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Swordfish
Bombardeiro leve / táctico
Albacore
Bombardeiro leve / táctico

Albacore
Bombardeiro leve / táctico (Fairey)
Albacore

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 12.14 M
Envergadura: 15.24 M
Altura: 3.92
1 x motores Bristol Taurus XII radial
Potência total: 1130 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 3290 Kg
Peso máximo/descolagem: 5000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 900 Kg
Tripulação : 2
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 269 Km/h
Máxima(nível do mar): 257 Km/h
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1078 Km
Autonomia máxima / leve 1280 Km.
Altitude máxima: 4640 Metros


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Forum de discussão

Ainda antes de ter entrado ao serviço, a Royal Navy apercebeu-se de que o avião torpedeiro Fairey Swordfish ficaria rapidamente obsoleto por causa dos desenvolvimentos da aviação.

Por isso, em 1936, foi decidido iniciar o estudo de uma nova aeronave que pudesse substituir o Swordfish. Esperava-se que a aeronave começasse a complementar e substituir o Swordfish logo a partir de 1938, ainda que o processo tenha sofrido atrasos. Na realidade o Albacore só entrou oficialmente ao serviço em 15 de Março de 1940, cerca de dois anos depois do previsto.

Embora estivesse previsto solicitar propostas a várias empresas, o almirantado tinha preferência pelo fabricante Fairey. Esta preferência levou a que se optasse por um desenho deste fabricante.

Em 1936 já tinha existido um pedido da marinha britânica para um avião torpedeiro, que também pudesse ser utilizado como bombardeiro de voo picado e que também pudesse operar como hidroavião.

A especificação exigia uma aeronave relativamente pequena de forma a poder ser acomodada nos hangares dos porta-aviões e com um peso que não superasse os 4,500kg mas que conseguisse atingir uma velocidade de cruzeiro de 340km/h.
Durante todo o ano de 1936 várias reuniões tiveram lugar e o almirantado britânico não emitiu nenhuma decisão sobre o assunto. Foi preciso esperar por Janeiro de 1937 para que fosse confirmado o interesse numa aeronave do tipo biplano. Em Fevereiro desse ano a especificação foi acertada e uma encomenda para 100 exemplares colocada a 6 de Maio de 1937.

Problemas surgidos com a disponibilidade dos motores Taurus, levou a que ainda em 1937 fosse necessário encomendar mais Swordfish, para evitar que as fábricas ficassem paradas à espera dos novos motores que deveriam equipar o Albacore.

Primeiro voo.
A aeronave foi sofrendo de vários problemas e atrasos sendo que o primeiro voo só teve lugar em 12 de Dezembro de 1938. Em 23 de Maio de 1938, realizou-se o primeiro voo no porta-aviões Ark Royal.

O avião foi considerado pelos pilotos como facil de voar embora «tivesse um leme demasiado pesado».

O problema do leme pesado foi aliás a razão que levou os militares a não utilizarem a aeronave como bombardeiro de voo picado. Embora tivesse essa capacidade, a aeronave ficava muito dificil de controlar, sendo muito dificil faze-la voltar a uma posição estável.

O inicio da II guerra mundial, levou a que todo o processo fosse acelerado. Uma motorização diferente tinha sido considerada mas com o país em guerra a marinha fez pressão para que a aeronave ficasse rapidamente disponível.

Entrada ao serviço

O Fairey Albacore entrou ao serviço antes da invasão da França em Maio de 1940. Por isso ele foi destacado para operações de luta contra submarinos alemães.
A primeira operação de combate ocorreu em 31 de Maio de 1940 com o ataque a lanchas torpedeiras alemãs ao largo do porto holandês de Zeebrugge.

Até ao finam de 1940 os Albacore efectuaram ataques contra portos na França ocupada, operando sempre a partir de bases em terra.
Por causa das encomendas adicionais de Swordfish, os Albacore só começaram a operar a partir de porta-aviões em meados do ano de 1941.


Notas:
O Albacore podia transportar um torpedo de 18 polegadas ou em alternativa quatro bombas de 225kg ou seis bombas de 112kg.

Informação genérica:
Durante a década de 1930 a Royal Navy debateu-se com a necessidade de aumentar a capacidade de ataque dos seus porta-aviões, bem assim como a sua capacidade de patrulha.
Para o efeito, precisava de aeronaves que garantissem o maior alcance operacional possível, mas os motores disponíveis não eram suficientemente potentes e poderosos para as necessidades.

Para garantir que uma aeronave conseguisse transportar um torpedo a uma distância razoavel, era necessário reduzir dramáticamente o peso da aeronave para que fosse possivel descolar do convés do porta-aviões.

Os britânicos concluiram que ainda que fosse uma configuração ultrapassada, para esta função específica as aeronaves biplano podiam mais facilmente responder aos requesitos.

O Swordfish, surge assim, como uma modernização ou modelo de substituição do Fairey III-D, permitindo à Royal Navy atingir alvos a distâncias maiores.

Os rápidos desenvolvimentos da aeronáutica na década de 1930 rapidamente tornaram o Swordfish obsoleto, mas ele continuava a ter o maior raio de ação operacional possível como aeronave de ataque naval, pelo que foi mantido ao serviço.

Os britânicos mantiveram o Swordfish ao serviço porque a Alemanha não possuia planos para possuir uma frota de porta-aviões, pois caso tivesse navios desse tipo ao serviço, o Swordfish seria presa fácil para caças baseados em porta-aviões.

Porém, se na Europa da década de 1930 o Swordfish poderia atacar navios sem se confrontar com oposição aérea, no Pacífico a situação era completamente distinta, já que a marinha japonesa possuiu uma enorme capacidade aeronaval, que tornava o Swordfish uma presa fácil de qualquer caça japonês baseado em porta-aviões.

Outro modelo foi desenhado, ainda durante a década de 1930, pretendendo garantir mais manobrabilidade e velocidade, surgindo assim o Albacore.

O Albacore demorou para entrar ao serviço e os primeiros exemplares só foram entregues no inicio de 1940. Como eram muito necessários, eles foram utilizados em operações contra submarinos alemães, mas baseados em terra. Os Swordfish continuaram a ser utilizados em terra e só em 1941 é que os Albacore começaram a operar a partir de porta-aviões.

Ainda assim, como se verificou nesse mesmo ano com o afundamento do couraçado Prince of Wales e do cruzador de batalha Repulse em Singapura, os biplanos não tinham qualquer possibilidade de combater contra a aviação naval japonesa.

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