Dados sobre utilizadores deste modelo
Estados Unidos da América
Taiwan, República da China
Reino Unido



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P-40C «Warhawk / Tomahawk»
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Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 9.66 M
Envergadura: 11.37 M
Altura: 3.22
1 x motores Allison V-1710-19
Potência total: 0
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 2636 Kg
Peso máximo/descolagem: 3424 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 0 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 555 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1000 Km
Autonomia máxima / leve 1287 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Canhões / Metralhadoras
- 2 x 12.7mm Browning M2 (Calibre: 12.7 )

Forum de discussão

O P-40 foi o resultado do aprimoramento do caça P-36 da Curtiss e da substituição do motor radial R-1830 pelo motor Allison V-1710 em linha.

A força aérea do exército tinha ficado impressionada com as prestações do P-36 e tinha colocado uma encomenda de mais de 200 unidades. Por isso foi aproveitada essa mesma encomenda, convertendo-se o pedido de 10 desses P-36 para 10 P-40.

A instalação de um motor em linha implicou uma instalação de duas tomadas de ar. Uma no topo, ladeada por duas metralhadoras e outra em baixo do motor.

A encomenda para a força aérea do exército foi colocada em Julho de 1937 e o primeiro voo ocorreu em 14 de Outubro de 1938.
Em 27 de Abril de 1939, com o «aquecer» da situação internacional, a força aérea do exército norte-americano volta a colocar uma encomenda record, desta vez para 524 exemplares do caça P-40.

Quando o novo avião voou pela primeira vez, em 4 de Abril de 1940, já tinha começado a II guerra mundial, embora a França ainda não tivesse sido invadida.

Os desenvolvimentos técnicos e as necessidades decorrentes da análise dos modelos de outros países, levaram a que a encomenda tivesse sido sujeita a alterações.
Assim, apenas 199 exemplares foram produzidos na versão original, tendo os seguintes sido convertidos para a versão P-40B.

O P-40B tinha o mesmo motor, mas possuia protecção blindada para o piloto e tanques de combustível auto-selantes. Também foram adicionadas duas metralhadoras 7,62mm nas asas, complementando as duas metralhadoras 12,7mm colocadas na fuselagem. Foram produzidos 131 exemplares nesta configuração, que foi prontamente substituida pelo P-40C, o último P-40 equipado com o motor V-1710-19.

O P-40C era idêntico ao P-40B, sendo a principal diferença a inclusão de mais duas metralhadoras 7,62mm (uma em cada asa). O P-40C também tinha capacidade para transportar um tanque de combustível ventral, o que permitia ao avião dispor de um alcance operacional superior aos anteriores aviões do tipo.
Foram produzidos 193 exemplares do P-40C, que completou a encomenda total. Foi ainda produzido um exemplar conhecido como P-40G, que estava equipado com asas diferentes, e iguais às que tinham sido concebidas para o modelo de exportação que foi designado Hawk-41A2. Aliás, 44 P-40 de modelos mais antigos acabaram sendo convertidos para o padrão «G».

As capacidades do caça foram reconhecidas internacionalmente, e a França, que estava num processo de modernização da sua força aérea e já tinha encomendado o P-36, também colocou uma encomendaà Curtiss para o fornecimento de 230 exemplares. No entanto, nenhum foi entregue e os P-40 franceses acabaram sendo entregues à Grã Bretanha.

Para exportação o P-40 ficou conhecido como Hawk-81 e a principal diferença residia nas asas, cada uma delas equipada com duas metralhadoras de 7,5mm.

Informação genérica:
Na primeira metade da década de 1930, a força aérea do exército dos Estados Unidos colocou aos fabricantes de aeronaves do país, um pedido para que apresentassem propostas para um caça monolugar, monoplano, com estrutura em metal. Esta configuração estava a tornar-se standard entre as potências europeias e a situação internacional aconselhava aquele desenvolvimento.

Vários modelos de aeronaves foram apresentados e entre eles encontrava-se o projecto da Curtiss. O primeiro modelo que saiu das pranchetas foi o Curtiss Model-75.
Ele acabou perdendo a concorrência para o SEV-1XP da Seversky (que receberia a designação oficial de P-35).
Porém, a instalação de um novo motor no modelo da Curtiss, reavivou o interesse e por isso ele foi considerado bastante capaz, acabando por ser encomendado. A aeronave mais tarde receberia a designação de P-36.

O primeiro dos protótipos ficou pronto em Fevereiro de 1937 e em Julho desse mesmo ano, foi colocada uma encomenda para 210 exemplares, que ficariam conhecidos como P-36A.

Estes modelos foram exportados para vários países europeus e também foram vendidos a países da América do Sul e para a China, que fabricou vários exemplares.


P-40: A evolução do P-36

Os projectistas da Curtiss continuaram a trabalhar no aperfeiçoamento da aeronave, especialmente na possibilidade de adoptar um motor em linha em vez do motor radial, que complicava a aerodinâmica e reduzia a velocidade. O motor escolhido foi o Allison V-1710, que era considerado o melhor motor em linha fabricado na América.

O modelo P-40 será conhecido como «Warhawk», mas os modelos fornecidos à Grã Bretanha receberão a designação «Tomahawk» até ao modelo «C» e «Kittyhawk» a partir do modelo «D»

É assim que em Julho de 1937 foi anunciado o Curtiss P-40 que voou pela primeira vez em 14 de Outubro de 1938.
Foram produzidas várias versões do P-40, mas podemos dividir da seguinte forma:

P-40A, que foi seguida do P-40B, com protecção blindada para o piloto.
O P-40C, o último desse grupo, já saiu de fábrica com mais uma metralhadora em cada asa. Além das encomendas norte-americanas esta aeronave foi encomendada pela França, mas não chegaram a ser entregues. A Grã Bretanha encomendou 950 exemplares e recebeu parte dos modelos que tinham sido encomendados pelos franceses.


P-40D / P-40E – Os norte-americanos receberam menos de duas dezenas de exemplares, mas os britânicos colocaram uma encomenda para 520.
As encomendas americanas de P-40D foram transferidas para o modelo P-40E, pois este último estava equipado com seis metralhadoras em vez de quatro.

P-40F / P-40L – Estes modelos foram resultado de se ter concluído que a grande altitude os motores Allison apresentavam baixas performances. As aeronaves receberam por isso o motor Rolls Royce Merlin-28, tendo voado pela primeira vez em 30 de Junho de 1941. Foram colocadas encomendas para caças P-40F equipados com a versão americana do motor Merlin (fabricado pela Packard). Apenas 117 exemplares entraram ao serviço das forças aéreas da Grã Bretanha e Austrália.
Verificou-se que o motor Merlin dava apenas uma vantagem de aproximadamente 6km/h na velocidade máxima do P-40

P-40N – A última versão do P-40 e a que foi mais produzida. Introduziu o novo motor V-1710-81. Nova carlinga com mais visibilidade. 6.000 encomendados, 5.216 produzidos.


Problemas

O P-40 nunca foi uma aeronave de topo de gama durante o conflito. O principal problema prendia-se com o facto de o motor Allison que equipava a aeronave, ser bastante potente para a época (final dos anos 30), mas pouco eficaz a grande altitude.


Retirada

Os caças P-40 começaram a ser retirados de operações de primeira linha a partir de Março de 1944, altura em que começaram a ser introduzidos os caças P-47 «Thunderbolt»

XP-40N
Os problemas de falta de potência e as prestações relativamente baixas do P-40 eram não só resultado da potência dos motores mas principalmente do desenho da aeronave. Foi feita uma tentativa neste sentido com o lançamento de um modelo experimental, com uma carlinga em bolha, que fazia lembrar a do Mustang P-51D.

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