Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

ERJ-145 LR
Aeronave comercial regional
ERJ-135 / Legacy
Aeronave comercial regional
ERJ-145 RS/AGS
Vigilância do campo de batalha
ERJ-145 AEW&C
Aeronave de Vigilância Aérea Antecipada

ERJ-145 LR
Aeronave comercial regional (Embraer)
ERJ-145 LR

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 29.87 M
Envergadura: 20.04 M
Altura: 6.75
2 x motores Rolls Royce AE-3007A1S turbofan
Potência total: 6680 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 12007 Kg
Peso máximo/descolagem: 22000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 2
Passageiros: 47 a 50
Velocidade Maxima: 0 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 833 Km/h
Autonomia standard /carregado : 2870 Km
Autonomia máxima / leve 0 Km.
Altitude máxima: 11300 Metros


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Forum de discussão

O modelo ERJ-145 da brasileira EMBRAER, é um dos jatos regionais de maior sucesso no mercado mundial, tendo vendido mais de um milhhar de exemplares.

Baseado na fuselagem do Embraer EMB-120 «Brasilia», que foi esticado, recebeu asas em delta e motores traseiros em vez de motores instalados nas asas.

O primeiro cliente da aeronave foi a empresa norte-americana Continental Express, braço regional da Continental Airways que adquiriu 25 aeronaves do tipo, mas garantiu opções para mais 175.
A concorrência entre o ERJ-145 e o CRJ-200 da Bombardier/Canadair, foi uma constante desde o inicio, tendo a aeronave da Bombardier chegado primeiro ao mercado.

O modelo base ERJ-145ER tem menor alcance operacional e é mais adequado a rotas de ligação mais curtas.

O modelo ERJ-145LR com um motor mais potente, tem um alcance maior, podendo ainda ser utilzado por exemplo na Europa, em rotas de baixa densidade.

Em 2001 foi lançado o modelo ERJ-145XR (Extra long-range), com ainda maior autonomia permitindo servir rotas entre aeroportos distantes 3700km entre si.

Entre os operadores europeus encontra-se a empresa portuguesa PGA, que adquiriu oito exemplares. Este tipo de aeronave continua ao serviço em rotas entre Lisboa e várias cidades europeias, como Nice, Veneza ou Hamburgo.

Informação genérica:
O EMB-145, é um dos aviões comerciais de transporte com mais sucesso no mercado mundial. Ele teve uma gestação longa e passou por várias fazes até ao seu lançamento.

Exteriormente ele é muito parecido com o Embraer-120 Brasilia, um avião propulsionado por dois motores a hélice, que também teve um considerável sucesso comercial. Durante vários anos, a Embraer tentou desenvolver uma versão alongada do Embraer 120, conhecida como CBA-123, mas o projecto sofreu atrasos e acabou sendo cancelado.

Foi o boom no mercado americano da aviação comercial, que deu o empuxo final ao EMB-145, agora redesenhado e equipado com dois turbopropulsores.

As regras impostas pelos sindicatos de pilotos nos Estados Unidos destinavam-se a impedir que pequenas empresas regionais operassem aeronaves de maior porte (impedia-se assim que empresas que normalmente pagavam salários mais baixos se desenvolvessem).

A regra proibia a essas empresas a operação de aeronaves para mais de 50 passageiros, o que as limitava a aeronaves com motor a helice bastante mais lentas que os aviões a jacto.

O problema foi ultrapassado, com a encomenda por parte das transportadoras regionais americanas de grandes quantidades de jactos regionais com até 50 assentos.

O ERJ-145 estava a ser desenvolvido exactamente nesta altura e a EMBRAER aproveitou da melhor forma esta necessidade, apresentando uma aeronave que correspondia exactamente ao que o mercado norte-americano pedia na altura.

Recentemente, as regras que restingiam a operação de aeronaves até 50 assentos foram modificadas e a necessidade deste tipo de aeronave desapareceu.
Como resultado o mercado norte-americano para este tipo de aeronave foi muito reduzido, sendo a tendência agora mais favoravel a jactos entre 70 e 100 passageiros.

Na Europa porém, ainda existem rotas de baixa densidade em que este tipo de aeronave tem futuro, mas o grande numero de aeronaves que foram retiradas de serviço nos Estados Unidos secou as linhas de montagem, o que levará provavelmente ao fim de linha para o ERJ-145 como aeronave comercial.

O ERJ-145, tem vindo a ser substituido pela familia do E-170 / E-195, um avião maior e com mais capacidade, que tem uma versão capaz de transportar mais de 100 passageiros.
O grande numero de jactos que ficou disponível no mercado americano, deverá no entanto continuar a alimentar o mercado, onde a operação destas aeronaves continuar a fazer sentido, como nas rotas de médio curso e baixa densidade entre cidades da Europa.

A plataforma foi aproveitado para utilização militar, como aeronave de vigilância aérea antecipada, aeronave de pesquisa de terreno e mesmo aeronave de patrulhamento marítimo.

ERJ-135 / ERJ-140 / Legacy

A EMBRAER lançou uma versão encurtada do modelo 145, preparada para transportar 37 passageiros. O ERJ-145 é virtualmente idêntico ao ERJ-135, sendo apenas 3,5m mais curto.

Uma versão intermédia foi lançada como ERJ-140, para 44 passageiros.

A versão encurtada do ERJ-145, facilitou o desenvolvimento da linha de jactos executivos Legacy, com a qual a EMBRAER entrou no mercado de aeronaves executivas, concorrendo directamente com os jactos Citation ou Learjet.

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