Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Fw-200A/B
Aeronave comercial Medio Alcance
Fw-200C
Bombardeiro

Fw-200C
Bombardeiro (Focke Wulf)
Fw-200C

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 23.46 M
Envergadura: 32.84 M
Altura: 6.3
4 x motores BMW-Bramo 323R-2
Potência total: 4800 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 12951 Kg
Peso máximo/descolagem: 22700 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 5
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 360 Km/h
Máxima(nível do mar): 306 Km/h
De cruzeiro: 277 Km/h
Autonomia standard /carregado : 3556 Km
Autonomia máxima / leve 4440 Km.
Altitude máxima: 5800 Metros


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Forum de discussão

Quando a Alemanha lançou a versão civil do Fw-200, em 1938, o Japão encomendou cinco aeronaves comerciais e secretamente solicitou que a empresa considerasse a possibilidade de desenvolver uma versão militar que pudesse ser utilizada para reconhecimento marítimo.
O raio de ação operacional do Fw-200 era especialmente indicado para esta função.

Kurt Tank, o engenheiro chefe da Focke Wulf achava que a aeronave poderia ser muito interessante para a Luftwaffe em caso de guerra e aproveitou a oportunidade para desenhar uma versão modificada que pudesse ser utilizada para reconhecimento e bombardeamento naval.
A versão militar ficou a aguardar pedidos dos japoneses, na primavera de 1939, ainda antes do inicio da guerra, os responsáveis da Luftwaffe pediram aos fabricantes um avião que pudesse efectuar bombardeamento naval a longa distância.

A aeronave inicialmente prevista para essa função era o Heinkel He-177, aeronave que nunca estaria pronta em tempo útil.
A solução foi recorrer ao projeto desenhado para o Japão e na altura conhecido como Fw-200V10.

O Fw-200 não fora pensado para operação militar. Ele deveria operar de pistas lisas e realizar manobras suaves com uma carga relativamente leve de no máximo 26 passageiros. As suas linhas elegantes e aerodinâmicas ajudavam nas prestações da aeronave civil.

Para operações militares, o avião teria que operar a partir de pistas pouco preparadas, com carga muito acima do previsto e acima de tudo seria obrigado a efectuar manobras bruscas e violentas a baixa altitude, o que inevitavelmente levaria ao desgaste muito acelerado dos pontos mais sensíveis da aeronave.

Os engenheiros fizeram o seu melhor, mas limitaram-se a adicionar 29kg de metais de reforço em pontos fulcrais, onde a tensão mais se faria sentir. Incluiram também um rodado duplo no trem de aterragem.
O projeto precisava ser completamente revisto, mas a falta de uma opção levou a que o Fw-200 fosse aprovado como aeronave militar em Agosto de 1939, menos de um mês antes do inicio da guerra. Foram encomendadas dez unidades de pré produção conhecidas como série Fw-200C-0.
O armamento limitava-se a três metralhadoras 7,92mm.
O avião podia transportar quatro bombas de 250kg.

A primeira versão do Fw-200C, era constituida por Fw-200B modificados, pelo que não dispunham da gondola ventral que caracterizava os restantes modelos da série C.

Problemas não resolvidos

Ainda que os militares se tivessem interessado pelo modelo, a produção propriamente dita não recebeu prioridade. Como resultado os aviões foram produzidos em cinco fábricas diferentes em linhas de montagem secundárias.

Apenas uma unidade aérea alemã, o «Kampfgeschwader 40» ou KG40 recebeu a aeronave, mas as tripulações nunca se mostraram satisfeitas com o modelo.

Ainda que várias modificações tivessem sido efectuadas, a resistência estrutural do Fw-200 foi sempre deficiente. Ainda que mais de 200 tenham sido fabricados, o KG40 raramente teve mais de 12 unidades operacionais durante todo o conflito.

Os dados desta ficha são do Fw-200C-3, a única verdadeira tentativa de resolver os problemas do modelo, com novos motores, radar e algumas modificações estruturais. As alterações não foram no entanto suficientes.

Carniceiro do atlântico

O momento «alto» do Fw-200 foi sem dúvida durante a segunda metade de 1940 e primeiro trimestre de 1941, em que o número de navios britânicos afundados por ataques aéreos por estas aeronaves baseadas em França foi quase tão grande quanto o número de navios afundados pelos submarinos.

A situação foi considerada tão grave pelos britânicos que Churchill chamou ao Fw-200 o «carniceiro do Atlântico» e pediu medidas desesperadas para conter a ameaça.

A mais radical de todas estas medidas foi a modificação de alguns navios de carga, para que pudessem transportar uma catapulta improvisada, com um caça Hurricane a bordo.

O caça seria lançado uma única vez e caso fosse utilizado longe da costa, teria que amarar, salvando-se apenas o piloto.
Vários Hurricane Mk.I foram adaptados para essa função.

A primeira vítima do Hurricane modificado foi um Fw-200.



Informação genérica:
Lançado inicialmente como aeronave comercial de transporte, o Fw-200 recebeu o interesse de vários países.

O Japão, a Finlândia, a Dinamarca e o Brasil colocaram encomendas, mas o Japão e a Finlândia não chegaram a receber nenhuma das aeronaves encomendadas.
Quando começou a guerra todas as encomendas foram canceladas e as aeronaves comerciais da Lufthansa foram requisitadas pela força aérea da Alemanha, a Luftwaffe.

A versão comercial definitiva foi designada Fw-200B, mas demonstrou não ser suficientemente resistente para operação militar.
Ainda que adaptados de emergência, os Fw-200B mostraram ser desadequados, incapazes de manobras que exigiam mais esforço das estrutura da aeronave, além de terem uma disposição dos cabos, tanques de combustível e outros componentes essenciais dispostos de tal forma que tornavam o avião um alvo fácil mesmo para a artilharia anti-aérea ligeira.
Foi desenvolvida uma versão militarizada do Fw-200 tendo como base um projeto apresentado ao Japão em 1938.

Versão militar

A versão militar do Fw-200 foi designada Fw-200C.
Houve várias séries deste modelo, mas eles distinguém-se todos da versão civil, pela inclusão de uma gondola ventral onde se colocava armamento, como metralhadoras e observadores.

As primeiras versões do Fw-200C mostraram vários problemas de resistência e incapacidade de responder às necessidades de operações miltiares. O material desgastava-se rapidamente e as longarinas mostravam fissuras após algumas horas de voo.

A partir da série Fw-200C-4 foram feitas novas melhorias, com a inclusão de novos motores, juntamente com um radar, que permitia ataques a maiores altitudes.

O modelo saiu de fabricação em 1944.

Utilização comercial
No Brasil a companhia (Sindicato Condor), de capital alemão, operou o Fw-200. Com a entrada do Brasil na guerra, a empresa recebeu o nome de «Cruzeiro do Sul» e foi nacionalizada.
Uma das aeronaves terá sido destruida em 1945 e a outra esteve ao serviço até 1947, quando sofreu um acidente no solo, sendo retirada de serviço.

Um dos Fw-200 da Dinamarca foi confiscado pelos britânicos quando a Alemanha ocupou a Dinamarca e posteriormente perdido numa operação em 1941.

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