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Sukhoi T-50 / PAK-FA
Caça de superioridade aérea (UAC-KnAAPO)
Sukhoi T-50 / PAK-FA

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 22.5 M
Envergadura: 14 M
Altura: 5.2
2 x motores Saturn-Lyulka 117-S
Potência total: 29000 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 17000 Kg
Peso máximo/descolagem: 32000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 8
Capacidade de carga/armamento: 3000 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 2200 Km/h
Máxima(nível do mar): 1400 Km/h
De cruzeiro: 1500 Km/h
Autonomia standard /carregado : 2000 Km
Autonomia máxima / leve 5500 Km.
Altitude máxima: 20000 Metros


- - -

Canhões / Metralhadoras
- 2 x 30mm GSh-30-1 (Calibre: 30 )

Forum de discussão

Após o lançamento pelos Estados Unidos de aeronaves com capacidade para iludir os radares inimigos, aparecendo com uma assinatura radar mínima, a União Soviética iniciou os seus estudos sobre o que viria a ser chamado de caças de quinta-geração.
O colapso da União Soviética em 1991 levou a que a maioria dos projectos que estavam em desenvolvimento terminassem abruptamente.

Parte da estrutura industrial e técnica que foi salva ficou na Rússia, e foi aproveitada para iniciar uma tentativa de manter pelo menos parte do que tinha ficado à deriva. Um dos projectos que recebeu prioridade foi o de desenvolvimento de uma nova aeronave para a força aérea russa, procurando seguir o caminho apontado pelos americanos, desenvolvendo aeronaves com grande capacidade de ocultação perante os radares inimigos.

O primeiro voo da aeronave conhecida como Sukhoi T-50, e que é o resultado de um programa chamado PAF-FA «Perspektivnyi Aviatsionnyi Kompleks Frontovoi Aviatsy» ou «Estudo de sistema aéreo para a aviação frontal» teve lugar em 29 de Janeiro de 2010.

Várias hipóteses foram inicialmente apresentadas como «conceitos» às autoridades russas. A variedade de visões artísticas que passaram para a imprensa, foi um espelho da grande variedade de opções que se apresentaram.

Imagem sobreposta do T-50/PAK-FA e do Su-27.
De entre os problemas a resolver pelas autoridades russas, estava o da degradação das estruturas produtivas e da industria relacionada com a defesa. A produção de uma aeronave revolucionária, que havia por exemplo sido estudada na forma do Su-47 «Berkut» era não só demasiado cara, como acima de tudo implicaria uma demora enorme no desenvolvimento.

Colocadas perante este dilema, as autoridades russas aprovaram em 2006 um desenho do projecto PAK-FA que se tornaria o projecto definitivo, a partir do qual a aeronave será desenvolvida até à fase de produção. Aparentemente, a configuração base do PAK-FA, baseia-se no caça Su-27 «Flanker», bastante modificado.

A opção, foi a mais lógica perante as conhecidas dificuldades russas. Ao optar pela configuração que foi mostrada no final de Janeiro de 2010 os russos optaram por uma aeronave relativamente «Stealth», mas que não deixará de marcar a presença russa no mercado. Também se sabe que o General A. Zelin, comandante da aviação russa desde 2007, afirmou publicamente que o PAK-FA não teria as mesmas capacidades do caça americano F-22 «Raptor».

O novo motor utilizado pela aeronave, é o 117S, um derivado do motor AL-31. Trata-se de um conjunto já tradicional nas aeronaves do tipo Flanker e é conhecido por ser extremamente gastador, por causa das altas prestações da aeronave.
Mas uma aeronave com menor velocidade e aprimorada para a «dissimulação» gastará menos e precisará de menor quantidade de combustível.
Cor-Gen. Alexandr Zelin, chefe da
aviação russa:
O PAK-FA não será um
«Raptor» russo.

A potência exacta dos motores também é desconhecida. A maioria dos dados aponta para uma potência de 29000kgf [1].

Em qualquer dos casos é certo que o avião terá capacidade de «Supercruise», ou seja a capacidade para voar a velocidades superiores à do som, sem necessidade de accionar os sistemas de pós-combustão, que aumentam incrivelmente o consumo e tornam o avião muito mais «visível».

A velocidade máxima numa aeronave «Stealth» não é o factor mais importante. O Su-27 foi «refinado» de forma a poder aproveitar ao máximo a potência dos seus motores, mas o PAK/FA tem que se debater com outros problemas, como a configuração da aeronave para reduzir a sua assinatura nos radares.
As duas coisas são dificeis de conciliar. Normalmente, o aprimoramento aerodinâmico leva a melhores performances, mas o aprimoramento para reduzir a silhueta nos radares inimigos não é a melhor do ponto de vista da aerodinâmica.
Por esta razão, é logico esperar que a aeronave tenha uma velocidade máxima inferior.

Os dados preliminares divulgados pela imprensa russa, ao indicar que a aeronave terá menor autonomia máxima (5,500km contra os 8,000km do Su-27) também apontam no sentido de uma menor eficiência aerodinâmica, maior esforço dos motores. O valor de 5,500 parece ser muito conservador, principalmente considerando que a aeronave deverá ter um consumo inferior.

A redução da autonomia do PAK-FA no entanto não se deverá apenas à aerodinâmica, mas sim à necessidade de transportar armamento dentro de compartimentos que estão tapados quando o avião voa.
O espaço que esses compartimentos ocupam, reduzirá o espaço disponível para o combustível adicional.

Armamento
Até ao momento apenas se sabe que o PAK-FA possuirá dois canhões de 30mm, idênticos ao que está instalado no Su-27 / Su-35.
O aumento no numero de canhões, pode implicar que os russos continuam a achar que haverá combates «cara-a-cara» em que as aeronaves combatem uma contra a outra, o que explica a inclusão de um segundo canhão.
Mas a inclusão de um segundo canhão também está relacionada com o facto de o PAK-FA poder ser utilzado para operações de ataque ao solo.
O fabricante referiu isso mesmo na primeira declaração pública à imprensa.

A carga útil (não considerando a possibilidade de utilização de carga suspensa) deverá situar-se nas duas toneladas, valor superior ao do F-22, e resultado da maior dimensão da aeronave.

Importante,é também o radar que será utilizado no T-50. Trata-se de uma unidade que foi desenhada para o Su-27/Su-35 e que naturalmente também pode ser instalada no PAK-FA. O sistema de radar permitirá elevar os padrões da força aérea russa para um patamar diferente, ainda que isso dependa acima de tudo do numero de unidades que possam ser produzidas.

Su-35 e PAK-FA
T-50 e Su-35 ?

Perante o aparecimento do T-50, a questão que se coloca é a da função do caça Su-35, uma versão modernizada do Su-27 que a força aérea russa também encomendou.
Se os dados disponíveis se confirmarem, o Su-35 poderá assumir na aviação soviética o papel de interceptor puro, dado que ele será muito mais rápido que o T-50, que será utilizado conforme as necessidades e situação táctica o permita, dando à aeronave o mesmo tipo de função que o F-22 tem na força aérea norte-americana.

Isto implica que o numero de aeronaves T-50 a produzir pela Rússia para a sua própria força aérea deverá ser relativamente reduzido. Ainda que valores muito diversos sejam normalmente postos a circular, considerando a realidade actual da força aérea e da economia russa, um valor entre as 60 e as 100 unidades deverá ser o máximo a que a força aérea daquele país poderá aspirar. Essas unidades, juntamente com os Su-35 deverão elevar a força aérea russa à posição de mais poderosa força aérea da Europa, posição que perdeu, mercê da desactualização dos modelos de aeronaves utilizadas.

Abaixo, uma das muitas apresentações de uma aeronave PAK-FA. A aeronave definitiva mostrou estar muito longe das linhas futuristas inicialmente previstas.






[1] - Não há dados precisos - embora haja fontes que apontam 35000kgf. Estes dados podem implicar alterações nas características e performances, especialmente no que respeita ao peso máximo à descolagem que poderia ser estimado em 38000kg em vez de 32000kg.

Os dados apresentados são resultado de estimativas e extrapolação de dados conhecidos, as medidas são aproximadas. Os comportamentos da aeronave são deduzidos daquele que se considera ser a sua base, o caça Su-27 Flanker, e também dos objectivos conhecidos do projecto PAK-FA.

Informação genérica:
O SU-27, também conhecido como Flanker, segundo o codigo NATO, começou a ser projectado por Pavel Osipovich Sukhoi em 1969. O objectivo claro era combater o F-15 norte-americano. O conceito e projecto inicial, que recebeu o nome de projecto T-10, ficou terminado em 1976. Depois da morte de Pavel Sukhoi, o projecto continuou sob o comando de Mikhail Simonov.

Em 1977, ocorria o primeiro voo mas só em 1987 o SU-27 começou a fazer parte de unidades completamente operacionais e é por esta data que aparecem no ocidente as primeiras fotografias do novo avião soviético. Em 1988 a URSS declarou oficialmente que o novo avião estava operacional.

O SU-27 tem características que o transformam em teoria em um dos melhores caças do mundo, mas não tendo registado nenhum sucesso contra aviões ocidentais, as suas caracteristicas são a unica argumentação em favor desta tese.

O SU-27 entrou em combate na Etiopia, contra aviões de fabrico soviético do tipo MiG-29.

Dentro da tradição russa de explorar ao máximo os seus modelos,o «Flanker» evoluiu para os caças SU-30, e SU-35, (oferecido á Força Aérea Brasileira no ambito do programa FX). Existe ainda uma versão derivada, o SU-32/ SU-34 que resultou numa transformação do avião num bombardeiro bi-lugar de médio alcance e o Su-33, uma versão naval, para operar a partir de porta-aviões.

De notar que a profusão de siglas utilizadas pelos soviéticos e posteriormente pelos russos complica até à exaustão a identificação dos vários modelos. Em alguns anos, segundo investigações realizadas por revistas especializadas, o numero de versões anunciadas na Rússia num ano, foi superior ao numero de aviões efectivamente fabricados, pelo que o mesmo avião foi baptizado com nomes diferentes.

Desta forma, alguns Su-27 mais antigos mas modernizados, são praticamente idênticos aos Su-30 mais modernos.

Manobrabilidade: Grande vantagem mas condicionada
A excelente manobrabilidade dos caças da família Su-27, especialmente daqueles que estão providos de «Canards» é vista como referência em todo o mundo. O Su-27 é provavelmente o melhor caça neste quesito, o que ainda é mais impressionante quando se olha para o seu massivo tamanho.

Porém, as análises de várias forças aéreas tendem a desvalorizar esta característica, porque as famosas manobras que podem de facto salvar a aeronave de mísseis anti-aéreos só são possíveis se as tripulações treinarem intensivamente.

O nível de treino necessário para efectuar as manobras complicadas quie o Su-27 pode fazer, implicam custos na manutenção e desgaste dos aviões, que não está aoi alcance da grande maioria dos países que adquiriu o Flanker.


Por esta razão, a famosa manobra conhecida como «cobra de pugachev» é vista pelos analistas militares mais como um argumento de marketing, que como uma vantagem que de facto possa ser utilizada em condições reais.


Fabricantes:
As várias versões do Su-27 também têm fabricantes diferentes, dividindo-se normalmente da seguinte forma:

Na KnAAPO de Komsomolsk-am-Amur na Sibéria fabricam-se:
Su-27, Su-33 e estuda-se o Su-35 monolugar.

Na fábrica de Irkutsk fabricam-se:
Su-27UB ( bi-lugar ) e Su-30MK (bi-lugar) e o Su-30MKi (para a India)

Em Novossibirsk são fabricados:
Su-34.

Esta divisão não é porém totalmente estanque, uma vez que os Su-30MKV da venezuela são fabricados na fábrica de Komsomolsk-am-Amur.

Dificuldades das industrias russas
Todo o projecto de renovação do Su-27 tem sido flagelado por vários problemas. As dificuldades de financiamento e o desinteresse das autoridades russas são os principais.

O não investimento na industria russa, também está a afectar a produção de compoentes. Na prática as aeronaves Su-27/30/33/34/35 são montadas em pequenas escala e praticamente pode-se dizer que são montadas à mão.

Os componentes são produzidos por uma miriade de pequenas oficinas que fabricam pequenas peças e pequenos componentes. Mas essas pequenas industrias não podem ser verificadas e a sua qualidade de produção é muito variável.
Como não existem métodos standar de produção e teste, os russos tendem a produzir componentes para teste e depois não fazem testes aos produtos seguintes. Isto leva a que o mesmo equipamento possa ter comportamentos diferentes de uma aeronave para a outra, mesmo que elas sejam em teoria iguais. A qualidade dos componentes pode variar imenso e por isso a qualidade geral do avião pode ser posta em causa.

Esta prática é a mesma do tempo da antiga URSS, em que eram produzidos protótipos com grande qualidade para apresentação e testes, mas que depois da linha de produção apresentavam níveis de qualidade que íam do muito bom ao péssimo.

Isto explica em parte a desastrosa performance das forças aéreas equipadas com aeronaves russas, desde o tempo do MiG-15.

Aeronaves derivadas do Su-27


A dimensão e estrutura do Su-27 demonstraram ter uma grande flexibilidade e essa característica não deixou de ser aproveitada para a partir da estrutura base proceder a modificações que alteraram radicalmente a função e mesmo o aspecto exterior do avião.

Su-32FN / Su-34
A primeira dessas modificações radicais foi o Su-34, que é basicamente um bombardeiro de médio alcance e não um caça. O cockpit do Su-34 é completamente diferente do Su-27 com piloto e co-piloto lado-a-lado. A acomodação interior permite mesmo a colocação de sanitários e equipamento para aquecer comida, atrás dos assentos, dado a aeronave se destinar a operações a grande distância.


PAK-FA

Ainda mais radical é o Sukhoi T-50, que foi a resposta do gabinete Sukhoi à especificação PAK-FA emitida pela força aérea russa para uma aeronave de quinta geração.

Ele voou pela primeira vez no dia 29 de Janeiro de 2010, e é um projecto russo destinado a dotar a força aérea do país de uma aeronave de quinta geração.

Todos os dados disponíveis em comparação com as dimensões e proporções do novo caça russo, permitem concluir que se trata de uma versão derivada do Su-27, com grandes modificações destinadas a reduzir a assinatura-radar do «Flanker»

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