Dados sobre utilizadores deste modelo
Estados Unidos da América



Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

DC-9-10
Aeronave comercial regional
DC-9-30
Aeronave comercial regional
MD-81 / MD-88
Aeronave comercial Medio Alcance
MD-90
Aeronave comercial Medio Alcance
B-717-200
Aeronave comercial regional
ARJ-21-700
Aeronave comercial regional

MD-81 / MD-88
Aeronave comercial Medio Alcance (Douglas)
MD-81 / MD-88

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 45.06 M
Envergadura: 32.87 M
Altura: 9.02
2 x motores JT-8D-200
Potência total: 16650 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 35329 Kg
Peso máximo/descolagem: 63505 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 2
Passageiros: a 155
Velocidade Maxima: 925 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 813 Km/h
Autonomia standard /carregado : 0 Km
Autonomia máxima / leve 2897 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Forum de discussão

O MD-81 foi o primeiro da linha modernizada de jactos da familia DC-9 que foi desenvolvida no final dos anos 70. Esta linha de aeronaves ficou conhecida como «Super Eighty».

O MD-81 foi também uma forma de responder ao Boeing B-737 cujas versões se tornavam maiores, aumentando a capacidade de transporte de passageiros.
Ele é uma versão alongada do DC-9-50 que já de si era bastante maior que os modelos DC-9 anteriores.
A aeronave foi também designada como DC-9-81 na documentação apresentada às autoridades aéreas, o que é visto como uma demonstração de que era realmente apenas mais uma aeronave do tipo DC-9 e não um novo avião, como foi apresentado.

Às companhias aéreas e aos utilizadores, o MD-81, foi apresentado como um «novo» avião. De facto, os novos motores silenciosos eram para o MD-81 uma vantagem e uma novidade, numa linha de aeronaves conhecida por ser extremamente ruidosa.

A linha «80» vendeu mais de 1,000 exemplares e entre os principais clientes encontraram-se as companhias aéreas norte-americanas, especialmente a American Airlines. Na Europa, empresas como a SAS, a Alitalia e a Iberia também foram clientes importantes desta série.

A designação MD-80 é genérica. Ao MD-81 inicial, sucedeu o MD-82, que se caracterizou por dispor de motores mais potentes (motor JT8D-217).
A seguir a esse foi lançado o MD-83, que estava equipado com o motor JT8D-219, que lhe dava maior alcance operacional. O MD-88 estava equpado com sistemas modernizados e electrónica revista, com um painel EFIS, que o tornava numa das aeronaves tecnologicamente mais avançadas da altura.

Das aeronaves da série 80, foram produzidos 132 MD-81, 569 MD-82, 265 MD-83 e 150 MD-88.

O MD-87, versão curta do modelo 80, caracterizou-se por receber os novos sistemas electrónicos introduzidos no MD-88.

Informação genérica:
Da mesma forma que a Boeing, complementou o seu quadri-reactor B-707 com uma aeronave de menores dimensões destinada a voos de médio curso (o Boeing B-727), também a Douglas se apercebeu da necessidade de desenvolver uma versão adequada para esse mercado.

Inicialmente a Douglas estabeleceu uma aliança com a francesa Sud Aviation para vender no mercado norte-americano o bi-reactor Caravelle. No entanto o Caravelle não recebeu muito interesse por parte das companhias de aviação norte-americanas, o que levou a Douglas a desenvolver o seu próprio modelo.

A decisão de produzir o DC-9 foi tomada em 1963 e o objectivo era produzir uma aeronave de médio curso equipada com dois motores. Ao contrário do B-727 de maiores dimensões, que era praticamente idêntico ao B-707 (com a diferença dos motores), o DC-9 era bastante distinto do DC-8.
Além disso ele tinha a vantagem de poder ser utilizado em voos curtos, podendo aterrar em aeroportos em que modelos maiores não podiam ser utilizados. O DC-9 acabou por ter uma vantagem clara e a Boeing apercebendo-se disso, iniciou o desenvolvimento do bireactor B-737.



Houve muitas variantes do DC-9, de entre as quais se destacam:

DC-9, o modelo original, foi lançado como versão base, com capacidade máxima de 80 passageiros. Este modelo foi rapidamente convertido do DC-9-10.
DC-9-10 : Capacidade máxima para 90 passageiros, normalmente configurado para 72.
DC-9-20 : Igual ao DC-9-10, mas adaptado para operar a partir de pequenas pistas.
DC-9-30 : Capacidade para 115 passageiros, foi o mais produzido de todos os DC-9 com cerca de 600 exemplares produzidos.
DC-9-40 : Capacidade para 125 passageiros
DC-9-50 : Capacidade para 139 passageiros.

Após a fusão entre a Douglas e a McDonnel, as aeronaves passaram a ser conhecidas como McDonnel Douglas e daí a designação MD. O primeiro avião do tipo com nova designação genárica MD-80 foi o MD-81, que começou a ser desenhado em 1977. Os aviões foram apresentados como uma nova geração do DC-9, com os motores JT-8D-200

MD-81 foi uma versão aumentada em 4,34m do DC-9-50, com capacidade para transportar um máximo de 172 passageiros em distâncias médias.
MD-88 : Equivalente em dimensão e capacidades ao MD-81, mas com sistemas de navegação mais modernos.
MD-87 : Versão encurtada, destinada a substituir os DC-9 mais antigos, da série DC-9-30 com capacidade para transportar 109 a um máximo de 139 passageiros (75 exemplares produzidos).
MD-90 : A versão mais longa de todas as aeronaves da família DC-9/MD-80. Com um comprimento de 46,5m e capacidade para transportar um máximo de 187 passageiros em configuração de alta densidade.
MD-95 : Versão curta, estudada para substituir o MD-87 e os mais antigos DC-9-30. O modelo foi cancelado, embora tenha voltado a ser produzido mais tarde pela Boeing como modelo 717.

A fusão entre a Boeing e a McDonnel-Douglas levou a que os modelos da empresa mais pequena acabassem por ser descontinuados, com excepção do modelo mais pequeno, que foi lançado sob a designação de Boeing B-717.

B-717 :Foi o mais pequeno avião comercial da Boeing, desenhado para 100 a 120 passageiros. No entanto, acabou entrando em concorrência com os p´roprios modelos mais pequenos da linha B-737 e também foi afectado pela concorrência de várias empresas que dispunham de opções nesta faixa de mercado como a Airbus com o A-318 a Embraer com os ERJ-190 e a Bombardier com o CRJ-700.

A Boeing acabou por descontinuar a produção do modelo.

ARJ-21 A linha chinesa do DC-9

No inicio dos anos 80 o melhoramento das relações entre a China e os Estados Unidos levou à autorização de fabrico na China do modelo DC-9. Apenas alguns exemplares foram produzidos e os problemas posteriores entre a China e os Estados Unidos, resultado do massacre de Tian an Men arquivaram o projecto.

Os chineses continuaram a desenvolver as suas capacidades aeronáuticas e em 2002 voltaram a iniciar o programa de construção de aeronaves regionais de passageiros a jacto. Um protótipo fabricado na China voou pela primeira vez em 2008.
Ele é produzido pela empresa COMAC e conhecido como ARJ-21. O avião utiliza as ferramentas e prensas que foram fornecidas nos anos 80. O modelo ARJ-21 é equivalente ao DC-9-10. Distinguem-se dois modelos:

ARJ-21-700 - Equivalente em dimensões ao DC-9-10
ARJ-21-900 - Equivalente ao DC-9-30 / MD-87

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