas sem sucesso.

No entanto, a versão proposta acabou por servir de inspiração para várias modificações efectuadas por vários países, que adaptaram o T-6 às suas necessidades específicas.

Essas modificações incluiram a adaptação de armamento.
O T-6 podia receber metralhadoras nas asas, adaptadas em «casulos» amoviveis, e também podia transportar bombas.

Entre os países que utilizaram o T-6 «Texan» como aeronave de apoio esteve Portugal. Em alguns comunicados dos movimentos oposicionistas - como ocorreu na Guiné - o T-6 «Texan», desenhado para treinar pilotos, era designado por «caça-bombardeiro».

Informação genérica:
Nas suas inúmeras versões e derivações, adaptado, construído, reconstruído ou construído sob licença, o T-6 «Texan» é provavelmente um dos mais importantes aviões ligeiros de treino desenhados durante a II Guerra Mundial.
Mais de 17.000 unidades foram fabricadas e milhares de exemplares foram modernizados e quase reconstruídos, transformando-se praticamente em novos aviões.

Os dois primeiros modelos do que viria a ser o Texan: Acima o protótipo que foi apresentado a concurso e abaixo o modelo após a introdução das modificações pedidas pela aviação do exército norte-americano
Entre as características que distinguem o «Texan» está a sua versatilidade, de que resultou a sua utilização para uma grande variedade de tarefas, desde a de treinador, a treinador avançado, caça ou bombardeiro leve.

O desenvolvimento desta aeronave começou com um projecto de 1934 destinado a fornecer ao governo dos Estados Unidos um avião de treino básico que recebeu a designação de NA-16.
Tratava-se de uma aeronave convencional, igeira, com parte da sua fuselagem tubular revestida por material têxtil. A única diferença apresentada pelo modelo, consistia no facto de ele ser constituído por quatro partes separadas, que eram construídas separadamente e posteriormente juntas para formar o avião.
Esse protótipo era movido por um motor Wright R-975-ET «Whirlwind» com uma potência de 400cv.

O primeiro NA-16 voou pela primeira vez em 1 de Abril de 1935 e foi a partir daí que foi apresentado o projecto à aviação do exército norte-americano.
O projecto era superior aos concorrentes e ganhou a concorrência, mas não sem que o exército tivesse pedido que fossem efectuadas várias modificações antes da produção em série, entre as quais estava uma carlinga deslizante que deveria cobrir completamente o piloto.

Embora pensado para avião de treino para a aviação do exército a para a marinha dos Estados Unidos, o fabricante começou a propor o seu fornecimento como aeronave de combate para outros países. Essa versão tinha capacidade para receber um motor mais poderoso, que dava melhores prestaçoes à aeronave.
Chegaram mesmo a ser concebidas duas versões de «avião de caça» que foram vendidas para a Tailandia e para o Peru.
A Austrália recebeu autorização para fabricar um derivado, que ficou conhecido como Wirraway.

Com a designação BC-1 foram encomendados 180 exemplares pela aviação do exército norte-americano, a que se somaram mais 92 na versão BC-1A e BC-2. Mas a maior encomenda foi efectuada pela força aérea britânica que pediu 400 unidades, que na Grã Bretanha seriam conhecidas como «Harvard-I».
Além da força aérea do exército norte-americano, a aeronave também foi encomendada pela marinha que encomendou 16 unidades e posteriormente mais 61 com um motor diferente e que designou como SJN-1 e SJN-2 respectivamente.

Foram produzidas várias sub-séries e variantes para vários países, entre os quais a China e a França.

AT-6 «Texan»
As qualidades do avião foram imediatamente aproveitadas para o transformar num avião de treino avançado, função que inicialmente não estava prevista para o Texan.
Esta versão estava equipada com um motor radial Pratt & Whitney modelo R-1340-49 «Wasp». Um total de 1549 foram fornecidos ao exército e outros 270 à marinha americana, sob a designação SNJ-3.

O AT-6B foi lançado posteriormente, como uma derivação adequada para treinar pontaria para pilotos de caça e por isso estava equipado com uma metralhadora 12.7mm na fuselagem

AT-6C foi a designação do modelo seguinte, já durante o período da guerra, o que justifica o numero de encomendas. O exército encomendou 2.970 unidades e a marinha outros 2.400 (o AT-6C recebeu a designação SNJ-4 na marinha dos Estados Unidos). Os britânicos receberam 726 unidades deste modelo (que designaram Harvard-IIA)

AT-6D foi um modelo praticamente idêntico ao AT-6C, com modificações ao nível do sistema eléctrico. Foram fabricados 3.713 para o exército, 1.357 para a marinha (SNJ-5). A Grã Bretanha recebeu 351 aeronaves do tipo para a RAF enquanto que a Royal Navy encomendou mais 564 unidades.

O fabrico do Texan terminou com a guerra, mas a aeronave continuou a ser produzida no Canadá pela Canada Car & Foundry. Esta empresa lançou o Harvard-4 que se manteve em funções até aos anos 50 e que foi fornecido a vários países, entre os quais os próprios Estados Unidos e a Alemanha Federal.
Os Harvard-4 comprados pelos Estados Unidos ao Canadá foram designados T-6J.

O T-6G foi a última versão significativa (em termos de numeros) desta aeronave, mas ao contrário das outras versões, não se trata de aeronaves novas mas sim de aeronaves modernizadas para um novo padrão.
Vários países converteram as suas frotas para a versão AT-6G e em alguns casos utilizaram-nos até aos anos 80.
Esta versão foi utilizada por Portugal tanto como aeronave de treino, como nos conflitos em África para operações de ataque ao solo.

Commonwealth Wirraway

O«Texan» foi produzido sob licença na Austrália pela CAC, que introduziu algumas modificações ao modelo BT-9 da North American Aviation. Esse avião foi conhecido como Wirraway e cerca de 750 exemplares foram produzidos em várias versões. O Wirraway, é equivalente ao AT-6 Texan, mas com modificações estruturais que aumentaram a resistência da aeronave.

Versão de combate / caça

Uma versão de combate do «Texan» foi prevista ainda no final dos anos 30 e a North American promoveu essa solução, equipada com um motor mais potente de 600cv. O Peru encomendou seis e a Tailandia também fez uma encomenda que não chegou a ser entregue.
Alé dessas encomendas, mais ninguém mostrou interesse na solução «caça» directamente derivada do Texan.

Mas os planos e estudos para a solução «caça» com base no Texan prosseguiram na Austrália, onde o fabricante CAC efectuou uma série de alterações radicais, que conduziram ao caça «CA-13 Boomerang». Equipado com um motor de 1200cv.

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