Dados sobre utilizadores deste modelo
Reino Unido



Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Typhoon 1B
Caça interceptor
Tempest Mk.V
Caça bombardeiro
Tempest Mk.II
Caça interceptor
Sea Fury Mk.11
Avião de caça

Typhoon 1B
Caça interceptor (Hawker)

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 9.75 M
Envergadura: 12.23 M
Altura: 4.68
1 x motores Napier «Sabre»
Potência total: 2260 cv
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 3978 Kg
Peso máximo/descolagem: 6291 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 900 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 652 Km/h
Máxima(nível do mar): 490 Km/h
De cruzeiro: 602 Km/h
Autonomia standard /carregado : 700 Km
Autonomia máxima / leve 982 Km.
Altitude máxima: 10370 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 4 x 20mm Hs.404 (Calibre: 20 )

O Typhoon 1B é uma das versões do caça bombardeiro Typhoon desenvolvido pelos britânicos no final dos anos 30.

Após o desenvolvimento dos protótipos e passado o momento crítico de Julho a Setembro de 1940, o desenvolvimento do caça prosseguiu e o Typhoon demonstrou ser uma aeronave extremamente resistente.

Nas suas asas podia acomodar quatro canhões de 20mm. Quando o motor não dava problemas, o Typhoon demonstrava ser superior a qualquer aeronave alemã. No entanto, foram os próprios britânicos, que tinham assumido a liderança tecnologica quando os Spitfire se superiorizaram aos caças alemães que puseram em dúvida a necessidade de a RAF estar equipada com outro tipo de caça. Deste modo pode-se mesmo afirmar que o Typhoon ficou à espera de uma função que lhe fosse adequada.

Como não estavam a ser utilizadas as linhas de montagem da Gloster, onde se tinha deixado de fabricar o caça Gladiator, foi para ali deslocado o fabrico do Typhoon, tendo sido colocada uma encomenda para 1,000 unidades.
A encomenda pedia 250 caças Typhoon (motor Napier-Sabre) e 500 caças Tornado (motor Rolls Royce-Vulture) mais 250 caças de um dos dois modelos, conforme a opção que fosse posteriormente tomada.

Os primeiros modelos de produção estavam equipados com 12 metralhadoras 7,7mm, pois era a arma que estava disponível para instalação. Mais tarde, já na Primavera de 1942, essas aeronaves começaram a ser convertidos para a versao 1B, que passou a ser a versão standard logo que em 1942 começaram a ficar disponíveis os canhões Hispano-Suiza de 20mm. Cada Typhoon estava equipado com quatro destes canhões.

Uma tarefa para o Typhoon
Ao longo de 1941 os pilotos britânicos começaram a apreciar as características do caça, especialmente a sua excepcional resistência e robustez. Porém, cedo se confirmou que o Typhoon não era suficientemente eficaz nas lutas entre caças a grande altitude.
O programa de encomendas do Typhoon fora o resultado da necessidade de manter a superioridade britânica perante uma antecipada ameaça alemã, na forma do Fw-190. Mas quando o Fw-190 apareceu, o seu principal rival acabou sendo o Spitfire.

Quando o dominio dos céus da Grã Bretanha voltou a ser posto em causa com a introdução do caça da Focke Wulf, considerou-se que o Spitfire era a melhor plataforma para responder aos alemães.

O Typhoon, por seu lado, era excelente a atacar bombardeiros e aeronaves alemãs que voavam a baixa altitude.

Abatido pelos Spitfire
Curioso foi o facto de um dos problemas que surgiu quando o numero de Typhoons começou a aumentar, ter sido o de o Typhoon se confundir à distância com o caça Focke Wulf Fw-190. Como resultado, foram abatidos pelo menos quatro Typhoon, incorrectamente identificados pelos pilotos de Spitfire e pelos pilotos de caças norte-americanos, até Agosto de 1942.
O problema só foi resolvido, pintando a parte inferior das asas com faixas pretas e brancas.

A partir de Fevereiro de 1943, os Typhoon passaram a receber uma carlinga em estilo bolha, que passou a ser standard, ainda que não fossem alteradas outras características do avião. Os modelos com este tipo de carlinga são normalmente conhecidos como «modelos posteriores», em oposição aos «modelos iniciais».

Voo picado
Ainda que tivessem sido detectados a partir de 1942 alguns problemas técnicos que originaram alguns acidentes, o Typhoon mostrou ser capaz de operar a velocidades superiores a 800km/h em voo picado, sem que isso afectasse a estrutura da aeronave.

Esta característica foi aproveitada pelos britânicos, que passaram a utilizar o Typhoon como caça-bombardeiro. Os quatro canhões de 20mm eram suficientemente poderosos para destruir alvos pouco blindadosdurante o final de 1943 e inicio de 1943 os Typhoon destruiram mais de uma centena de transportes ferroviários. Como os canhões não eram suficientes para completar a tarefa de forma eficiente, os Typhoon foram modificados para receber duas bombas de 500 ou de 1000 libras.

Durante 1943 foram perdidos 380 Typhoon, na maioria dos casos para a artilharia anti-aérea alemã. O Typhoon, embora menos manobravel, tinha boas chances quando era interceptado por caças alemães. Durante esse mesmo ano, os Typhoon abateram 103 aeronaves alemãs, das quais 52 foram Fw-190.

A partir de Agosto de 1943 os Typhoon passaram a utilizar os suportes de bombas para transportar depósitos de combustível. Quando equipados com dois depósitos de 200 litros cada um, o Typhoon podia voar durante quase 1600km, ainda que sem bombas. Isto permitia atingir território da Alemanha.

A última alteração significativa, foi a inclusão de calhas para o lançamento de foguetes. Cada suporte para bombas foi substituido por um suporte para quatro foguetes de 27kg cada um.

Esta capacidade do Typhoon foi especialmente apreciada após a invasão da Normandia em 1944, altura em que a debilidade dos blindados aliados perante os blindados alemães se tornou preocupante. Os canhões do Typhoon bem como a precisão dos foguetes RP-3 (semi-perfurantes) instalados nas asas foram um dos meios que facilitaram a derrota dos blindados alemães.

Os contratos para o fornecimento da caças Typhoon, atingiram 3,315 exemplares produzidos, com o último a ser fornecido em Novembro de 1945. Nessa altura, o Typhoon já tinha sido substituido pelo mais moderno Tempest.

Informação genérica:
Ainda que o Typhoon seja conhecido pelas suas capacidades como caça-bombardeiro, ele foi o resultado dos incentivos da força aérea da Grã Bretanha, para o desenvolvimento de aeronaves com grande potência adequadas para interceptar aviões inimigos.

Sabendo de antemão que qualquer batalha pelo controlo do seu país, passaria sempre pela necessidade de controlo do ar, a RAF desenvolveu todos os esforços para se equipar com aeronaves que pudessem superiorizar-se a tudo o que os alemães pudessem apresentar no campo de batalha aéreo.

O desenvolvimento do Typhoon começou no inicio 1937, quando a empresa Napier apresentou um protótipo de motor com uma potência de 2,000cv que a Hawker viu como interessante para desenvolver uma nova aeronave.
O motor, que recebeu a designação de «Sabre» tinha uma potência superior ao melhor que no momento se fabricava. A título de exemplo, os caças Bf-109B alemães que lutavam na guerra civil de Espanha tinham motores com potência de 610cv.

Em Abril de 1937, a Hawker apresentou o seu primeiro projecto que receberia esse motor. Tratava-se de um avião armado com doze metralhadoras, o dobro do numero que equipava o Hurricane.
Para garantir o sucesso da proposta, a Hawker apresentou um modelo capaz de utilizar o motor «Sabre» a que deu o nome de «Typhoon» ou Type-N mas também um modelo alternativo que poderia utilizar o motor «Vulture» em desenvolvimento pela Rolls Royce e que recebeu o nome de «Tornado» ou Type-R.

Os atrasos no desenvolvimento do motor da Napier, levaram a que o primeiro dos protótipos a voar fosse o que estava equipado com o motor da Rolls Royce, e por isso o primeiro protótipo foi designado «Tornado».
Apenas quatro «Tornado» com motor Rolls Royce seriam produzidos, por causa das necessidades da guerra.

O modelo equipado com o motor Napier-Sabre, estava relativamente atrasado e só voou pela primeira vez em 24 de Fevereiro de 1940. Mas o Typhoon apresentou vários problemas ao nível do motor e as suas performances foram consideradas decepcionantes.
Afinal a aeronave deveria superar o limite mínimo de 740km/h e nunca conseguiu superar esse valor.

O desenvolvimento e planos para a construção de mais aeronaves sofreram um atraso, quando a 15 de Maio de 1940, o responsável pela produção aeronáutica da Grã Bretanha Lord Beavebrook, ordenou que todos os esforços da industria britânica fosse concentrados na produção de caças Hurricane e Spitfire, no momento crítico da batalha de Inglaterra no Verão e Outono de 1940.

O caça com motor Sabre acabaria recebendo ordem de produção e mais de 3,000 exemplares seriam pruduzidos com a produção encerrada apenas em Novembro de 1945, três meses após o fim da guerra contra o Japão.


Hawker Tempest

O Tempest, é uma derivação do Typhoon, que incluiu os melhoramentos que foram sendo incorporados no anterior caça, juntando várias novas características de entre as quais se destaca uma nova asa com muito maior eficiência aerodinâmica.

O primeiro modelo do Tempest foi inicialmente designado Typhoon-II. Equipado com o motor Sabre-IV de 2340cv.

O Sabre-II distinguia-se por não possuir o característico radiador protuberante sob o nariz da aeronave, mas os atrasos no seu desenvolvimento levaram a que outra aeronave acabasse por ser produzida antes, ainda que com uma designação posterior.

Essa aeronave foi o Tempest V, que foi uma solução de recurso quando se tornou urgente a necessidade de entregar mais caças à RAF em Fevereiro de 1942

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