Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Hs-129B-2
Bombardeiro leve / táctico
Hs-129B-3 «Buchsenoffner»
Bombardeiro leve / táctico

Hs-129B-3 «Buchsenoffner»
Bombardeiro leve / táctico (Henschel)
Hs-129B-3 «Buchsenoffner»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 9.75 M
Envergadura: 14.2 M
Altura: 3.25
2 x motores Gnome & Rhone 14M
Potência total: 1380 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 3700 Kg
Peso máximo/descolagem: 5000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 100 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 320 Km/h
Máxima(nível do mar): 320 Km/h
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 300 Km
Autonomia máxima / leve 400 Km.
Altitude máxima: 5400 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 1 x 75mm BK 7,5 (PAK-40) (Calibre: 75 )

Forum de discussão

A versão mais produzida do bombardeiro tático Henschel Hs-129 foi a versão B, armada com dois canhões de 20mm e duas metralhadoras 7.9mm.

Esta versão foi complementada com um kit instalado na parte ventral do avião, armada com um canhão de 30mm ou com um canhão de 37mm, este último idêntico ao que foi instalado no Junkers Ju-87G «Stuka».

Equipado com um canhão de 30mm ou com um canhão de 37mm o Hs-129 transformou-se numa arma muito mais letal, principalmente porque os carros de combate soviéticos eram menos blindados na parte superior e traseira.
Era por isso possível atacar os carros de combate dessa forma e assim provodar danos elevados às unidades blindadas soviéticas.

Porém, o aumento do número de carros de combate pesados soviéticos, nomeadamente os KV-2, KV-85 e especialmente o novo IS-2, que começou a aparecer no final de 1943 e inicio de 1944, tornavam os canhões de 30mm e 37mm completamente ineficazes.

É por esta altura, entre o final de 1943 e inicio de 1944, que os militares alemães começaram a pedir que se analisasse a possibilidade de instalar uma arma mais poderosa no avião, perante a cada vez maior pressão dos números crescentes de blindados soviéticos na frente leste.

Um Panzer nos ceus

Foi então considerada a possibilidade de instalar um canhão anti-tanque de 75mm, derivado dos utilizados nos carros de combate para substituir o canhão ventral de 37mm que já tinha começado a ser utilizado com sucesso.

Os testes tiveram lugar na primavera de 1944, com testes aerodinâmicos a provar que a aeronave podia voar com aquela arma.
Foram removidos os canhões de 20mm e apenas se mantiveram as duas metralhadoras de 7.9mm para garantir que a aeronave se mãntinha dentro dos limites de peso permitidos pelos motores e também porque o volumoso sistema de carregamento automático, impedia a colocação dos canhões de 20mm.

A aeronave equipada com este armamento recebeu o nome não oficial de «Buchsenoffner» ou «abre-latas».

Informação genérica:
Durante a primeira metade da década de 1930, os alemães consideraram a necessidade de possuir aeronaves que permitissem apoiar a infantaria e a progressão geral das tropas no terreno, atacando com precisão pontos controlados pelo inimigo.
É essa especificação que resultará no Junkers Stuka, bombardeiro de voo picado que permitia bombardeio de precisão contra instalações e pontos específicos controlados pelo inimigo.
O Stuka, que teve um papel importante no inicio da guerra (muitos dizem que mais psicológico que outro) era portanto um bombardeiro de voo picado, adequado para atacar alvos fixos.

No entanto, durante a guerra civil de Espanha, em que os alemães participaram enviando essencialmente aeronaves entre as quais o Stuka, foi detetada a necessidade de possuir um avião que não apenas pudesse atacar forças no solo, mas que também pudesse atacar viaturas em movimento.
As forças blindadas da república espanhola tinham-se transformado numa das maiores dores de cabeça das forças rebeldes franquistas, perante o maciço apoio soviético à república com o envio de tanques.

Nem o Stuka, que foi apenas utilizado experimentalmente, nem os bombardeiros leves do tipo He-123 mostraram ter qualidades adequadas para este tipo de utilização, pelo que os comandos alemães decidem iniciar os estudos que levam ao desenho e futura produção de uma aeronave de ataque com capacidade para destruir alvos móveis.

As dificuldades alemães no campo das miras para aviões eram conhecidas. É esta dificuldade que condiciona as opções alemãs por bombardeiros médios em vez de bombardeiros pesados, que eram demasiado caros e desperdiçavam grande parte das bombas por causa da sua falta de precisão.

Perante a necessidade de desenvolver uma aeronave que precisava ser ainda mais precisa para atacar alvos móveis, a opção mais normal era a de desenvolver um bombardeiro tático com capacidade para voo picado, o qual utilizaria canhões como o seu principal armamento.

É assim que , um ano antes do fim da guerra civil de Espanha surge a especificação inicial em Abril de 1937, que pedia dois motores, canhões de 20mm, metralhadoras e capacidade para o transporte de bombas.
O avião deveria estar preparado para voar a baixas altitudes, pelo que foi sugerido um motor que atingia alta potência a altitudes relativamente baixas, ao mesmo tempo que se prescindiu do lugar para o operador da metralhadora, aumentando-se a necessidade de proteção para o único tripulante.

As propostas deveriam ser apresentadas até outubro de 1937 e foram feitos pedidos às empresas Focke-Wulf, Gotha, Blohm und Voss e Henschel.
Apenas a Henschel apresentou um avião completamente novo, já que a Gotha não cumpriu o prazo para apresentação da proposta e a B+V e a Focke-Wulf apresentaram versões de aeronaves já existentes.

As propostas da Henschel e da Focke-Wulf, com o Fw-189 foram aceites para passagem à fase de protótipos, ainda que nenhum dos dois aviões correspondesse competamente às exigências do ministério alemão do ar.

Os dois aviões eram similares em muito aspectos, mas à medida que as comparações progrediram, concluiu-se que o preço de custo do Henschel Hs-129B era inferior ao do Fw-189, sendo possível comprar três Hs-129 pelo preço de dois Fw-189.

O Henschel Hs-129A. A primeira versão estava equipada com motores refrigerados a água com 12 cilindros em linha. Estes motores mostraram-se inadequados, o que levou os alemães a escolher um motor francês para a aeronave.
O objetivo era o de dispor de um motor que conseguisse produzir o máximo de potência a baixa altitude, o que era da maior importância para uma aeronave que se aproximava a curtas distâncias do inimigo antes de disparar.


A ligeira superioridade nas performances do Henschel também levou a que o ministério do ar optasse pelo Hs-129. Em Julho de 1940 colocou uma encomenda para 23 exemplares de pré-série e em Setembro de 1940 afastou definitivamente o Fw-189 da corrida.

O Hs-129 era uma aeronave especialmente blindada no nariz, com um cockpit blindado com vidro à prova de bala, já que se esperava que o principal perigo para este avião fosse a artilharia anti-aérea.

Este receio confirmou-se, já que dos Hs-129 perdidos, a esmagadora maioria foi abatida por canhões anti-aéreos, sendo residual o número de aeronaves perdidas para a aviação de caça.

Variantes

Hs-129V-1 : Protótipo
Hs-129B-0 : (2 x canhões de 20mm mod. MG-151/20 + 2 x metralhadora 7.92mm mod. MG-17)
Hs-129-B1 : Versão inicial de produção
Hs-129B-2 : (2x canhões de 20mm mod. MG-151/20 + 2 x metralhadora 13mm )
Hs-129B-2/R3 : (2 x canhões de 20mm + 1 canhão de 37mm BK3.7)
Hs-129B-3 : (1 x canhão eletro-pneumático de 75mm) Apenas 25 unidades produzidas.

867 Hs-129 foram produzidos em todas as variantes.

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