Dados sobre utilizadores deste modelo
Reino Unido



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Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 16.35 M
Envergadura: 21.07 M
Altura: 4.6
2 x motores Bristol Pegasus XVIII radial
Potência total: 2000 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 5345 Kg
Peso máximo/descolagem: 8505 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 1800 Kg
Tripulação : 4
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 409 Km/h
Máxima(nível do mar): 300 Km/h
De cruzeiro: 269 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1762 Km
Autonomia máxima / leve 3160 Km.
Altitude máxima: 5880 Metros


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Forum de discussão

O Hampden foi resultado de um pedido da força aérea britânica, que pretendia uma aeronave com capacidade para transportar até 4.000 libras de bombas. Trava-se do que na altura podia ser considerado como um bombardeiro de longo alcance, com capacidade para efectuar ataques num raio de até 1500km.

O primeiro protótipo voou em 21 de Junho de 1936 e a velocidade máxima que a aeronave atingiu levou a que o fabricante se lhe referisse como «bombardeiro de combate».
A primeira encomenda firme para o modelo foi colocada em Agosto de 1936, para um total de 180 aeronaves, com motores Pegasus XXII (mais poderosos que os do protótipo).
O primeiro avião de série voou em 21 de Junho de 1938. O primeiro esquadrão armado com este avião, só ficou operacional em Setembro de 1939, altura em que já tinha começado a guerra.

A aeronave foi fabricada pela Handley Page, com 500 exemplares produzidos, mas também pela English Electric que produziu mais 770 exemplares. O Hampden também foi construido no Canadá (160 exemplares). No total foram produzidos 1430 a 1500 exemplares (consoante as fontes).

Utilizado desde a primeira hora, os Hampden atacaram logo em 1939 instalações navais alemãs, já que até ali a RAF estava proíbida de atacar solo alemão.

Em Setembro de 1942 os Hampden foram retirados de serviço do Comando de Bombardeiros, sendo relegados para outras missões, dado serem considerados inferiores aos novos bombardeiros que entretanto tinham entrado ao serviço.

O avião era considerado demasiado pequeno no interior, com pouco espaço para a tripulação de quatro ou cinco. O problema era a largura do avião, que era pouco mais largo que um caça Spitfire. Se o piloto fosse atingido, era virtualmente impossível para um outro membro da tripulação o substituir. Esta característica levou a que entre os nomes que as tripulações davam ao avião estivesse o de «maleta voadora».

Esquema frontal do Hampden: A falta de espaço dentro da aeronave não é perceptivel nas vistas laterais. O avião ficou conhecido como «maleta voadora»


O armamento também era considerado insuficiente. Além de uma metralhadora dorsal, o avião foi inicialmente equipado com uma metralhadora controlada pelo piloto, a qual era virtualmente inutil, pois por ser fixa, implicava que o bombardeiro teria que ser pilotado como um caça, para poder utilizar a metralhadora. Foram feitas modificações e aumentado o numero de armas, mas o Hampden foi sempre considerado mal armado. O número de perdas acabou por relegar o tipo para operações noturnas.

Tudo leva a crer que os britânicos utilizaram indevidamente o Hampden na primeira fase da guerra, pois do total de 34 aviões perdidos entre meados de 1940 e o inicio de 1941, 23 resultaram de falta de combustível, enquanto que apenas 7 foram perdidos como resultado de ação dos alemães.

Quando os quadrimotores chegaram ao «Bomber Command», aeronaves como o Hampden começaram a ser retiradas de serviço. No entanto, até 1943, muitos Hampden foram utilizados pelo «Coastal Command» para a defesa das rotas marítimas, onde foram equipados com cargas de profundidade e torpedos, com os quais podiam atacar navios inimigos.

Um total de 1453 Hampden estiveram ao serviço da Royal Air Force, sendo retirados no final de 1943.

Informação genérica:
Desde o inicio da década de 1930, que a Grã Bretanha começou a considerar como seria a guerra seguinte.
Da análise feita pelos britânicos, começou a surgir uma tese que seria posteriormente seguida, de que a Grã Bretanha poderia fazer a guerra a partir da sua ilha, utilizando para o efeito o poder das aeronaves.

Os britânicos tinham já sofrido durante a I guerra mundial ataques esporádicos dos Zeppelin alemães. Inicialmente não havia proteção contra eles, já que voavam demasiado alto, acima do alcance dos limitados canhões antiaéreos e a altitudes que tornavam impossível a sua intercepção pelos caças.

Caças com capacidade de atingir maiores altitudes acabaram com a ameaça dos Zeppelin, mas do ponto de vista estratégico, a possibilidade de ganhar uma guerra apenas com o poder da aviação nunca abandonou a mente dos estrategas britânicos, especialmente quando bombardeiros Gotha alemães foram capturados aquando do armistício e enviados para apreciação pelos britânicos.

No inicio da década de 1930, a Royal Air Force emitiu várias especificações para a industria, pedindo a apresentação de propostas para bombardeiros bimotores com capacidade para atacar território inimigo a distâncias superiores a 500 milhas.

Foram pedidos bombardeiros nocturnos, bombardeiros médios diurnos e nocturnos com dois motores.
Embora se tratasse de bombardeiros médios estas aeronaves, transformaram-se nos principais aviões do comando de bombardeiros tinha à disposição quando começou a guerra.

O primeiro deles, baseado numa especificação datada de Julho de 1934 entrara ao serviço em 1937. Era o Whithley, da Armstrong-Withworth. A sua estrutura estranha e a falta de flaps, tornaram-no numa aeronave obsoleta ainda a guerra não tinha começado.

Outro, foi o bombardeiro Hampden da Handley-Page, que foi o principal participante no primeiro rais aéreo sobre Berlim em Agosto de 1940.

O mais moderno dos três, foi o Wellington, que também participou no bombardeamento de Berlim e que continuaria ao serviço durante toda a guerra.



Estas aeronaves atuaram em conjunto várias vezes. A primeira destas operações de bombardeamento ocorreu entre 15 e 16 de Maio de 1940, quando ainda se combatia em França, com uma força constituida por 39 Wellington, 36 Hampden e 24 Whitley atacara, vários alvos industriais alemães na região do Rhur, com a perda de 1 Wellington.

A outra famosa operação de bombardeamento em que esta primeira familia de bombardeiros estratégicos britânicos foi utilizada, foi no célebre ataque de 25/26 de Agosto de 1940, o primeiro bombardeamento aliado sobre Berlim.

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