Dados sobre utilizadores deste modelo
Israel
Reino Unido



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Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 9.83 M
Envergadura: 11.28 M
Altura: 4.16
1 x motores Packard V-1650-7 (Rolls Royce Merlin)
Potência total: 1490 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 3466 Kg
Peso máximo/descolagem: 5493 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 900 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 700 Km/h
Máxima(nível do mar): 620 Km/h
De cruzeiro: 580 Km/h
Autonomia standard /carregado : 2655 Km
Autonomia máxima / leve 3330 Km.
Altitude máxima: 12770 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 6 x 12.7mm Browning M2 (Calibre: 12.7 )

Forum de discussão

Uma das queixas dos pilotos do P-51 desde que os primeiros exemplares começaram a ser entregues, foi a da falta de visibilidade no cockpit. Os britânicos ainda efectuaram modificações nos modelos P-51B tentando aumentar a visibilidade mas os engenheiros da Nort American Aviation resolveram o problema de forma radical.
Eles modificaram completamente a carlinga que passou a apresentar uma configuração em bolha, com total visibilidade.
Esta característica, é uma das que permite identificar com mais facilidade o P-51D.

Além da carlinga em bolha o novo P-51 também recebeu um novo motor Packard V-1650-7 com uma potência de 1490cv. Algumas das prestações do P-51D eram curiosamente inferiores ao modelo anterior, como é o caso da velocidade máxima e da velocidade de ascenção.

O inicio das operações de escolta com o Mustang e especialmente com o P-51D modificaram completamente a equação, pois a partir daí, os caças interceptores alemães tinham que lutar contra os caças de escolta americanos.
Nesses combates, o P-51 «Mustang» superiorizou-se aos caças alemães.
É importante referir que embora do ponto de vista técnico, de um ponto de vista global, os caças alemães estivessem a ficar obsoletos relativamente aos americanos, eles continuavam a deter algumas vantagens, mas o principal problema da Alemanha em 1944 não era a qualidade dos seus equipamentos nem a sua capacidade de produção de aeronaves.

O principal problema alemão, é que quando chegou Julho de 1944 (altura em que o P-51D começou a entrar ao serviço) a Alemanha apenas dispunha de 60% dos pilotos que tinha no inicio de Janeiro desse mesmo ano ano. A guerra aérea que se desenrolou nos céus da Alemanha na primeira metade de 1944 - em preparação do desembarque na Normandia - tinha morto 40% dos pilotos da Luftwaffe.
Os novos pilotos não tinham tempo suficiente para formação e eram enviados para missões contra os caças americanos sem o numero mínimo de horas de voo necessário.

O Mustang contra o Me-262

Mas ainda em meados de 1944, muitos alemães, continuavam a acreditar na vitória. Sabendo que não poderiam produzir o mesmo numero de aeronaves dos aliados, esperavam que a superioridade tecnológica das novas armas pudesse equilibrar os pratos da balança.
Durante a segunda metade de 1944 começam a aparecer os caças a jacto Me-262. Trata-se de um caça superior a tudo o que os aliados possuem, mas os seus números são insuficientes. Além disso, o Mustang, ainda que mais lento que o Me-262 é mais manobrável e é pilotado por pilotos mais experientes.
Em 7 de Outubro de 1944, um piloto norte-americano enfrenta dois Me-262 e destrói-os com o fogo das suas metralhadoras 12.7. A proeza será repetida alguns dias mais tarde quando numa única saída os Mustang abatem seis Me-262.


Foram produzidos 6,502 exemplares em Inglewood e 1,454 exemplares em Dallas, onde também foram produzidos mais 1,337 unidades com uma hélices diferente, que foram conhecidos como P-51K.
A aeronave também foi construida na Austrália pela CAC, que produziu 200 exemplares de várias séries e com pequenas diferenças entre si.

Informação genérica:
O desenvolvimento do caça P-51 começou no inicio de 1940 quando a Grã Bretanha apresentou um pedido à empresa North American Aviation para a concepção de um caça monolugar que correspondesse às necessidades da Grã Bretanha.

O modelo acabaria por se tornar num dos mais icónicos aviões de caça da II guerra mundial. Oprojecto ficou concluido em semanas e o primeiro protótipo (equipado com um motor Allison de 1150cv) voou pela primeira vez em Outubro de 1940, pouco mais de seis meses após o pedido britânico.

Os britânicos ficaram bastante impressionados com as qualidades demonstradas pelo avião e logo no final de 1940 colocaram uma encomenda para 620 exemplares do que foi apelidado de Mustang Mk.I, a que se juntariam mais 150 unidades fornecidas ao abrigo da Lei de Empréstimo-Arrendamento. O desenvolvimento dos detalhes e modelos de pré-produção prosseguiu ao longo de 1941 e os primeiros caças Mustang entraram ao serviço da Grã Bretanha em Fevereiro de 1942, ainda que inicialmente tenha sido detectado que a aeronave não se comportava como esperado a grande altitude, o que levou à conversão de vários Mustang Mk.I, com a inclusão de um novo motor fabricado pela Rolls Royce.

A Força Aérea norte-americana mostrou-se interessada no modelo e colocou encomendas para 500 aeronaves P-51 armados com seis metralhadoras de 12.7mm e suportes para duas bombas. Estas aeronaves foram designadas A-36A.

De caça-bombardeiro a caça de escolta
Inicialmente o Mustang deveria operar como caça-bombardeiro, mas uma das suas principais qualidades acabou por ser a autonomia muito superior à de outras aeronaves do mesmo tipo.

Aproveitando esta caracterítica, e o facto de o Mustang ter sido desenhado para transportar bombas nas asas, estudou-se a substituição dos suportes para bombas por suportes para depósitos de combustível ejectáveis.

Com a incorporação de depósitos nas asas, a autonomia do Mustang foi extraordinariamente aumentada, permitindo ao Mustang chegar ao centro da Alemanha. Quando os caças inmterceptores alemães fossem detectados, os Mustang ejectavam os seus depósitos e podiam combater sem os problemas aerodinânicos resultado do transporte de combustível em depósitos sub alares.

Os últimos Mustang
Foram concebidas várias versões «ligeiras» do Mustang, que resultaram no P-51H que entrou ao serviço mesmo quando a guerra estava a terminar.

Outro projecto estranho foi o F-82 «Twin Mustang» que era constituido por duas fuselagens de Mustang colocadas lado a lado e ligadas por uma asa comum. Era uma aeronave com maior autonomia, mas a sua manobrabilidade era terrívelmente má.

Guerra da Coreia
O Mustang foi um dos poucos aviões de combate da II guerra mundial a ter entrado em combate na guerra da Coreia. Na altura os Mustang tinham sido redesignados F-51, embora tenham sido essencialmente utilizados para operações de ataque ao solo.
Ele era completamente obsoleto perante os caças soviéticos MiG-15.

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