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Bombardeiro leve / táctico
Ju-87G Stuka
Bombardeiro leve / táctico

Ju-87G Stuka
Bombardeiro leve / táctico (Junkers)
Ju-87G Stuka

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 11.5 M
Envergadura: 14.97 M
Altura: 3.89
1 x motores Junkers Jumo 211J-1
Potência total: 1400 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 3930 Kg
Peso máximo/descolagem: 5960 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 500 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 396 Km/h
Máxima(nível do mar): 380 Km/h
De cruzeiro: 300 Km/h
Autonomia standard /carregado : 600 Km
Autonomia máxima / leve 1400 Km.
Altitude máxima: 7360 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 2 x 37mm FlaK-37 / FlaK-43 L/89 (Calibre: 37 )

Forum de discussão

Na segunda metade de 1940, os alemães foram forçados a concluir que embora o Junkers Stuka fosse eficaz como arma psicológica, e tivesse ajudado (muito por causa do efeito da sua sirene uivante) de forma determinante nas campanhas contra a Polónia e contra a França ele não tinha capacidade efectiva para bombardeamento de precisão contra blindados.

O Stuka efectuou missões de apoio nas campanhas de 1939 e 1940. Ele atacava posições fixas do inimigo e nessa função era eficiente.

Quando a Alemanha atacou a URSS em Junh de 1941 começou-se a utilizar o Junkers Stuka como avião caça-tanques, para tentar reduzir o grande numero de tanques russos no campo de batalha.

No entanto, cedo os alemães concluiram que a utilização da aeronave nessa função não era eficaz. Não só o Stuka tinha sido pensado para atacar alvos fixos como além disso para atacar um veículo, era necessário gastar uma bomba por cada ataque.
Com o aumento do numero de carros de combate e viaturas blindadas na frente leste, uma viatura soviética destruida por cada voo, era definitivamente insuficiente.

Esta premissa levou os alemães a estudar a adopção de armas especificamente adequadas a atacar viaturas blindadas. Os estudos começaram na segunda metade de 1942, com um Ju-87D modificado. O projecto contou com a influência de vários pilotos alemães que contribuiram com as suas ideias. O resultadoserá a versão anti-tanque do Stuka, o Ju-87G.

A principal característica desta versão do Stuka é a incorporação nas asas de dois casulos armados com um canhão de 37mm cada um.
Essa arma, era uma versão adaptada do canhão anti-aéreo FlaK-18/FlaK-37 de 37mm e a transformação foi pela primeira vez efectuada num Ju-87D.
Os casulos ou «gondolas» eram amovíveis e podiam ser substituidos por bombas. Desta forma o Ju-87G tanto podia servir na função de caça-tanques como podia ser utilizado para missões convencionais de apoio à infantaria.

O Ju-87G foi considerado um sucesso.
Os carros de combate soviéticos não tinham blindagem superior, pelo que era mais fácil destruir os blindados a partir do ar.
No inicio de 1943 foram dadas ordens para que vários modelos Ju-87D fossem convertidos para a versão G. O primeiro modelo novo saiu de fábrica em Abril de 1943.

Por causa disso havia um pequeno numero de Stuka Ju-87G disponiveis em Julho quando começou a batalha de Kursk, mas mesmo assim os Stuka foram empregues com sucesso ainda que a sua importância para a batalha tenha sido muito reduzida.

No entanto, o Ju-87G sofreu do mesmo problema dos restantes modelos. Na frente leste, a redução do numero de caças alemães - transferidos para ocidente - reduziu o numero de escoltas disponíveis para acompanhar os Stuka.
A versão «G» tinha ainda o problema da redução da mobilidade resultado da colocação dos dois casulos nas asas, que pesavam 350kg cada um e aumentavam o coeficiente de arrasto aerodinâmico, reduzindo a manobrabilidade da aeronave.

Como aconteceu com os restantes modelos de bombardeiros Stuka, eles foram substituidos nas missões diurnas pelo caça-bombardeiro Focke Wulf Fw-190. Apenas as missões nocturnas continuaram a ser desempenhadas pelos Stuka.
A produção do Stuka porém, terminou apenas em Outubro de 1944.

Informação genérica:
As origens do Junkers Ju.87, mais conhecido como Stuka, encontram-se num protótipo desenvolvido ainda no final da década de 1920, para uma aeronave monoplano com capacidade para ataque de precisão.



O modelo, que ficou conhecido como K-47, é o parente mais remoto do Stuka. O projeto de 1928 sofreu um acidente e foi abandonado, até que com a chegada de Hitler ao poder, voltou a haver interesse nos bombardeiros de voo picado após 1933.

Este tipo de arma era visto como o mais adequado para utilização contra formações de tropas e apoio aéreo aproximado, a unidades que avançam no terreno.

O Ju-87 foi o vencedor de um concurso entre várias empresas alemãs. Outros concorrentes não conseguiram apresentar um protótipo funcional, como foi o caso do Heinkel He.118 e outro (o Arado Ar.81) foi recusado por se tratar de um biplano.

O Stuka voou pela primeira vez em 17 de Setembro de 1935 e caracterizava-se pela enorme carenagem do trem de aterragem que lhe dava o aspecto de ser um avião «calçado». Esta característica foi posteriormente alterada.

Igualmente de nota era o complexo sistema de piloto automático que teve que ser desenvolvido propositadamente para esta aeronave, para evitar que o avião se perdesse se o piloto perdesse os sentidos durante a fase picada do voo. Assim, mesmo nessa eventualidade, um sistema completamente mecânico determinava a altitude e dirigia os controlos para voltar à posição horizontal.

Os primeiros protótipos do Stuka embora não tenham estado incluidos em nenhuma unidade combatente, participaram na guerra civil de Espanha[1] onde foram submetidos a vários testes. Vários bombardeiros Ju-87A foram utilizados no conflito

A versão seguinte foi o Ju-87B, que já não tinha o trem de aterragem carenado.

A produção de 5 protótipos iniciais continuou com mais dez exemplares de pré produção.
Um total de 569 Ju-87A, Ju-87A1 e Ju-87B2 foram produzidos na fábrica de Dessau antes de a produção ser transferida para Bremen.

A partir do final de 1941 foi lançado o Ju-87D, uma versão modernizada, que se caracterizava por maiores asas, e um aperfeiçoamento aerodinâmico, visivel nas linhas rerais da aeronave e especialmente visivel na parte traseira da carlinga, com uma configuração mais aerondinâmica.

O Junkers Ju-87 foi ainda estudado para se transformar num bombardeiro naval, com as asas dobráveis, no entanto o boicote por parte de Herman Goering o chefe da Luftwaffe às Kriegsmarine (Marinha alemã) impediu o desenvolvimento da arma aeronaval alemã.

Outras versões foram posteriormente produzidas durante o decurso do conflito.

Artilharia aérea
Os «Stuka» foi-se transformando durante a fase inicial da guerra, numa altura em que a Alemanha estava na ofensiva, numa importante arma para o apoio de fogo às forças que avançavam.
Isto notou-se claramente durante as operações contra a França em 1940 e contra a União Soviética em 1941. Nesses teatros de operações, muitas vezes as divisões blindadas e de infantaria mecanizada avançavam muito mais depressa que a artilharia. Nestes casos, sempre que era necessário apoio de artilharia para explorar um avanço mais rápido, eram os Stuka que substituiam a artilharia.
A coordenação entre o exército e a força aérea alemãs, foi um dos principais factores que explicam a rapidez dos avanços alemães naquilo que ficou conhecido como Blitzkrieg ou «guerra-relâmpago».


[1]O primeiro Junkers Stuka na versão «A» que esteve em testes em Espanha, estava equipado com um motor Junkers Jumo de apenas 640 cavalos de potência.

Na primeira versão definitiva de produção esse motor foi substituido por outro muito mais potente

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