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AW-38 Whithley Mk.V
Bombardeiro pesado / estratégico (Armstrong Whithworth)
AW-38 Whithley Mk.V

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 21.49 M
Envergadura: 25.6 M
Altura: 4.57
2 x motores Rolls Royce Merlin X V12
Potência total: 2290 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 8768 Kg
Peso máximo/descolagem: 15196 Kg
Numero de suportes p/ armas: 12
Capacidade de carga/armamento: 3175 Kg
Tripulação : 5
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 370 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 338 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1800 Km
Autonomia máxima / leve 2414 Km.
Altitude máxima: 7925 Metros


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Forum de discussão

O Reino Unido, durante a década de 1930 deu mais importância à construção de aeronaves pesadas de bombardeamento que qualquer outro país.

Em 1934 foi emitida uma especificação para um bombardeiro pesado capaz de efetuar bombardeamentos noturnos.
O primeiro voo ocorreu em 17 de Março de 1936 com o protótipo equipado com dois motores de 795cv.

Na realidade, a urgência que os britânicos tinham em substituir todos os seus bombardeiros obsoletos do tempo da I guerra mundial, tinha levado o comando de bombardeiros a colocar uma encomenda para 80 exemplares em 1935, mesmo antes de o primeiro protótipo der voado.

O Mark. V foi de longe o modelo mais fabricado, com 1466 do total de 1814 Whitley construidos.

Embora a aeronave tivesse capacidade para transportar até 3175kg de bombas a carga standard era de 1814kg, dado com mais carta a autonomia da aeronave se reduzir muito.

Obsolescência

Por causa de várias das suas características, pode-se considerar que o bombardeiro Whithley estava já obsoleto quando a guerra começou em 1939 e mesmo a séri Mk.V apresentava deficiências relativamente a outros modelos.

No entanto, enquanto não entraram em produção outros modelos, o Whithley continuou na linha de montagem.

Em Novembro de 1941, para tentar aliviar a pressão sobre a União Soviética, a Grã Bretanha iniciou uma operação de bombardeamento sobre a industria alemã.
No entanto nesta altura as defesas alemães estavam muito melhor preparadas. As unidades de defesa anti-aérea tinham recebido novo e poderoso armamento, pelo que as perdas de bombardeiros foram muito grandes.
O Whithley esteve entre os bombardeiros com mais perdas durante a operação.

Mark VI e Mark VII
Como aconteceu com outros bombardeiros mais antigos, também o Whithley foi retirado de operações de primeira linha (na primavera de 1942). As aeronaves produzidas passaram para o comando costeiro, onde passaram a efectuar operações de luta contra submarinos alemães.
As versões VI e VII foram especialmente concebidas para este tipo de operações, tendo entrado ao serviço no final de 1941.

Informação genérica:
Desde o inicio da década de 1930, que a Grã Bretanha começou a considerar como seria a guerra seguinte.
Da análise feita pelos britânicos, começou a surgir uma tese que seria posteriormente seguida, de que a Grã Bretanha poderia fazer a guerra a partir da sua ilha, utilizando para o efeito o poder das aeronaves.

Os britânicos tinham já sofrido durante a I guerra mundial ataques esporádicos dos Zeppelin alemães. Inicialmente não havia proteção contra eles, já que voavam demasiado alto, acima do alcance dos limitados canhões antiaéreos e a altitudes que tornavam impossível a sua intercepção pelos caças.

Caças com capacidade de atingir maiores altitudes acabaram com a ameaça dos Zeppelin, mas do ponto de vista estratégico, a possibilidade de ganhar uma guerra apenas com o poder da aviação nunca abandonou a mente dos estrategas britânicos, especialmente quando bombardeiros Gotha alemães foram capturados aquando do armistício e enviados para apreciação pelos britânicos.

No inicio da década de 1930, a Royal Air Force emitiu várias especificações para a industria, pedindo a apresentação de propostas para bombardeiros bimotores com capacidade para atacar território inimigo a distâncias superiores a 500 milhas.

Foram pedidos bombardeiros nocturnos, bombardeiros médios diurnos e nocturnos com dois motores.
Embora se tratasse de bombardeiros médios estas aeronaves, transformaram-se nos principais aviões do comando de bombardeiros tinha à disposição quando começou a guerra.

O primeiro deles, baseado numa especificação datada de Julho de 1934 entrara ao serviço em 1937. Era o Whithley, da Armstrong-Withworth. A sua estrutura estranha e a falta de flaps, tornaram-no numa aeronave obsoleta ainda a guerra não tinha começado.

Outro, foi o bombardeiro Hampden da Handley-Page, que foi o principal participante no primeiro rais aéreo sobre Berlim em Agosto de 1940.

O mais moderno dos três, foi o Wellington, que também participou no bombardeamento de Berlim e que continuaria ao serviço durante toda a guerra.



Estas aeronaves atuaram em conjunto várias vezes. A primeira destas operações de bombardeamento ocorreu entre 15 e 16 de Maio de 1940, quando ainda se combatia em França, com uma força constituida por 39 Wellington, 36 Hampden e 24 Whitley atacara, vários alvos industriais alemães na região do Rhur, com a perda de 1 Wellington.

A outra famosa operação de bombardeamento em que esta primeira familia de bombardeiros estratégicos britânicos foi utilizada, foi no célebre ataque de 25/26 de Agosto de 1940, o primeiro bombardeamento aliado sobre Berlim.

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