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Ju-87D Stuka
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Ju-87D Stuka
Bombardeiro leve / táctico (Junkers)
Ju-87D Stuka

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 11.5 M
Envergadura: 13.6 M
Altura: 3.89
1 x motores Junkers Jumo 211J-1
Potência total: 1400 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 3900 Kg
Peso máximo/descolagem: 6600 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 1802 Kg
Tripulação : 2
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 410 Km/h
Máxima(nível do mar): 400 Km/h
De cruzeiro: 318 Km/h
Autonomia standard /carregado : 820 Km
Autonomia máxima / leve 1400 Km.
Altitude máxima: 7300 Metros


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Forum de discussão

Em 1940, a Luftwaffe começou a considerar a necessidade de uma aeronave Ju-87 destinada ao bombardeamento de precisão contra alvos fortemente protegidos por uma força aérea com aeronaves modernas.
A Junkers já tinha começado a estudar uma nova versão do Stuka durante 1940 e antes mesmo que a Luftwaffe entendesse as suas debilidades em combate.

Dora
A nova versão disporia do novo motor Jumo 211F mais potente, linhas muito mais aerodinâmicas e uma protecção igualmente superior. Mas a principal característica do que viria a ser conhecido Ju-87D era a capacidade para transportar bombas com capacidade para perfurar blindagem. O modelo ficaria conhecido como Dora pelos alemães.

O primeiro voo da nova aeronave ocorreu em Dezembro de 1940, mas embora o avião estivesse disponível, o motor 211F que lhe fora destinado não estava, pelo que foi necessário recorrer ao modelo 211J de 1410cv.

O armamento do novo avião também foi modificado. O novo Stuka estava armado com duas metralhadoras ou canhões nas asas, e o atirador dentro do cockpit passou a dispor de duas metralhadoras do mesmo calibre 7.92.

Depois das más prestações do Stuka na batalha de Inglaterra, em que muitos Stuka foram abatidos pela Royal Air Force as autoridades alemãs tinham decidido retirar o Stuka das linhas de montagem.
No entanto a necessidade de aeronaves para suprir a Luftwaffe para a guerra contra a União Soviética, conjugada com a falta de um substituto à altura, levaram a que o Ju-87D começasse a ser fabricado ainda no primeiro trimestre de 1941, algumas semanas antes do inicio da invasão da URSS.

Foram produzidos 3639 Junkers Stuka Ju-87D entre o inicio de 1941 e Setembro de 1944. Foram produzidos ainda mais 230 Ju-87G e um número não conhecido de modelos Ju-87H que foram convertidos a partir do modelo D.

Informação genérica:
As origens do Junkers Ju.87, mais conhecido como Stuka, encontram-se num protótipo desenvolvido ainda no final da década de 1920, para uma aeronave monoplano com capacidade para ataque de precisão.



O modelo, que ficou conhecido como K-47, é o parente mais remoto do Stuka. O projeto de 1928 sofreu um acidente e foi abandonado, até que com a chegada de Hitler ao poder, voltou a haver interesse nos bombardeiros de voo picado após 1933.

Este tipo de arma era visto como o mais adequado para utilização contra formações de tropas e apoio aéreo aproximado, a unidades que avançam no terreno.

O Ju-87 foi o vencedor de um concurso entre várias empresas alemãs. Outros concorrentes não conseguiram apresentar um protótipo funcional, como foi o caso do Heinkel He.118 e outro (o Arado Ar.81) foi recusado por se tratar de um biplano.

O Stuka voou pela primeira vez em 17 de Setembro de 1935 e caracterizava-se pela enorme carenagem do trem de aterragem que lhe dava o aspecto de ser um avião «calçado». Esta característica foi posteriormente alterada.

Igualmente de nota era o complexo sistema de piloto automático que teve que ser desenvolvido propositadamente para esta aeronave, para evitar que o avião se perdesse se o piloto perdesse os sentidos durante a fase picada do voo. Assim, mesmo nessa eventualidade, um sistema completamente mecânico determinava a altitude e dirigia os controlos para voltar à posição horizontal.

Os primeiros protótipos do Stuka embora não tenham estado incluidos em nenhuma unidade combatente, participaram na guerra civil de Espanha[1] onde foram submetidos a vários testes. Vários bombardeiros Ju-87A foram utilizados no conflito

A versão seguinte foi o Ju-87B, que já não tinha o trem de aterragem carenado.

A produção de 5 protótipos iniciais continuou com mais dez exemplares de pré produção.
Um total de 569 Ju-87A, Ju-87A1 e Ju-87B2 foram produzidos na fábrica de Dessau antes de a produção ser transferida para Bremen.

A partir do final de 1941 foi lançado o Ju-87D, uma versão modernizada, que se caracterizava por maiores asas, e um aperfeiçoamento aerodinâmico, visivel nas linhas rerais da aeronave e especialmente visivel na parte traseira da carlinga, com uma configuração mais aerondinâmica.

O Junkers Ju-87 foi ainda estudado para se transformar num bombardeiro naval, com as asas dobráveis, no entanto o boicote por parte de Herman Goering o chefe da Luftwaffe às Kriegsmarine (Marinha alemã) impediu o desenvolvimento da arma aeronaval alemã.

Outras versões foram posteriormente produzidas durante o decurso do conflito.

Artilharia aérea
Os «Stuka» foi-se transformando durante a fase inicial da guerra, numa altura em que a Alemanha estava na ofensiva, numa importante arma para o apoio de fogo às forças que avançavam.
Isto notou-se claramente durante as operações contra a França em 1940 e contra a União Soviética em 1941. Nesses teatros de operações, muitas vezes as divisões blindadas e de infantaria mecanizada avançavam muito mais depressa que a artilharia. Nestes casos, sempre que era necessário apoio de artilharia para explorar um avanço mais rápido, eram os Stuka que substituiam a artilharia.
A coordenação entre o exército e a força aérea alemãs, foi um dos principais factores que explicam a rapidez dos avanços alemães naquilo que ficou conhecido como Blitzkrieg ou «guerra-relâmpago».


[1]O primeiro Junkers Stuka na versão «A» que esteve em testes em Espanha, estava equipado com um motor Junkers Jumo de apenas 640 cavalos de potência.

Na primeira versão definitiva de produção esse motor foi substituido por outro muito mais potente

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