Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Hs-129B-2
Bombardeiro leve / táctico
Hs-129B-3 «Buchsenoffner»
Bombardeiro leve / táctico

Hs-129B-2
Bombardeiro leve / táctico (Henschel)
Hs-129B-2

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 9.75 M
Envergadura: 14.2 M
Altura: 3.25
2 x motores Gnome & Rhone 14M
Potência total: 1380 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 3810 Kg
Peso máximo/descolagem: 5110 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 100 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 410 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 500 Km
Autonomia máxima / leve 680 Km.
Altitude máxima: 5400 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 2 x 20mm MG FF (Calibre: 20 ) - 2 x 7.9mm MG-15 / MG-17 (Calibre: 7.9 )

Forum de discussão

O primeiro voo do bombardeiro tático Henschel Hs-129 ocorreu a 25 de Maio de 1939, embora o atraso se ficasse a dever a atrasos na entrega dos motores.

Desde os primeiros testes que vantagens e desvantagens foram apontadas ao avião. Ele tinha uma visibilidade muito elevada por causa da posição avançada do cockpit e também por causa da inclinação do nariz da aeronave.
Aquela posição no entanto tornava o cockpit diminuto, tornando a movimentação do piloto dificil.

Em Julho de 1940, decorria a batalha de Inglaterra (onde o Junkers Stuka tinha demonstrado ser ineficiente contra uma força aérea bem equipada), foi colocada uma primeira encomenda para 23 exemplares do avião de ataque da Henschel.

No outono de 1940, os Hs-129A começaram a ser testados em condições próximas das reais, numa unidade de testes e formação de pilotos de ataque.

Armado com duas metralhadoras e dois canhões de 20mm, ele no entanto demonstrou a falta de potência dos motores Argus que desenvolviam apenas 460cv cada um.

Embora tendo recebido as unidades de teste, a Luftwaffe não aceitou o Hs-129A com aquele motor, alegando que a aeronave estava sub motorizada.

No inicio de 1941, foi então colocada uma encomenda de mais 60 exemplares do Henshel Hs-129, equipado com um motor radial Gnome & Rhome, fabricado na França, que estava na altura ocupada pela Alemanha.

As aeronaves mais antigas viram os seus motores substituidos pelo motor francês.

Embora o ataque alemão contra a União Soviética tivesse começado em Junho, nenhum Hs-129 foi utilizado operacionalmente nesse ano. Só na primavera de 1942 o aparelho foi enviado para a frente leste.
Aí, numa situação operacional, novos problemas foram encontrados. De entre estes destacava-se o fato de o motor francês ser vítima fácil do pó, areia e danos causados pelos combates. Os problemas não eram especialmente do motor, mas dos sistemas auxiliares, que tiveram que ser redesenhados. Só então, com estas modificações, ficou pronta a versão que representaria 90% do total de aeronaves deste tipo fabricadas. A versão seria conhecida como Hs-129B-2.

Informação genérica:
Durante a primeira metade da década de 1930, os alemães consideraram a necessidade de possuir aeronaves que permitissem apoiar a infantaria e a progressão geral das tropas no terreno, atacando com precisão pontos controlados pelo inimigo.
É essa especificação que resultará no Junkers Stuka, bombardeiro de voo picado que permitia bombardeio de precisão contra instalações e pontos específicos controlados pelo inimigo.
O Stuka, que teve um papel importante no inicio da guerra (muitos dizem que mais psicológico que outro) era portanto um bombardeiro de voo picado, adequado para atacar alvos fixos.

No entanto, durante a guerra civil de Espanha, em que os alemães participaram enviando essencialmente aeronaves entre as quais o Stuka, foi detetada a necessidade de possuir um avião que não apenas pudesse atacar forças no solo, mas que também pudesse atacar viaturas em movimento.
As forças blindadas da república espanhola tinham-se transformado numa das maiores dores de cabeça das forças rebeldes franquistas, perante o maciço apoio soviético à república com o envio de tanques.

Nem o Stuka, que foi apenas utilizado experimentalmente, nem os bombardeiros leves do tipo He-123 mostraram ter qualidades adequadas para este tipo de utilização, pelo que os comandos alemães decidem iniciar os estudos que levam ao desenho e futura produção de uma aeronave de ataque com capacidade para destruir alvos móveis.

As dificuldades alemães no campo das miras para aviões eram conhecidas. É esta dificuldade que condiciona as opções alemãs por bombardeiros médios em vez de bombardeiros pesados, que eram demasiado caros e desperdiçavam grande parte das bombas por causa da sua falta de precisão.

Perante a necessidade de desenvolver uma aeronave que precisava ser ainda mais precisa para atacar alvos móveis, a opção mais normal era a de desenvolver um bombardeiro tático com capacidade para voo picado, o qual utilizaria canhões como o seu principal armamento.

É assim que , um ano antes do fim da guerra civil de Espanha surge a especificação inicial em Abril de 1937, que pedia dois motores, canhões de 20mm, metralhadoras e capacidade para o transporte de bombas.
O avião deveria estar preparado para voar a baixas altitudes, pelo que foi sugerido um motor que atingia alta potência a altitudes relativamente baixas, ao mesmo tempo que se prescindiu do lugar para o operador da metralhadora, aumentando-se a necessidade de proteção para o único tripulante.

As propostas deveriam ser apresentadas até outubro de 1937 e foram feitos pedidos às empresas Focke-Wulf, Gotha, Blohm und Voss e Henschel.
Apenas a Henschel apresentou um avião completamente novo, já que a Gotha não cumpriu o prazo para apresentação da proposta e a B+V e a Focke-Wulf apresentaram versões de aeronaves já existentes.

As propostas da Henschel e da Focke-Wulf, com o Fw-189 foram aceites para passagem à fase de protótipos, ainda que nenhum dos dois aviões correspondesse competamente às exigências do ministério alemão do ar.

Os dois aviões eram similares em muito aspectos, mas à medida que as comparações progrediram, concluiu-se que o preço de custo do Henschel Hs-129B era inferior ao do Fw-189, sendo possível comprar três Hs-129 pelo preço de dois Fw-189.

O Henschel Hs-129A. A primeira versão estava equipada com motores refrigerados a água com 12 cilindros em linha. Estes motores mostraram-se inadequados, o que levou os alemães a escolher um motor francês para a aeronave.
O objetivo era o de dispor de um motor que conseguisse produzir o máximo de potência a baixa altitude, o que era da maior importância para uma aeronave que se aproximava a curtas distâncias do inimigo antes de disparar.


A ligeira superioridade nas performances do Henschel também levou a que o ministério do ar optasse pelo Hs-129. Em Julho de 1940 colocou uma encomenda para 23 exemplares de pré-série e em Setembro de 1940 afastou definitivamente o Fw-189 da corrida.

O Hs-129 era uma aeronave especialmente blindada no nariz, com um cockpit blindado com vidro à prova de bala, já que se esperava que o principal perigo para este avião fosse a artilharia anti-aérea.

Este receio confirmou-se, já que dos Hs-129 perdidos, a esmagadora maioria foi abatida por canhões anti-aéreos, sendo residual o número de aeronaves perdidas para a aviação de caça.

Variantes

Hs-129V-1 : Protótipo
Hs-129B-0 : (2 x canhões de 20mm mod. MG-151/20 + 2 x metralhadora 7.92mm mod. MG-17)
Hs-129-B1 : Versão inicial de produção
Hs-129B-2 : (2x canhões de 20mm mod. MG-151/20 + 2 x metralhadora 13mm )
Hs-129B-2/R3 : (2 x canhões de 20mm + 1 canhão de 37mm BK3.7)
Hs-129B-3 : (1 x canhão eletro-pneumático de 75mm) Apenas 25 unidades produzidas.

867 Hs-129 foram produzidos em todas as variantes.

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