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Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

F-104G «Starfighter»
Avião de caça

F-104G «Starfighter»
Avião de caça (Lockeed Martin)
F-104G «Starfighter»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 16.66 M
Envergadura: 6.68 M
Altura: 4.11
1 x motores General Electric J-79-GE-11A
Potência total: 7110 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 6387 Kg
Peso máximo/descolagem: 13054 Kg
Numero de suportes p/ armas: 7
Capacidade de carga/armamento: 1814 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 2333 Km/h
Máxima(nível do mar): 1464 Km/h
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 0 Km
Autonomia máxima / leve 2220 Km.
Altitude máxima: 17678 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 1 x 20mm M61-A1 «Vulcan» (Calibre: 20 )

Forum de discussão

De todos os caças Starfighter, a versão G, foi a mais produzida com um total de 1266 exemplares produzidos.
Embora tenha sido a mais produzida ela foi também a que mais problemas provocou.

Alemanha: o principal operador

Os alemães procuravam no final da década de 1950 um substituto para a sua frota de caças F-86. Um concurso internacional decorreu entre vários projetos, mas o F-104 testado demonstrou ser superior na maioria dos quesitos.

Os alemães ficaram mesmo convencidos de que o F-104 poderia mesmo ser utilizado como aeronave de ataque, juntamente com a sua função de caça de superioridade aerea e interceptor.

Em 6 de Novembro de 1958 os alemãe anunciaram a sua decisão em favor do F-104.
Eles pediram que fossem feitas várias modificações ao F-104C que tinha sido testado. Reforços estruturais foram adicionados, para permitir a utilização a penetração a baixa altitude e alta velocidade, juntamente com capacidade para transportar bombas, novos sistemas de sensores que permitissem detetar os alvos no solo em qualquer situação de clima. O leme vertical foi aumentado e um novo assento ejetor foi incluido.

O primeiro pedido alemão foi para 34 exemplares do F-104D (de dois lugares) para servirem como aviões de treino. Estas aeronaves ficaram conhecidas na Alemanha como F-104F. A estes juntaram-se 66 exemplares da versão modificada que ficaria conhecida como F-104G.

Muitos críticos do F-104 afirmaram que a aeronave nunca foi desenhada para operar como avião de ataque a alta velocidade. As linhas aerodinâmicas do avião, destinavam-se a garantir uma velocidade elevada para combate com aviões inimigos utilizando mísseis.

As suas asas muito reduzidas não ajudavam na manobrabilidade do avião e as suas superfícies de controlo não deixavam muito espaço para erros. Pequenos descuidos que noutros aviões poderiam ser corrigidos, no F-104 poderiam ser fatais.


Caixão voador

O F-104G continuou a ter performances envejaveis e era capaz de desempenhar as funções para as quais tinha sido concebido, mas i numero de acidentes em que aeronaves do tipo estiveram envolvidas, foi aumentando com os anos, até que a aeronave começou a ser designada como caixão voador, ou prego voador ou prego de campo.

De facto o número de acidentes com o F-104 transformou-se no principal fato relacionado com a vida operacional da aeronave.

Acusações de corrupção

Já depois de a aeronave ter saído de serviço, foram feitas revelações que levam a concluir que a Lockeed utilizou meios menos limpos para garantir a encomenda da aeronave pelas autoridades militares alemãs.

Alegadamente, responsáveis alemães terão recebido avultadas quantias em dinheiro para ficarem convencidos das geniais capacidades do F-104, nomeadamente como aeronave adequada para ataque ao solo.
A maioria dos especialistas afirma que o F-104, com a sua estrutura, dimensão das asas, velocidade e manobrabilidade nunca poderia ter sido um avião adequado para aquele tipo de missão.

Ao garantir uma encomenda por parte da Luftwaffe, a Lockeed abriu caminho à venda de aviões a outros países europeus, transformando uma aeronave potêncialmente perigosa num sucesso de vendas.

Informação genérica:
Durante a guerra da Coreia, a força aérea dos Estados Unidos viu-se perante uma situação inesperada, quando com o aparecimento do MiG-15 a esperada total superioridade aérea ocidental não se materializou.

Rapidamente se percebeu, que dos caças ocidentais, apenas o F-86 conseguia superiorizar-se ao MiG-15 e mesmo assim não em todos os quesitos. Isto levou a que a força aérea ficasse receptiva a propostas dos fabricantes para aeronaves que permitissem recuperar a superioridade aérea clara, que até ali os Estados Unidos tinham possuido.

A Lockeed apresentou o projeto do XF-104 à força aérea americana em Dezembro de 1952, sem que a proposta tivesse sido pedida. Mas a necessidade de aeronaves com capacidade para defrontar os soviéticos levou a que em Março de 1953 o projeto fosse aprovado para desenvolvimento. O primeiro avião do tipo voou em Fevereiro de 1954.

A aeronave foi submetida a várias modificações e à introdução de várias versões que complementaram a gama do F-104, transformando-o num dos aviões mais produzidos da década de 1960.

O Starfighter demonstrou estar à altura das exigências como caça interceptor. Ele bateu vários records de altitude e velocidade ainda antes do fim da década de 1950. Em 1958 o Starfighter transformava-se no caça mais rápido do mundo ao atingir a velocidade de 2260km/h. Em Dezembro de 1959 um Starfighter atingia a impensavel altitude de 31515m.

Sucesso na Europa

Se a força aérea dos Estados Unidos não demonstrou um interesse muito grande pelo F-104, na Europa a situação foi a inversa.
Quando os alemães decidiram adotar o F-104 numa versão melhorada para utilização tanto como interceptor como avião de ataque, foi lançada a mais numerosa série do F-104 e também aparece o mais significativo avião europeu da década de 1960.

A Alemanha será aliás o maior operador deste tipo de avião, com 917 aviões entregues (construidos em cinco países diferentes).

Os alemães fabricaram 283 exemplares, os americanos 737, no Canadá foram fabricados 340, na Holanda 354, na Bélgica 196, na Itália 417 e no Japão 207.




Versões do F-104

F-104A - Versão inicial, encomendada pela força aérea dos Estados Unidos. Estes aviões foram enviados para Taiwan durante a crise de 1958 no estreito de mesmo nome.

F-104B - Versão de dois lugares do F-104A

F-104C - Versão especificamente concebida para operar como caça tático para superioridade aérea, objetivo que não tinha sido atingido com o F-104A. O F-104C tinha um motor ligeiramente mais potente, permitindo o transporte de mais algum armamento, além de dispor de um novo sistema de controlo de tiro.

F-104D - versão de dois lugares do F-104C

F-104G - Versão desenvolvida em 1959, especificamente para a Alemanha e posteriormente para vários países europeus, adaptada para permitir a sua utilização em várias funções, entre as quais ataque a baixa altitude e alta velocidade.

TF-104G - Versão de dois lugares sem o canhão de 20mm adaptada para formação de pilotos.

F-104J - Versão montada no Japão e depois produzida localmente, substituiu os caças F-86 da força de autodefesa japonesa. As aeronaves fabricadas no Japão foram produzidas pela Mitsubishi.

F-104S - Versão modernizada desenvolvida na Itália e conhecida como Super Starfighter. O canhão foi reduzido e foram instalados mísseis Sparrow além dos Sidewinder de curto alcance.



F-104 versus MiG-21
O F-104 foi contemporâneo do MiG-21F que era o mais sofisticado caça soviético no inicio da década de 1960, tendo começado a ser entregue em 1962.

A única força aérea a utilizar operacionalmente o F-104A foi a força aérea do Paquistão.
Um primeiro recontro ocorreu durante a guerra entre a India e o Paquistão em 1965. Nessa altura o Starfighter abateu dois caças Mystere indianos.

Mas foi só em Dezembro de 1971 durante um novo conflito com a India, que finalmente os Starfighter entraram em combate de forma mais clara.

No conflito, um F-104A abateu um caça de fabrico soviético Su-7 «Fitter» e um ultrapassado Gnat indiano, quatro dias depois, a 8 de Dezembro foi abatido um Camberra e no dia 10 um Alize de luta anti-submarina.

A 12 de Dezembro ocorre o primeiro recontro com um MiG-21. Dois MiG-21F descolaram para interceptar dois F-104A. Um dos F-104A evadiu-se e o outro foi abatido pelos canhões do MiG-21F quase à distância máxima.

A 17 de Novembro um F-104A foi atingido por projeteis de canhões e por mísseis disparados por um MiG-21F. Na tarde desse dia, um segundo Starfighter foi abatido pelo fogo de um MiG-21.

Técnicos especialistas afirmaram que a superioridade do MiG-21 foi resultado de os pilotos paquistaneses terem tentado confrontar um MiG-21 tentando manobrar, quando o MiG-21 era muito mais flexivel neste quesito.
Aceitando combater nas condições dos pilotos indianos, os paquistaneses não tinham hipóteses de utilizar a vantagem da rapidez dos seus aviões.

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