Dados sobre utilizadores deste modelo
Taiwan, República da China

F-CK-1 «Ching Kuo»
Avião de caça (Taiwan military industries)
F-CK-1 «Ching Kuo»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 14.21 M
Envergadura: 9.46 M
Altura: 4.42
2 x motores Honeywell/GARRET/ITEC TFE1042-70
Potência total: 8550 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 6500 Kg
Peso máximo/descolagem: 12000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 9
Capacidade de carga/armamento: 4082 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 2110 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 900 Km
Autonomia máxima / leve 1100 Km.
Altitude máxima: 16800 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 1 x 20mm M61-A1 «Vulcan» (Calibre: 20 )
Radares
- General Electric AN/APG-67 - Multi-modo/Pulso Dopler (Alcance médio: 136Km)

Forum de discussão

Fabricado em Taiwan pela AIDC (Aerospace Industrial Development Corporation) o F-CK-1 é uma aeronave ligeira de combate desenhada especificamente para permitir substituir os caças Northrop F-5 e F-104.

O desenvolvimento da aeronave também sofreu com as limitações impostas pelos Estados Unidos. O acesso a motores mais modernos não foi possível, o que deixou o novo caça de Taiwan limitado à utilização do motor Garret, equivalente ao que já tinha sido incorporado no treinador AT-3. O motor comercial TFE-731, utilizado por jatos privados de pequeno porte foi escolhido como base, num projecto internacional.
O TFE-731 (ITEC-124/125) foi bastante modificado, com um aumento considerável de potência para permitir dispor de performances mais adequadas a uma aeronave militar.

Quando os primeiros estudos ficaram prontos, as prestações previstas para o Ching Kuo eram limitadas, quando comparadas com um caça ligeiro F-5 da Northrop.

Várias soluções de recurso foram estudadas, para motores com uma potência unitária máxima (com pós combustão) de 5,400kg/f cada um (potência total de 10,800kgf) mas a redução do numero previsto de aeronaves acabou inviabilizando essa possibilidade.



A última unidade foi entregue em 14 de Janeiro de 2000 e em Julho desse ano todas as unidades estavam em unidades operacionais.

Além das aeronaves monoposto, foram produzidos 29 exemplares com dois lugares (incluindo o protótipo).

Ainda antes de todos os aviões estarem ao serviço, foi iniciado um programa de modernização, que incluia a instalação do radar GD-53 e GPS.





Desde que o general Chang Kai Shek abandonou a China continental, que a defesa da República da China (o nome do país continua a ser o mesmo) que ficou reduzida à ilha de Taiwan e algumas ilhas costeiras mais próximas do continente, ficou totalmente dependente dos Estados Unidos.

Na segunda metade dos anos 70, uma politica de aproximação entre a China Popular (comunista) e os Estados Unidos deixou Taiwan numa situção relativamente complicada, pois aproximação entre os governos de Pequim e Washington, condicionava a defesa de Taiwan.

Isso tornou-se evidente ainda no final dos anos 70 e especialmente no inicio dos anos 80, quando Taiwan pretendeu substituir alguns dos seus caças mais antigos e viu essa substituição ser vetada pelo governo de Washington que tinha estabelecido relações formais com a China, cancelando o programa de apoio militar a Taiwan.

F-20 Tigershark: Projecto cancelado e venda proíbida

Os Estados Unidos proibiram a venda do caça F-20 «Tigershark» a Taipé. O F-20 tinha sido desenhado como uma versão muito melhorada do F-5, tendo em vista exactamente a venda a Taiwan. Mais tarde, a venda do caça F-16A também foi proibida por Washington.

O desenvolvimento de um caça pela industria de Taiwan já tinha começado inicialmente com o projecto conhecido como XF-6, quando Taiwan começou a temer pela sua segurança. No inicio dos anos 80, com a proibição de acesso a armas mais modernas, destinadas a substituir caças F-5 mais antigos e também o caça supersónico F-104, Taiwan iniciou o processo de desenvolvimento do seu próprio caça.

Informação genérica:
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