Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Pe-2 «Peshka»
Bombardeiro leve / táctico

Pe-2 «Peshka»
Bombardeiro leve / táctico (Petlyakov)
Pe-2 «Peshka»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 12.66 M
Envergadura: 17.2 M
Altura: 3.5
2 x motores Klimov M-105RA
Potência total: 2200 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 5870 Kg
Peso máximo/descolagem: 8520 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 1000 Kg
Tripulação : 3
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 540 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 500 Km
Autonomia máxima / leve 1500 Km.
Altitude máxima: 8800 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 1 x 12.7mm UB «Universalny Berezina» (Calibre: 12.7 ) - 3 x 7.62 ShKas KM33 (Calibre: 7.62 )

Forum de discussão

Conhecido como Peshka (peão num jogo de xadrex) o Pe-2 foi um dos mais eficientes bombardeiros de voo picado da II guerra mundial.

Curiosamente, o seu desenvolvimento foi condicionado pela situação na União Soviética e pela politica de perseguições levada a cabo pelo ditador comunista Estaline.

Vladimir Mikhailovich Petlyakov, o homem por detrás do projeto, foi aprisionado como traidor da União Soviética, por alegadamente estar envolvido numa tentativa de sabotar o desenvolvimento do bombardeiro pesado TB-7 (que mais tarde seria rebaptizado Petlyakov Pe-8). Por isso o desenvolvimento do Pe-2 começou com Petlyakov ainda na prisão, em 1938, como um caça interceptor de grande altitude, designado Vi-100 e destinado a perseguir e destruir os novos bombardeiros rápidos alemães.

Os resultados não foram satisfatórios e após vários voos sem sucesso foi decidido cancelar o projeto, ainda que, analistas aeronauticos afirmem que na realidade o VI-100 era um excelente avião.

Com a invasão alemã da Polónia e o sucesso do bombardeiro «Stuka» foi decidido alterar radicalmente o projeto, transformando o bimotor num bombardeiro tático.

Inicialmente foram feitos testes com lançamento de bombas em altitude (5000m) mas rapidamente se percebeu que, por causa da inexistência de sistemas de de pontaria eficientes, a probabilidade de acertar num alvo era mínima.

Por esta razão, os soviéticos convenceram-se de que era necessário desenvolver um bombardeiro de voo picado, única forma de garantir o acerto nos alvos.
Desta forma, a precisão do avião aumentava consideravalmente. Petlyakov recebeu uma equipa de 300 engenheiros para auxiliar no desenvolvimento do projeto.
Os projetos ficaram oficialmente prontos em 23 de Junho de 1940, dia em que as autoridades deram autorização para a produção de um protótipo.

Foram-lhe adicionados travões de mergulho, destinados a reduzir a velocidade de mergulho e a recuperar o controlo do avião depois do lançamento das bombas As alterações e modificações foram muitas, e o avião foi tão alterado que literalmente, era outro.

Os testes e avaliações em terra começaram ainda em Dezembro de 1940 tendo o primeiro voo ocorrido em Fevereiro de 1941. A produção foi iniciada antes de os testes terem terminado, em Junho de 1941, dias antes da invasão alemã.

O avião recebeu prioridade máxima para produção na fábrica Putilov.

Ele era um avião moderno e extremamente sofisticado para a realidade soviética. Quase todos os sistemas eram eletricos e o avião tinha nada mais nada menos que 20 motores elétricos de cinco tipos diferentes, que acionavam bombas hidraulicas, ailerons, flaps das asas e dos radiadores e também os lemes ou a porta de bombas e o dispositivo de libertação de bombas entre outros.

A aeronave tinha proteção e blindagem, ainda que não fosse especialmente eficiente. A blindagem era de 9mm em volta do piloto e tripulação e de 6mm em volta dos sistemas vitais do avião. O espaço para os três tripulantes era no entanto reduzido e o operador no nariz do avião, entrava pelo lado de fora e não tinha contato com o piloto e o navegador/operador da metralhadora traseira.

Naturalmente que esta sofisticação tinha os seus custos, mas mesmo assim entre Janeiro e Junho de 1941, 458 exemplares do Pe-2 tinham sido construidos. Na segunda metade do ano, já com a União Soviética em guerra, foram
construidos mais 947, elevando o total para 1405.

O avião podia transportar quatro bombas de 100kg no compartimento de bombas. Quatro bombas de 250kg podiam ser transportadas na barriga do avião, mas não podiam ser transportadas quatro bombas porque o avião não podia descolar com 1000kg de bombas e carregado com o máximo de combustível.

A partir de Outubro de 1941, a produção do Pe-2 foi transferida para a fábrica nº 39 de Menzhiskii na região de Kazan. O modelo recebeu prioridade para a montagem da fábrica, que já estava em produção em Fevereiro de 1942.

Petlyakov acabaria por morrer durante essa fase, por ironia, quando viajava em 12 de Janeiro de 1942 de Kazan para Moscovo numa versão modificada do VI-100, o avião que deu origem ao Pe-2.

Estaline, que tinha ordenado a prisão de Petlyakov, achou que tinha sido sabotagem e mandou fazer um rigoroso inquérito para encontrar os responsáveis pela morte do engenheiro aeronautico.


O custo do avião era inicialmente estimado em 25300 horas de trabalho, mas foi reduzido para 13200 horas no final de 1941, mas a complexidade do avião, que exigia muitos equipamentos sofisticados e de pessoal altamente especializado, prejudicaram a produção.

A operacionalidade do avião também se ressentiu da necessidade de encurtar os periodos de formação. Os pilotos não tinham tempo suficiente para se habituarem a todos os sistemas eletricos do avião e não havia uma versão adequada para treino.

Nos primeiros meses de 1942 começou o desenvolvimento de uma nova versão, conhecida como série 83. Esta versão recebeu metralhadoras 12.7 em vez de 7.62. Váris outras modificações se seguiram.

A última grande modificação foi a série 359 que começou a sair da linha de montagem em Agosto de 1944.

Os bombardeiros Pe-2 eram normalmente chamados para as situaçoes mais complicadas e para destruir alvos que os bombardeiros táticos IL-10 «Sturmovik» tinham dificuldade em destruir.
Apenas 6 Pe-2 por exemplo, abateram no solo 30 aviões de transporta alemães Ju-52, que tentavam abastecer o 6º exército cercado em Estalinegrado em Dezembro de 1942.

Um total de 11247 bombardeiros Pe-2 foram construidos nas suas várias versões.
O modelo foi retirado de serviço pouco depois do final da II guerra mundial, Até Novembro de 1945.

Informação genérica:
A partir de meados da década de 1930 os soviéticos começaram a ficar preocupados com o aparecimento de bombardeiros capazes de atingir altas velocidades e altitudes operacionais.

Os soviéticos tinham conhecimento de que bombardeiros como o Junkers Ju-88, atingiam uma velocidade máxima de 485km/h, quando na mesma altura o mais sofisticado caça operacional da aviação soviética, o Polikarpov i-16 (typ.5) apenas atingia 445km/h.

Foi iniciado então um processo de desenvolvimento de aeronaves de caça com capacidade para interceptar os bombardeiros alemães. Vários gabinetes de desenvolvimento receberam ordens para desenvolver os seus protótipos.
Aviões como o MiG-5, o Moskalev SAM-13, Petlyakov Pe-3, Polikarpov TIS ou o Tupolev Tu-103 estiveram entre os protótipos apresentados.

Caça rápido VI-100: Pensado para responder à ameaça dos bombardeiros rápidos alemães, ele teve problemas desde o inicio e acabou sendo cancelado.


Alguns dos modelos eram bombardeiros médios adaptados para a função de interceptor, enquanto que outros foram construidos de raiz para a função de caça interceptor e acabaram por ficar conhecidos quando foram desenvolvidas versões adaptadas para o bombardeamento.

Na frente leste, o combate aéreo entre aeronaves nunca atingiu números significativos e a maior parte das aeronaves destruidas pelo inimigo, cairam como resultado do fogo anti-aéreo.

Caça Pe-3

Como aconteceu com modelos alemães, os soviéticos desenvolveram uma versão da aeronave adequada para combate. O Pe-3 foi desenvolvido em 1941 e foi aparentemente influenciado pelo caça pesado alemão Me-110.

O Pe-e foi o mais rapido desenvolvimento de um caça na história da aviação. Em 2 de Agosto o projeto foi pedido, com a exigência de que fosse entregue quatro dias depois.
O primeiro voo ocorreu no dia 7 de Agosto, cinco dias depois do pedido.

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