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Sea Fury Mk.11
Avião de caça (Hawker)
Sea Fury Mk.11

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 10.56 M
Envergadura: 11.69 M
Altura: 4.84
1 x motores Bristol Centaurus
Potência total: 2550 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 4191 Kg
Peso máximo/descolagem: 6645 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 900 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 740 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 950 Km
Autonomia máxima / leve 1126 Km.
Altitude máxima: 10919 Metros


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Forum de discussão

O aparecimento nos céus de Inglaterra do caça alemão Focke-Wulf Fw-190 levou os britânicos a estudar várias opções para construir uma aeronave que lhe fosse superior.
As tecnologias disponíveis em 1941 – altura em que os primeiros Fw-190 voaram sobre Inglaterra – levaram a que a solução mais rápida e eficaz para combater aquela ameaça fosse o desenvolvimento de versões mais sofisticadas do caça Spitfire.

No entanto, as capacidades demonstradas pelo Fw-190 impressionaram muitos dos projectistas britânicos. Ao mesmo tempo, o ministério do ar, pediu aos fabricantes que desenvolvessem um caça mais leve que o Tempest, e que tivesse uma autonomia adequada para operar no Pacífico.
O avião seria um Tempest ligeiramente mais pequeno ainda que com um motor mais potente, que poderia também ser utilizado como caça naval. A Hawker, que fabricava o Typhoon e estava a desenvolver o Tempest, ficou responsável pelo desenvolvimento da versão baseada em terra, para operação pela RAF. A empresa Boulton-Paul desenvolveu a versão naval, que era o caça que a Royal Navy considerava necessário para substituir as adaptações do Spitfire e Hurricane navais, que ainda que eficazes, dispunham de uma autonomia extremamente limitada.

Tanto o Typhoon como o Tempest, eram aeronaves relativamente grandes, o que podia afectar a sua manobrabilidade. Por essa razão a Hawker iniciou um programa separado para construir uma aeronave que pudesse competir directamente tanto com o Fw-190, como com os ágeis caças japoneses «Reisen ou Zero». O projecto foi inicialmente conhecido como «Tempest Light Fighter (Centaurus)».

Quando em 1942 os britânicos puderam pela primeira vez analisar um Fw-190A, e o seu motor BMW, utilizaram-no como principal inspiração para produzir uma versão mais ligeira do Tempest, que viria a ser conhecida como «Fury».

As dimensões ligeiramente menores da aeronave deveriam permitir a criação de dois protótipos, sendo um deles destinado à força aérea e outro à marinha, adequado para operação a partir de porta-aviões.

O desenvolvimento do caça, foi lento e quando estava pronto, a RAF cancelou a encomenda de 200 unidades que tinha sido prevista, pelo que a aeronave prevista para utilização pela força aérea nunca chegou a entrar ao serviço.


Hawker Sea Fury


Ainda que a versão destinada à força aérea e que deveria ser a mais numerosa tivesse sido cancelada, a versão naval teve outro destino.

Na verdade, como já vimos anteriormente, o Fury era um caça de menores dimensões que Tempest, com maior autonomia. A sua menor envergadura de asa fazia com que a utilização do modelo a partir de porta-aviões fosse mais adequada, o que levou ao desenvolvimento do caça naval «Sea Fury».

O desenvolvimento do Sea Fury para a Royal Navy ocorreu paralelamente ao desenvolvimento do Fury para a força aérea e foi responsabilidade da empresa Boulton-Paul.
O primeiro voo da versão naval ocorreu em 21 de Fevereiro de 1945, ainda com um modelo sem asas dobráveis. O primeiro Sea Fury completamente «navalizado» já com asas dobráveis, voou apenas em 12 de Outubro de 1945, utilizando um motor radial Bristol Centaurus Mk.18 de 2550cv.
A primeira versão de pré produção voou em 7 de Setembro de 1946 e o modelo de produção Sea Fury Mk.10 só começaria a entrar ao serviço em 1947 com 50 unidades produzidas, sendo rapidamente substituído nas linhas de montagem pelo modelo Mk.11 que se distinguia por poder transportar bombas, sendo conciderado como caºa-bombardeiro. 615 exemplares deste modelo foram produzidos, até 1950, altura em que as linhas de montagem foram encerradas.

Guerra da Coreia




Na imagem acima, um caça naval Sea Fury a bordo de um porta-aviões britânico


Ainda que desenhado para combater alemães e japoneses, o Sea Fury acabou por se destacar não contra aqueles inimigos, mas sim contra um inimigo completamente diferente durante a guerra da Coreia.

A participação britânica naquele conflito, foi essencialmente uma participação aero-naval, com o envio de porta aviões para as costas do país asiático.
A Royal Navy começou a receber caças a jacto por volta de 1951, mas durante o conflito na Coreia esteve limitada à utilização de caças a pistão como o Sea Fury, que efectuaram operações a partir dos quatro porta-aviões que a Grã Bretanha manteve na região, os HMS Triumph, HMS Ocean, HMS Glory e HMS Theseus. A juntar a este esteve um quinto porta-aviões, o HMS Unicorn, que servia para transporte de aviões e o porta-aviões australiano HMAS Sydney.

A maior parte das operações levadas a cabo pelos Sea Fury, tiveram a ver com a patrulha das águas coreanas, de forma a garantir que não seriam utilizadas para desembarques navais atrás das linhas aliadas.
Também foram levadas a cabo missões de ataque, aproveitando os suportes alares do Sea Fury, que podiam transportar até 12 foguetes (seis em cada asa).

Informação genérica:
Ainda que o Typhoon seja conhecido pelas suas capacidades como caça-bombardeiro, ele foi o resultado dos incentivos da força aérea da Grã Bretanha, para o desenvolvimento de aeronaves com grande potência adequadas para interceptar aviões inimigos.

Sabendo de antemão que qualquer batalha pelo controlo do seu país, passaria sempre pela necessidade de controlo do ar, a RAF desenvolveu todos os esforços para se equipar com aeronaves que pudessem superiorizar-se a tudo o que os alemães pudessem apresentar no campo de batalha aéreo.

O desenvolvimento do Typhoon começou no inicio 1937, quando a empresa Napier apresentou um protótipo de motor com uma potência de 2,000cv que a Hawker viu como interessante para desenvolver uma nova aeronave.
O motor, que recebeu a designação de «Sabre» tinha uma potência superior ao melhor que no momento se fabricava. A título de exemplo, os caças Bf-109B alemães que lutavam na guerra civil de Espanha tinham motores com potência de 610cv.

Em Abril de 1937, a Hawker apresentou o seu primeiro projecto que receberia esse motor. Tratava-se de um avião armado com doze metralhadoras, o dobro do numero que equipava o Hurricane.
Para garantir o sucesso da proposta, a Hawker apresentou um modelo capaz de utilizar o motor «Sabre» a que deu o nome de «Typhoon» ou Type-N mas também um modelo alternativo que poderia utilizar o motor «Vulture» em desenvolvimento pela Rolls Royce e que recebeu o nome de «Tornado» ou Type-R.

Os atrasos no desenvolvimento do motor da Napier, levaram a que o primeiro dos protótipos a voar fosse o que estava equipado com o motor da Rolls Royce, e por isso o primeiro protótipo foi designado «Tornado».
Apenas quatro «Tornado» com motor Rolls Royce seriam produzidos, por causa das necessidades da guerra.

O modelo equipado com o motor Napier-Sabre, estava relativamente atrasado e só voou pela primeira vez em 24 de Fevereiro de 1940. Mas o Typhoon apresentou vários problemas ao nível do motor e as suas performances foram consideradas decepcionantes.
Afinal a aeronave deveria superar o limite mínimo de 740km/h e nunca conseguiu superar esse valor.

O desenvolvimento e planos para a construção de mais aeronaves sofreram um atraso, quando a 15 de Maio de 1940, o responsável pela produção aeronáutica da Grã Bretanha Lord Beavebrook, ordenou que todos os esforços da industria britânica fosse concentrados na produção de caças Hurricane e Spitfire, no momento crítico da batalha de Inglaterra no Verão e Outono de 1940.

O caça com motor Sabre acabaria recebendo ordem de produção e mais de 3,000 exemplares seriam pruduzidos com a produção encerrada apenas em Novembro de 1945, três meses após o fim da guerra contra o Japão.


Hawker Tempest

O Tempest, é uma derivação do Typhoon, que incluiu os melhoramentos que foram sendo incorporados no anterior caça, juntando várias novas características de entre as quais se destaca uma nova asa com muito maior eficiência aerodinâmica.

O primeiro modelo do Tempest foi inicialmente designado Typhoon-II. Equipado com o motor Sabre-IV de 2340cv.

O Sabre-II distinguia-se por não possuir o característico radiador protuberante sob o nariz da aeronave, mas os atrasos no seu desenvolvimento levaram a que outra aeronave acabasse por ser produzida antes, ainda que com uma designação posterior.

Essa aeronave foi o Tempest V, que foi uma solução de recurso quando se tornou urgente a necessidade de entregar mais caças à RAF em Fevereiro de 1942

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