Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

TBD-1 «Devastator»
Bombardeiro leve / táctico
TBF «Avenger»
Bombardeiro leve / táctico

TBF «Avenger»
Bombardeiro leve / táctico (Grumman)
TBF «Avenger»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 12.2 M
Envergadura: 16.51 M
Altura: 5
1 x motores Wright R-2600-8
Potência total: 1700 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 4880 Kg
Peso máximo/descolagem: 7876 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 900 Kg
Tripulação : 3
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 436 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 2900 Km
Autonomia máxima / leve 4800 Km.
Altitude máxima: 6862 Metros


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Forum de discussão

No inicio da década de 1940, já a Europa estava em guerra, os Estados Unidos continuavam a analisar as suas necessidades militares, tendo em vista a possibilidade de um conflito com o Japão.

Após várias análises feitas pela marinha norte-americana sobre o avião torpedeiro «Devastator» ficaram muitas dúvidas sobre as qualidades daquela aeronave, principalmente por causa da deficiente motorização que não permitia transportar uma carga útil e manobrar de forma rápida de modo a evitar o fogo inimigo.

O motor de 900cv do Devastator demonstrou ser insuficiente, pelo que era necessário um novo desenho, que também deveria incluir uma torre para o transporte de um atirador que deveria garantir a defesa da aeronave quando atacada por aviões inimigos.

Em 8 de Abril de 1944 foi assinado um contrato com a Grumman para a produção de um protótipo de avião que pudesse transportar torpedos ou bombas e que pudesse voar durante cerca de 4800km em operações de patrulha.

O primeiro voo do Avenger, decorreu em 1 de Agosto de 1941 e o segundo voo em Dezembro desse ano, já com os Estados Unidos em guerra com o Japão.

A grumman produziu 1.525 TBF-1 e a General Motors/Eastern Aircraft outros 550. A aviação naval da Royal Navy recebeu 334 unidades desta série.

A urgência levou a que a produção em série começasse logo em Janeiro de 1942. Os primeiros «Avenger» que ficaram disponíveis foram assignados ao porta-aviões Hornet, mas não chegaram a tempo de embarcar.
Por isso foram enviados para a ilha de Midway, de onde foram utilizados contra a força invasora japonesa.

A operação resultou num desastre, pois dos únicos seis aviões disponíveis, cinco foram abatidos pelos caças «Zero» japoneses, por falta de proteção por parte de caças americanos. O sexto avião conseguiu escapar muito danificado e foi cuidadosamente estudado para permitir melhorar as aeronaves em produção.

Duas metralhadoras 12.7mm foram instaladas para melhorar a capacidade defensiva do «Avenger».

Com as novas modificações a aeronave recebeu a designação TBF-2 (ou TBM-2 no caso dos fabricados pela G.M.). 764 «Avenger» foram produzidos pela Grumman a que se juntaram 2.332 produzidos pela General Motors/Eastern Aviation [1].

Operação a partir de pequenos porta-aviões
Uma das vantagens do «Avenger» era que apesar de ser um avião volumoso ele tinha capacidade para operar a partir não só dos grandes porta-aviões, como também a partir dos cascos convertidos de navios mercantes, a partir dos quais se produziam porta-aviões de escolta.

Com base nestes «pequenos» porta-aviões, os «Avenger» podiam ser armados com cargas de profundidade e utilizados contra os submarinos alemães no Atlântico.

Torpedeiro e bombardeiro

Pensado essencialmente para utilizar torpedos contra navios, o «Avenger» acabou por ser muito mais utilizado para transportar bombas que torpedos, efectuando assim a mesma missão que os bombardeiros «Dauntless». Quando os «Dauntless» começaram a ser substituidos pelos bombardeiros «Helldiver», os «Avenger» começaram a ser muito mais utilizados como aviões de reconhecimento de longo alcance, por causa da sua superior autonomia.

Primeiro bombardeiro naval com radar

A primeira tentativa de integrar um radar num bombardeiro naval resultou na integração de um radar ASD-1 e respectiva antena nun TBF-1. Todo o equipamento foi removido e as aeronaves deste tipo passaram a servir apenas para guiar outros TBF «Avenger» em operações de ataque durante a noite.

Modelo 3

Desde que a aeronave entrara ao serviço, que se notara que completamente carregado o Avenger sofria de falta de potência, mesmo com o motor de 1.700cv.

Como os motores de 2.000cv disponíveis eram destinados aos caças, a solução foi instalar um motor R-2600-8 modificado para uma porência de 1900cv.
Com este motor modificado o Avenger passou a ser conhecido como TBF-3, tendo sido produzidos 4.664 exemplares, o que o transformou no «Avenger» mais produzido.

Na fase final da guerra foi ainda lançado o TBF-3E, com um motor R-2600-20, que ainda assim mostrou não ser suficientemente poderoso.
Como o número de caças de escolta na altura era já suficiente, optou-se por tornar o Avenger mais leve removendo-lhe as duas metralhadoras 12.7mm que transportava.
Um radar colocado num pod amovível na asa tornou-se no último refinamento da aeronave.

O Avenger continuou ao serviço na marinha dos Estados Unidos durante vários anos após o final da II guerra mundial.


[1] - Os «Avenger» produzidos pela General Motors receberam a designação TBM enquanto que os produzidos pela Grumman foram designados TBF.

Informação genérica:
A partir de 1934 a marinha dos Estados Unidos optou por aeronaves monoplano, abandonando as aeronaves na configuração biplano, afastando-se de uma doutrina que ainda vigorava na Grã Bretanha.

Devastator
O primeiro avião torpedeiro da marinha dos Estados Unidos na configuração monoplano.
Grande parde das aeronaves perdeu-se nos primeiros meses da guerra.

TBF Avenger

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