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J-8 Finback
Caça interceptor
J-8 II Finback-B
Caça interceptor

J-8 II Finback-B
Caça interceptor (Shenyang)
J-8 II Finback-B

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 20.53 M
Envergadura: 9.34 M
Altura: 5.41
2 x motores Lyang WP 13B
Potência total: 13600 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 9820 Kg
Peso máximo/descolagem: 17800 Kg
Numero de suportes p/ armas: 4
Capacidade de carga/armamento: 4500 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 2700 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 1300 Km/h
Autonomia standard /carregado : 980 Km
Autonomia máxima / leve 2000 Km.
Altitude máxima: 18000 Metros


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Forum de discussão

A obsolescência dos primeiros modelos do J-8, levaram a que desde 1980 começasse a ser estudado um segundo projecto de modernização, muito mais radical, com vista a dar ao J-8 uma real capacidade para competir com aeronaves similares.

Os chineses começaram por estudar o problema da tomada de ar frontal, que impedia a colocação de um radar de maior dimensão. Por isso iniciaram os estudos necessários para permitir a colocação das tomadas de ar dos motores nas laterais da aeronave. O J-8 II seria assim inspirado pelo F-4 Phantom norte-americano e também pelo MiG-23 soviético.

Esta última aeronave, foi aliás importante, pois os chineses conseguiram vários exemplares do MiG-23 fornecidos pelo Egipto, com o apoio dos Estados Unidos na primeira metade da década de 80.

O J-8 II foi concebido para poder transportar o radar Type-208 (pulso Doppler) de controlo de tiro. A aeronave estava equipada com mísseis PL-2B, PL-5 e PL-8.
Dos dois canhões duplos da versão anterior apenas um foi mantido.

Se o design original data de 1982, a partir de 1987 um acordo estabelecido com os Estados Unidos, trouxe a Gruman Aerospace norte-americana para o projecto de modernização.
A empresa norte-americana concebeu um lote de modernizações e modificações destinados a transformar a electrónica do J-8 II, que incluia a inclusão do radar AN/APG-66(V) igual ao que se instalava na altura nos caças F-16A/B, um sistema HUD e dois motores F-404-GE-400, com uma potência unitária de aproximadamente 7,220Kgf, idênticos aos que equipavam o caça norte-americano F/A-18.

Mas em meados de 1989, o apoio norte-americano à industria aeronáutica chinesa, foi bruscamente interrompido após os massacres ocorridos na Praça da Paz Celestial em Pequim. Os motores e radares americanos não puderam ser instalados e por isso o J-8 II teve que prosseguir com a «prata da casa».

Os motores ficaram-se pelos Lyang WP-13B, cerca de 6% menos potentes que os General Electric, mas bastante mais gastadores. O radar instalado foi o modelo chinês tipo 1471.

J-8C

A versão II do J-8 foi sendo desenvolvida durante os anos 90, no entanto os vários desenvolvimentos deixaram de ter a prioridade que anteriormente lhes era dada porque o fim da União Soviética e consequentemente da rivalidade entre as duas potências comunistas, levou a que a Rússia passasse a vender os seus equipamentos à China.
A chegada dos caças russos Sukhoi Su-27 (J-11 na designação chinesa) à força aérea do exército popular de libertação, condicionou o desenvolvimento das aeronaves J-8.

No inicio dos anos 90 foi cancelado o projecto dos novos motores WP-14, que deveriam equipar o J-8C.
O modelo J-8D voou pela primeira vez em 21 de Novembro de 1990 e entrou ao serviço em 1996 e foi na prática o primeiro avião chinês com capacidade para operar em qualquer tipo de clima.

A partir da versão J-8D foram desenvolvidas outras séries, para funções específicas, como:

J-8H - Versão de ataque ao solo.
J-8F - Interceptor puro para qualquer condição atmosferica.
JZ-8F - Aeronave de reconhecimento fotográfico.

F-8 II M - Interceptor para qualquer condição atmosferica especificamente concebido para o mercado de exportação, com aviónicos mais sofisticados e um radar Phazotron Zhuk-8 russo mais moderno, juntamente com capacidade para utilizar o míssil ar-ar de médio alcance russo R-27.
Não ocorreram no entanto quaisquer vendas.

A industria chinesa começou a fabricar o caça J-11 (Sukhoi Su-27) que substituiu o J-8 nas suas várias versões nas linhas de montagem.

O caça J-8 continua no entanto ao serviço da força aérea da China.

Informação genérica:
O esfriamento das relações entre a União Soviética e a China, que se começou a tornar evidente depois de 1956 colocou a China numa posição muito complicada, pois a maior parte dos sistemas de armas do país eram de origem soviética.

A China, tinha já começado a fabricar caças soviéticos, nomeadamente os MiG-17, e os bireactores MiG-19 (F-6), como também o mais sofisticado MiG-21 (F-7 Airguard), mas o desenvolvimento da sofisticação e do alcance dos bombardeiros soviéticos, colocava a China numa posição de vulnerabilidade, sem uma aeronave capaz de interceptar os bombardeiros supersónicos da União Soviética.

No inicio dos anos 60 do século XX os chineses consideraram necessário que a China possuisse uma aeronave adequada para interceptar aviões inimigos que voassem acima da velocidade do som.
Mas a URSS durante os anos 60 já não estava disponível para apoiar a China, pelo que os chineses tentaram iniciar o desenvolvimento de uma aeronave própria, baseada no conhecimento que tinham e partindo do mais sofisticado avião que produziam, o J-7 / MiG-21 de origem soviética.

A necessidade desta aeronave ficou estabelecida em Outubro de 1964. Inicialmente havia dois projectos distintos. Um, mais simples, limitava-se a produzir uma versão aumentada do MiG-21, que focou conhecido como J-8. O outro, mais sofisticado e exigente, implicava desenvolver um caça monomotor com asa em delta e canards, que acabou por ser considerado demasiado complexo.

J-8

O caça interceptor J-8 é o resultado da preocupação chinesa e é basicamente um caça F-7 (o MiG-21 chinês) modificado, de forma a acomodar dois motores, permitindo assim aumentar a velocidade máxima.
Ele foi o primeiro caça desenvolvido na China, possuia capacidade para transportar 2500kg e estava armado com dois canhões de 30mm.

A revolução cultural na China atrasou terrivelmente o desenvolvimento do projecto. Embora o primeiro voo tenha ocorrido em 1969, decorreram mais dez anos até que a aeronave definitiva tivesse sido apresentada, entrando ao serviço a partir de 1980, altura em que estava já completamente obsoleta.

J-8A

Versão ligeiramente modificada do J-8, com alterações nos motores, na carlinga e no radar.

J-8 II / J-8B/C/D

Também conhecida como J-8 II, a segunda versão do caça J-8 foi um desenvolvimento inevitável, resultado de os chineses estarem perfeitamente cientes de que a aeronave estava já obsoleta quando entrou ao serviço.

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