Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Fw-200A/B
Aeronave comercial Medio Alcance
Fw-200C
Bombardeiro

Fw-200A/B
Aeronave comercial Medio Alcance (Focke Wulf)
Fw-200A/B

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 23.46 M
Envergadura: 32.84 M
Altura: 6.3
4 x motores BMW 132D
Potência total: 3400 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 17005 Kg
Peso máximo/descolagem: 24520 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 3
Passageiros: 24 a 26
Velocidade Maxima: 375 Km/h
Máxima(nível do mar): 335 Km/h
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 0 Km
Autonomia máxima / leve 3556 Km.
Altitude máxima: 6000 Metros


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Forum de discussão

O Fw-200 foi desenvolvido como aeronave comercial a partir de meados da década de 1930. Na altura, a concorrência entre os principais países europeus principalmente nas rotas de longa distância tinha aumentado muito. O transporte aéreo continuava a ser um meio de transporte exclusivo dos ricos, mas cada vez mais se tornava um meio de transporte comum.

A Alemanha tinha conseguido marcar pontos neste tipo de transporte com os seus famosos Zeppelin durante grande parte da década de 1930. Ainda assim o Zeppelin era muito mais lento que um avião e ameaçava tornar-se obsoleto perante os planos norte-americanos para produzir aeronaves de grande autonomia, como o hidroavião Boeing 314 «Clipper».
A Alemanha também já tinha tido algum sucesso com o hidroavião Dornier Do-X, mas apenas 3 exemplares tinham sido produzidos.

Quando em 6 de Maio de 1937 o Zeppenlin «Hindenburg» explodiu nos Estados Unidos, tornou-se ainda mais necessário um substituto alemão para as ligações intercontinentais.

A versão comercial ficou conhecida como Fw-200A.
Ele deveria substituir o Junkers Ju-52 em algumas rotas e ao mesmo tempo permitia às linhas aéreas europeias acesso a uma aeronave capaz de efectuar voos de longo curso.
O Fw-200 deveria ter capacidade para fazer ligações entre a Europa e os Estados Unidos e com escalas, ligações entre a Europa e a Ásia.

O protótipo de aeronave comercial voou pela primeira vez em 27 de Julho de 1937.

Entre os clientes inicialmente interessados na aeronave encontraram-se a Dinamarca (3 encomendas), a Finlandia (2 encomendas), o Japão (5 encomendas) e o Brasil (2 encomendas).
A aeronave também deveria substituir com vantagem os voos dos Zeplin, que tinham sido cancelados após o desastre ocorrido em Nova Iorque, mas era demasiado cara de operar para substituir o bimotor Junkers Ju-52, a principal aeronave da Lufthansa na altura.

O Fw-200 também foi utilizado como aeronave VIP pelo próprio Adolf Hitler e pelo comandante da Luftwaffe, Herman Goering.

Companhias aéreas da Dinamarca e o Brasil chegaram a adquirir alguns exemplares, mas as entregas de quantidades adicionais foram canceladas após o inicio da guerra em 1 de Setembro de 1939.

Os Fw-190A foram utilizados como aeronaves de transporte e a linha de montagem passou a produzir uma versão reforçada que foi utilizada como avião de reconhecimento marítimo e como bombardeiro naval, função em que a aeronave se distinguiu (ver FW-200C)

O Fw-200 acabou por se tornar num dos mais úteis aviões de combate alemães na batalha do Atlântico desde a queda da França em Junho de 1940 até à entrada dos Estados Unidos na guerra em Dezembro de 1941.

Informação genérica:
Lançado inicialmente como aeronave comercial de transporte, o Fw-200 recebeu o interesse de vários países.

O Japão, a Finlândia, a Dinamarca e o Brasil colocaram encomendas, mas o Japão e a Finlândia não chegaram a receber nenhuma das aeronaves encomendadas.
Quando começou a guerra todas as encomendas foram canceladas e as aeronaves comerciais da Lufthansa foram requisitadas pela força aérea da Alemanha, a Luftwaffe.

A versão comercial definitiva foi designada Fw-200B, mas demonstrou não ser suficientemente resistente para operação militar.
Ainda que adaptados de emergência, os Fw-200B mostraram ser desadequados, incapazes de manobras que exigiam mais esforço das estrutura da aeronave, além de terem uma disposição dos cabos, tanques de combustível e outros componentes essenciais dispostos de tal forma que tornavam o avião um alvo fácil mesmo para a artilharia anti-aérea ligeira.
Foi desenvolvida uma versão militarizada do Fw-200 tendo como base um projeto apresentado ao Japão em 1938.

Versão militar

A versão militar do Fw-200 foi designada Fw-200C.
Houve várias séries deste modelo, mas eles distinguém-se todos da versão civil, pela inclusão de uma gondola ventral onde se colocava armamento, como metralhadoras e observadores.

As primeiras versões do Fw-200C mostraram vários problemas de resistência e incapacidade de responder às necessidades de operações miltiares. O material desgastava-se rapidamente e as longarinas mostravam fissuras após algumas horas de voo.

A partir da série Fw-200C-4 foram feitas novas melhorias, com a inclusão de novos motores, juntamente com um radar, que permitia ataques a maiores altitudes.

O modelo saiu de fabricação em 1944.

Utilização comercial
No Brasil a companhia (Sindicato Condor), de capital alemão, operou o Fw-200. Com a entrada do Brasil na guerra, a empresa recebeu o nome de «Cruzeiro do Sul» e foi nacionalizada.
Uma das aeronaves terá sido destruida em 1945 e a outra esteve ao serviço até 1947, quando sofreu um acidente no solo, sendo retirada de serviço.

Um dos Fw-200 da Dinamarca foi confiscado pelos britânicos quando a Alemanha ocupou a Dinamarca e posteriormente perdido numa operação em 1941.

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