Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

DC-9-10
Aeronave comercial regional
DC-9-30
Aeronave comercial regional
MD-81 / MD-88
Aeronave comercial Medio Alcance
MD-90
Aeronave comercial Medio Alcance
B-717-200
Aeronave comercial regional
ARJ-21-700
Aeronave comercial regional

MD-90
Aeronave comercial Medio Alcance (McDonnel-Douglas/Boeing)
MD-90

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 46.51 M
Envergadura: 32.87 M
Altura: 9.33
2 x motores IAE V3636D5
Potência total: 22500 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 39915 Kg
Peso máximo/descolagem: 77760 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 0 Kg
Tripulação : 2
Passageiros: 172 a 187
Velocidade Maxima: 920 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 809 Km/h
Autonomia standard /carregado : 3862 Km
Autonomia máxima / leve 5600 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Forum de discussão

De todas as aeronaves derivadas do DC-9 inicial de meados dos anos 60, o MD-90 é o maior de todos eles, ainda que seja apenas ligeiramente mais longo que o MD-88.

Com um comprimento de fuselagem de 46,51m ele é o mais longo de todos os aviões deste tipo, tendo capacidade para transportar normalmente 172 passageiros, embora fosse disponibilizada uma configuração de alta densidade com 187 assentos (MD-90-50).

As diferentes configurações do MD-90, referiam-se apenas ao numero de passageiros e autonomia, pois todos os modelos têm dimensões idênticas, embora os aparelhos configurados para alta densidade, possuissem motores ligeiramente mais potentes (potência total de 25200 kgf).

Estes potentes motores são na realidade uma das caracteristicas mais interessantes do modelo e são os motores mais potentes instalados em aeronaves com dois motores de fuselagem montados na traseira de qualquer aeronave já construida.

A motorização escolhida, permite ao MD-90 não só transportar um considerável numero de passageiros, mas além disso dá à aeronave uma autonomia operacional bastante elevada.

MD-90 chinês
O MD-90 é igualmente importante para a industria aeronautica chinesa, pois deu-lhe conhecimentos e experiência adicional na concepção e modificação de aeronaves comerciais.

O MD-90 chinês é conhecido como MD-90-30T e é virtualmente igual ao modelo norte-americano, sendo essencialmente montado na China. A montagem na China foi uma exigência dos chineses para colocarem a encomenda de aeronaves para as suas linhas aéreas internas.
A única diferença visivel entre o modelo norteamericano e o modelo chinês é o trêm de aterragem. O MD-90 norte-americano tem um trem de aterragem simples enquanto que o modelo montado na China tem um trem modificado, alegadmente para permitir a utilização da aeronave em pistas menos resistentes.

Os MD-90-30 da China Eastern foram retirados de serviço em 2010 e foram vendidos à americana Delta Airlines.

Informação genérica:
Da mesma forma que a Boeing, complementou o seu quadri-reactor B-707 com uma aeronave de menores dimensões destinada a voos de médio curso (o Boeing B-727), também a Douglas se apercebeu da necessidade de desenvolver uma versão adequada para esse mercado.

Inicialmente a Douglas estabeleceu uma aliança com a francesa Sud Aviation para vender no mercado norte-americano o bi-reactor Caravelle. No entanto o Caravelle não recebeu muito interesse por parte das companhias de aviação norte-americanas, o que levou a Douglas a desenvolver o seu próprio modelo.

A decisão de produzir o DC-9 foi tomada em 1963 e o objectivo era produzir uma aeronave de médio curso equipada com dois motores. Ao contrário do B-727 de maiores dimensões, que era praticamente idêntico ao B-707 (com a diferença dos motores), o DC-9 era bastante distinto do DC-8.
Além disso ele tinha a vantagem de poder ser utilizado em voos curtos, podendo aterrar em aeroportos em que modelos maiores não podiam ser utilizados. O DC-9 acabou por ter uma vantagem clara e a Boeing apercebendo-se disso, iniciou o desenvolvimento do bireactor B-737.



Houve muitas variantes do DC-9, de entre as quais se destacam:

DC-9, o modelo original, foi lançado como versão base, com capacidade máxima de 80 passageiros. Este modelo foi rapidamente convertido do DC-9-10.
DC-9-10 : Capacidade máxima para 90 passageiros, normalmente configurado para 72.
DC-9-20 : Igual ao DC-9-10, mas adaptado para operar a partir de pequenas pistas.
DC-9-30 : Capacidade para 115 passageiros, foi o mais produzido de todos os DC-9 com cerca de 600 exemplares produzidos.
DC-9-40 : Capacidade para 125 passageiros
DC-9-50 : Capacidade para 139 passageiros.

Após a fusão entre a Douglas e a McDonnel, as aeronaves passaram a ser conhecidas como McDonnel Douglas e daí a designação MD. O primeiro avião do tipo com nova designação genárica MD-80 foi o MD-81, que começou a ser desenhado em 1977. Os aviões foram apresentados como uma nova geração do DC-9, com os motores JT-8D-200

MD-81 foi uma versão aumentada em 4,34m do DC-9-50, com capacidade para transportar um máximo de 172 passageiros em distâncias médias.
MD-88 : Equivalente em dimensão e capacidades ao MD-81, mas com sistemas de navegação mais modernos.
MD-87 : Versão encurtada, destinada a substituir os DC-9 mais antigos, da série DC-9-30 com capacidade para transportar 109 a um máximo de 139 passageiros (75 exemplares produzidos).
MD-90 : A versão mais longa de todas as aeronaves da família DC-9/MD-80. Com um comprimento de 46,5m e capacidade para transportar um máximo de 187 passageiros em configuração de alta densidade.
MD-95 : Versão curta, estudada para substituir o MD-87 e os mais antigos DC-9-30. O modelo foi cancelado, embora tenha voltado a ser produzido mais tarde pela Boeing como modelo 717.

A fusão entre a Boeing e a McDonnel-Douglas levou a que os modelos da empresa mais pequena acabassem por ser descontinuados, com excepção do modelo mais pequeno, que foi lançado sob a designação de Boeing B-717.

B-717 :Foi o mais pequeno avião comercial da Boeing, desenhado para 100 a 120 passageiros. No entanto, acabou entrando em concorrência com os p´roprios modelos mais pequenos da linha B-737 e também foi afectado pela concorrência de várias empresas que dispunham de opções nesta faixa de mercado como a Airbus com o A-318 a Embraer com os ERJ-190 e a Bombardier com o CRJ-700.

A Boeing acabou por descontinuar a produção do modelo.

ARJ-21 A linha chinesa do DC-9

No inicio dos anos 80 o melhoramento das relações entre a China e os Estados Unidos levou à autorização de fabrico na China do modelo DC-9. Apenas alguns exemplares foram produzidos e os problemas posteriores entre a China e os Estados Unidos, resultado do massacre de Tian an Men arquivaram o projecto.

Os chineses continuaram a desenvolver as suas capacidades aeronáuticas e em 2002 voltaram a iniciar o programa de construção de aeronaves regionais de passageiros a jacto. Um protótipo fabricado na China voou pela primeira vez em 2008.
Ele é produzido pela empresa COMAC e conhecido como ARJ-21. O avião utiliza as ferramentas e prensas que foram fornecidas nos anos 80. O modelo ARJ-21 é equivalente ao DC-9-10. Distinguem-se dois modelos:

ARJ-21-700 - Equivalente em dimensões ao DC-9-10
ARJ-21-900 - Equivalente ao DC-9-30 / MD-87

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