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B727-100
Aeronave comercial Medio Alcance
B727-200 «Advanced»
Aeronave comercial Medio Alcance

B727-200 «Advanced»
Aeronave comercial Medio Alcance (Boeing)
B727-200 «Advanced»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 46.69 M
Envergadura: 32.92 M
Altura: 10.36
3 x motores Pratt & Whitney JT8D-17
Potência total: 21768 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 45360 Kg
Peso máximo/descolagem: 95030 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 0 Kg
Tripulação : 3
Passageiros: 145 a 189
Velocidade Maxima: 1080 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 964 Km/h
Autonomia standard /carregado : 3965 Km
Autonomia máxima / leve 4450 Km.
Altitude máxima: 12801 Metros


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Forum de discussão

A versão alongada do Boeing 727 foi anunciada em Agosto de 1965 e o desenvolvimento desta versão decorreu durante o final da década de 1960. Nesta altura, tanto a Boeing quanto a Douglas estavam a desenvolver versões alongadas das suas principais aeronaves comerciais.

Com o Boeing 727-200 a empresa pretendia apenas uma versão com capacidade para transportar mais passageiros, com o minimo de modificações possível relativamente à versão «100». O objectivo era transportar mais passageiros mas em rotas mais curtas, pelo que o avião tinha a mesma capacidade de transporte de combustível.

Por isso, o B727-200 era virtualmente idêntico ao 727-100, sendo a principal modificação a inclusão de uma secção adicional de 6,1m de comprimento (20 pés).

O modelo 727-200 atraiu a atenção de muitas companhias aéreas, embora o seu alcance operacional muito menor representasse um problema, impedindo a utilização da aeronave em rotas mais longas, já que com a carga máxima a aeronave podia ligar aeroportos distantes no máximo 3500km.

Este problema colocava-se especialmente nos Estados Unidos, onde a aeronave não podia ser utilizada em algumas rotas entre cidades na costa leste e oeste. Já na Europa, onde as distâncias a percorrer entre as principais cidades eram bastante menores, o problema não se colocou e o B727-200 foi bastante utilizado por companhias como a Air France a Lufthansa e a British Airways.

A Boeing tentou resolver o problema do alcance reduzido do B727-200 quando em 1972 lançou o Boeing 727-200 «Advanced».
Esta derivação do 727-200 possuia uma maior capacidade de transporte de combustível, permitindo por isso um alcance igualmente superior.

É esta versão do 727-200 que se vai tornar a versão «standard» do modelo 727 até à saida do último exemplar das linhas de montagem, o que ocorreu em 1984. Porém, muitas centenas de aeronaves deste tipo continuaram ao serviço.

Os últimos voos regulares do B727 ocorreram em 2003, altura que que as companhias americanas DELTA e NORTHWEST retiraram o B727 de serviço.

O B727 continuou a ser utilizado como aeronave de carga, tendo sido efectuadas várias conversões para cargueiro B727-200F a partir de aeronaves de passageiros.

Informação genérica:
O trijacto Boeing 727 surgiu como uma versão reduzida do Boeing 707, para utilização a partir de aeroportos menores e em linhas de menor densidade, nomeadamente em rotas internas nos Estados Unidos.

Embora o objectivo inicial fosse o de desenvolver uma aeronave com dois motores, as empresas que mostraram interesse no desenvolvimento do projecto precisavam de uma aeronave que pudesse voar sobre o mar das caraíbas.
Essa necessidade, implicou a escolha por um modelo com três motores, que não estava por essa razão condicionado pelos limites impostos aos aviões com dois motores.

O B727, é equivalente ao modelo britânico «Trident» fabricado pela Hawker e desenhado pela «De Havilland».

Ele tem uma cabine equivalente ao B707, mas em vez de motores nas asas, possui três motores na retaguarda. Um motor central, com uma tomada de ar elevada e dois motores em suportes laterais.

A primeira versão da aeronave foi o modelo B727-100
A segunda versão, o B727-200 é uma versão alongada, procedimento que se tornara comum entre os dois principais fabricantes norte-americanos (Boeing e Douglas).

O B727 tornou-se numa aeronave de referência para rotas de médio curso. Além das empresas norte-americanas, foi adquirido em grande número por empresas europeias e também esteve ao serviço na América do Sul e Ásia.

A produção total do Boeing B727 na versão «100» foi de 582 exemplares e na versão «200» atingiu os 1249. O total de B727 produzidos foi de 1831.

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