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S-3 «Viking»
Avião de patrulha marítima e luta anti-submarina

S-3 «Viking»
Avião de patrulha marítima e luta anti-submarina (Lockeed Martin)
S-3 «Viking»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 16.26 M
Envergadura: 20.93 M
Altura: 6.93
2 x motores General Electric TF-34-GE-2
Potência total: 8350 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 12088 Kg
Peso máximo/descolagem: 23832 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 2+2
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 815 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 295 Km/h
Autonomia standard /carregado : 3500 Km
Autonomia máxima / leve 3705 Km.
Altitude máxima: 12200 Metros


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Forum de discussão

Desenvolvido como substituto do S-2 Tracker, o Viking apresentava inumeras vantagens sobre o sistema anterior, que tinha começado a ser desenhado ainda na década de 1940.
Com o cada vez maior número de submarinos soviéticos e o aumento das suas capacidades, tornou-se necessário dispor de equipamentos de deteção mais sofisticados e mais pesados.

Escolhido de entre várias opções em 1969, o Viking voou pela primeira vez em 21 de Janeiro de 1972. A aeronave entrou ao serviço em 1974.

A mais óbvia mudança é que o Viking é um turbojato. A potência dos seus motores TF-34GE-2.
Essa capacidade permite à aeronave atingir uma velocidade superior e cobrir uma maior área do oceano, mas também permite transportar mais combustível, o que aumenta o alcance operacional da aeronave, que pode voar durante sete horas e trinta minutos.

Armamento
O S-3 Viking, pode transportar vários armamentos e sistemas, mas a sua mais importante capacidade é a de transportar sob as asas dois torpedos ligeiros ou bombas. Internamente ele pode transportar mais quatro torpedos ou quatro bombas mk.82.

A versão S-3B, pode em vez dos torpedos nas asas, transportar dois mísseis anti-navio AGM-84 «Harpoon».

Informação genérica:
Durante as décadas de 1950 e 1960, os submarinos soviéticos eram relativamente fáceis de detetar com os sistemas existentes, no entanto, para o final da década de 1960, novos sistemas submarinos começaram a ser desenvolvidos pelos soviéticos, nomeadamente os submarinos de ataque da classe Alpha , e principalmente os submarinos lançadores de mísseis da classe Viktor, que começaram a ser construidos no final da década de 1960.

A marinha norte-americana temia que aeronaves como os S-2 Tracker não tivessem capacidade para encontrar estes submarinos, que eram muito mais rápidos (estimava-se que pudessem vir a atingir 40 nós), o que do ponto de vista tático implicava a necessidade de chegar a um local muito mais depressa, pois caso contrário seria virtualmente impossível encontrar um submarino que tivesse sido referenciado.

Tornava-se portanto necessária uma aeronave baseada em porta-aviões, mas com motor mais potente e maior velocidade.

A marinha dos Estados Unidos pediu várias propostas aos fabricantes, como a Convair, a Grumman, a McDonnel Douglas, a North American Aviation /Rockwell e a Lockeed, em cooperação com a Vought.

A proposta da Lockeed/Vought foi a escolhida, com um primeiro pedido para oito exemplares de pré-série.

A configuração do Viking baseou-se nas necessidades operacionais e nas doutrinas já estabelecidas. Como no Tracker, o Viking também tinha lugar para quatro pessoas, dois pilotos e dois operadores de sistemas.

Em termos electrónicos o Viking utilizava um computador de bordo UNIVAC AYK-10 e um radar APS-116, além de um braço retratil.

Tambem um «esporão» retratil para deteção de anomalias electromagnéticas estava instalado (como no Tracker).

187 exemlares da primeira versão do Viking form produzidos.

S-3B
Em 1980 foi iniciado o desenvolvimento de uma versão modernizada do Viking que ficaria conhecida como S-3B. Talvez a característica mais distintiva da versão B tenha sido a incorporação de capacidade para lançar o míssil anti-navio AGM-84 Harpoon, que na sua versão standard RGM-84, tinha começado a ser incorporado nos navios da marinha em 1977.

Esta versão também foi equipada com novos sistemas acústicos que permitiam finalmente detetar com alguma facilidade os novos submarinos soviéticos.

Os primeiros S-3B (S-3A convertidos) entraram ao serviço em 1984. Praticamente todos os S-3A foram convertidos para o padrão S-3B.

US-3A
Os S-3 que não foram convertidos, foram utilizados como transporte, para substituir os S-2 «Trader», que também eram uma versão de transporte do S-2 «Tracker». Estas aeronaves receberam a designação US-3A COD (Carrier Airborne Delivery).

ES-3E
Com base no Viking foi desenvolvida uma versão de guerra electrónica, destinada a substituir o então já enorme e obsoleto Douglas EA-3B «Skywarrior».

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