Dados sobre utilizadores deste modelo
Estados Unidos da América

Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

B-47 «Stratojet»
Bombardeiro pesado / estratégico
B-52B «Stratofortress»
Bombardeiro pesado / estratégico
B-52G/H «Stratofortress»
Bombardeiro pesado / estratégico
B-1B «Lancer»
Bombardeiro pesado / estratégico
B-2 «Spirit»
Bombardeiro pesado / estratégico

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NEW START ratificado pelo senado americano


B-2 «Spirit»
Bombardeiro pesado / estratégico (Boeing)
B-2 «Spirit»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 21.03 M
Envergadura: 52.43 M
Altura: 5.18
4 x motores General Electric F118-110 turbofan
Potência total: 34200 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 68040 Kg
Peso máximo/descolagem: 170550 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 18145 Kg
Tripulação : 2
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 850 Km/h
Máxima(nível do mar): 780 Km/h
De cruzeiro: 830 Km/h
Autonomia standard /carregado : 8300 Km
Autonomia máxima / leve 12200 Km.
Altitude máxima: 15200 Metros


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Foguetes / Misseis / bombas que pode utilizar
- Raytheon Systems GBU-28 «Bunker Buster» (Ataque ao solo)
- Boeing GBU-32 «JDAM» (Ataque ao solo)
- Boeing GBU-39 «SDB» (Ataque ao solo)

Forum de discussão

O bombardeiro «Stealth» B-2, continua a ser até 2010, uma das armas mais desconhecidas e mais secretas do arsenal militar norte-americano, ainda que o seu desenvolvimento tenha tido inicio durante os anos 70. A própria existência de uma equipe de desenvolvimento do sistema só foi oficialmente divulgada e reconhecida em 1988, tal era o grau de secretismo que envolvia o equipamento. O primeiro voo do B-2 ocorreu em 1989.

O seu desenvolvimento ocorreu de forma paralela ao do caça F-117 e destinou-se a prover a força aérea norte-americana com uma capacidade de atauqe contra território inimigo, utilizando uma aeronave que fosse virtualmente indetectavel.

O objectivo, era o de possuir um equipamento que pudesse estar presente num ataque inicial contra forças militares inimigas, tendo como alvos principais os centros de comando e controle e as redes de radare e sistemas anti-aéreos.

O B-2 tem assim como função principal, cegar as forças inimigas, para que o resto do arsenal norte-americanoo possa ser então enviado para as missões normais de ataque.

O bombardeiro, é basicamente uma asa voadora, com uma envergadura muito superior ao seu comprimento. Os estudos para a construção de uma aeronave com estas características remontam aos anos 50, altura em que pela primeira vez se verificou que a aeronave experimental YB-49 da Northrop, que voou nos anos 50, aparecia nos radares com uma dimensão muito reduzida. A observação foi anotada, mas o projecto não teve continuidade.

A asa voadora é por definição instável, e as suas várias superfícies devem ser constantemente controladas e adaptadas para permitir um voo normal. Isso só se tornou possível quando microprocessadores de grande potência tornaram possível construir um avião que se adapta automaticamente às condições que enfrenta, sem que seja necessária a intervenção humana.

O avião tem sido testado e foi configurado de forma a poder transportar uma grande diversidade de armamentos. Ele pode transportar mísseis de cruzeiro armados com ogivas nucleares.

Mais recentemente, têm sido introduzidos novos sistemas, destinados a melhorar a cpaacidade dos B-2 para operações convencionais. Entre as novas utilizações, está a adaptação do B-2 para utilizar as novas bombas guiadas GBU-39. O B-2 pode transportar até três «pods» cada um deles com 62 destas bombas, que podem ser lançadas contra alvos a mais de 100km de distância. Com a sua capacidade máxima de 192 bombas guiadas, apenas três B-2 têm capacidade para destruir qualquer sistema defensivo.

As versões em estudo deste último tipo de bomba, permitem-lhe mudar de alvo mesmo após o lançamento, com o objectivo de atingir sistemas de radar móveis, cujo deslocamento é observado por satélites espiões.

Junta-se também a este arsenal a bomba JSOW-ER, que dispõe de um pequeno motor auxiliar que aumenta o seu alcance até cerca de 500km. Muito mais barata que um míssil de cruzeiro ou que um míssil anti-aéreo, a combinação entre a JSOW-ER e o bombardeiro B-2 (que poderá transportar ).

Também foram efectuados testes com bombas «bunker buster» especialmente adaptadas para perfurar a protecção de instalações militares subterrâneas.


O B-2 é um dos mais caros, senão o mais caro avião de combate do mundo. O seu custo está calculado em 1,400 milhões de dolares, mas com todos os custos de desenvolvimento deverá atingir 2,000 milhões.

Inicialmente tinha sido prevista a aquisição de 133 unidades, mas o fim da guerra fria condicionou o desenvolvimento do programa que passou a ser visto como superfluo. No entanto as suas qualidades foram apreciadas durante as operações de ataque em que foram utilizados.

Informação genérica:
Durante a II guerra mundial, o principal meio de bombardeamento estratégico disponível era o bombardeiro pesado. A Alemanha iniciou com as suas bombas voadoras V2, o primeiro bombardeamento estratégico da História, mas a carga transportada pelas ogivas não era suficiente e o número de mísseis demasiado reduzido para ter efeito.

Depois da II guerra mundial, tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética desenvolveram várias séries de bombardeiros estratégicos, destinados a atacar os inimigos utilizando cargas nucleares.

O fim do bombardeiro pesado estratégico no entanto, chegou com o advento dos mísseis balísticos de longo alcance, capazes de transportar várias ogivas e de ter uma capacidad destrutiva superior à de qualquer bombardeiro.

Os norte-americanos desenvolveram e construiram vários bombardeiros pesados depois de terem produzido o B-17 Flying fortress, o B-24 Liberator e do B-29 Super Flying fortress.

Foram vários os bombardeiros norte-americanos do pós guerra, de entre os quais se destacam:

B-47 Stratojet
O primeiro bombardeiro estratégico a jato


B-52 Stratofortress
Projectados no inicio dos anos 50, os primeiros bombardeiros estratégicos B-52 do SAC (Strategic Air Command) entraram ao serviço em 1956.

A aeronave é essencialmente um bombardeiro de longo alcance e grande altitude projectado para transportar bombas atómicas.

Os B-52, inicialmente concebidos para lançar bombas atómicas e posteriormente mísseis de médio alcance, foram sendo modificados ao longo dos anos e aprimorados com novos sistemas, electrónica, armas e novas capacidades que permitiram que a aeronave continuasse actualizada.

As versões e séries produzidas são as seguintes:
B-52A - Apenas 3 fabricados, utilizados como plataforma de teste experimental.
B-52B - 23 unidades fabricadas, mais 27 com capacidade para reconhecimento a grande altitude (RB-52B).
B-52C - 35 unidades produzidas.
B-52D - 170 unidades produzidas.
B-52E - 100 unidades produzidas
B-52F - 89 unidades produzidas
B-52G - 193 unidades produzidas
B-52H - 102 unidades produzidas
A última versão produzida do B-52, foi a B-52H que começou a ser entregue em Outubro de 1962.
A maioria dos B-52 que chegaram ao século XXI são aeronaves desta versão.


B-58 Hustler

B-1B Lancer

B-2 «Spirit»

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