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Hs-801 «Nimrod»
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Hs-801 «Nimrod»
Avião de patrulha marítima e luta anti-submarina (Hawker)
Hs-801 «Nimrod»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 38.63 M
Envergadura: 35 M
Altura: 9
4 x motores Rolls Royce RB168-20 Spey Mk.250
Potência total: 21850 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 39000 Kg
Peso máximo/descolagem: 80510 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 6120 Kg
Tripulação : 2+5+4
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 926 Km/h
Máxima(nível do mar): 800 Km/h
De cruzeiro: 450 Km/h
Autonomia standard /carregado : 6000 Km
Autonomia máxima / leve 8340 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Forum de discussão

Desenvolvido pela Hawker Siddeley (que tinha passado a controlar a de Havilland) o Nimrod é uma versão modificada do jato comercial Comet, que começou a ser desenvolvido em 1949, tendo sido o primeiro jato comercial e o primeiro avião comercial efectuar uma ligação transatlântica.

O fim da vida comercial do Comet era já reconhecido na altura, ultrapassada que a industria aeronáutica britânica tinha sido pelos gigantes americanos Boeing e Douglas.

O Comet não conseguiu competir com o Boeing B707 ou com o Douglas DC8 e em 1965 as vendas tinham pura e simplesmente parado.
Os primeiros dois Nimrod foram desenvolvidos a partir de duas células de Comet-4C comerciais que não tinham sido vendidas.

Modificações

O Nimrod, seria no entanto uma aeronave muito diferente daquela que lhe deu origem. Para começar a motorização teria que ser outra. Os motores foram substituidos por Turbofans Rolls Royce, muito mais eficientes a velocidades baixas, normais em operações de patrulha marítima.

Exteriormente, a principal alteração, consistiu na inclusão de uma instalação para a colocação de armas. Esta modificação implicou um redesenho completo do nariz e da área ventral do avião. Essas modificação permitiam não só a colocação de armamentos, mas também a colocação de um radar.

Foi também adicionado um esporão destinado a suportar o sistema detetor de anomalias magnéticas (MAD), utilizado para identificar submarinos submersos.

Um total de 46 Nimrod MR1 foram encomendados pela Royal Air Force, a maior encomenda recebida para uma aeronave do tipo Comet.

Destes 46 exemplares, 35 foram submetidos a um programa de modernização que começou a partir de 1975. Os primeiros Nimrod MR2 modernizados começaram a ser entregues em 1979, e pelo menos xxx deles foram utilizados em 1982 durante a guerra das Malvinas.

Na altura os Nimrod foram mesmo equipados com mísseis AIM-9 Sidewinder, para poderem defender-se dos caças argentinos em caso de necessidade.

Nimrod MR4
Durante a década de 1990, foi decidido voltar a modernizar os Nimrod, com a inclusão de novos motores muito mais potentes além de uma nova linha de sistemas electrónicos de comunicações, navegação e sensores. O primeiro avião deveria ficar pronto em 2003. No entanto os atrasos foram-se acumulando e os custos com todo o projeto foram-se avolumando, ao ponto de todo o projeto do MR4 ser cancelado após 950 milhões de euros de gastos extra e nove anos de atraso.

Informação genérica:
Comet 1
Equipado com quatro motores Ghost Mk.1, o primeiro dos Comet, caracteriza-se pelas janelas quadradas, qute também estiveram na origem dos problemas que levaram à perda de alguns exemplares.
Aos primeiros 12 exemplares, sucederam-se mais dez numa versão conhecida como Comet-1A. Destes 10, dois seriam convertidos para o padrão Comet-1X e 4 para o padrão Comet-1XB, o total produzido foi de 22.

Comet 2
De dimensões ligeiramente mais generosas (mais 94cm) e maior autonomia, o Comet-2 foi pensado para as rotas transatlânticas, com 44 assentos. O primeiro avião voou a 27 de Agosto de 1953.
Após os acidentes os Comet-2 foram reconstruidos com a aplicação de metal mais espesso e janelas redondas.
Foram produzidas 24 aeronaves, mas as modificações foram consideradas insuficientes para a função de transporte transatlântico, pelo que a maioria dos exemplares foi para RAF.

Comet 3
Esta versão do Comet era muito mais longa, resultando numa fuselagem 4.7m mais longa relativamente ao Comet-2 (5.64m relativamente ao Comet 1). A potência também era maior com quatro motores desenvolvendo um total de 18.000kg/f.
Tratou-se no entanto de uma versão de teste, já que tinha sido planeada antecipadamente e não tinha os reforços que foram aplicados aos outros modelos. O Comet-3 não podia ser pressurizado. Apenas dois aviões foram completados e apenas um chegou a voar.

Comet 4
Resultado dos estudos no Comet-3, o Comet-4 foi a versão definitiva do Comet.
Ele tinha uma fuselagem longa e uma capacidade para sentar de 74 a 81 passageiros. No total foram produzidos 76 exemplares.

Comet 5
Uma quinta versão do Comet chegou a ser considerada e proposta. Tratava-se de um Comet com uma fuselagem mais larga e maior comprimento. No entanto o avião não conseguiu reunir o interesse dos potênciais clientes, ao que não foi alheio o facto de ele continuar a ser visto como o desenvolvimento de um avião que tinha dado problemas.

A falta de apoio estatal por parte do ministério dos transportes da Grã Bretanha acabou por deixar o Comet-5 no estadio de desenvolvimento, nunca tendo sequer chegado à fase de protótipo.

Nimrod
Em 2 de Fevereiro de 1965 foi anunciado no parlamento britânico o desenvolvimento do primeiro avião a jato de reconhecimento marítimo. A aeronave que seria conhecida como Nimrod teria como base o Comet-4. Este tipo de aeronave continuou ao serviço até Março de 2010, altura em que foi retirado, essencialmente por causa dos altíssimos custos operacionais.


Fadiga do metal

O problema da fadiga do metal, foi pela primeira vez referido num trabalho de 1837, em plena revolução industrial, indicando que os metais, quando submetidos a tensões cíclicas e essas tensões ocorrem acima de determinados limites, começam a notar-se micro-fissuras, as quais podem agravar-se com a continuação dos ciclos.

O problema da fadiga do metal, não era novidade quando o Comet foi concebido, mas não estava suficientemente estudado o ponto a partir do qual a fadiga do material inevitavelmente acontece.
As aeronaves Comet foram reforçadas de forma a que não se passasse do ponto em que as tensões cíclicas começam a ser um problema. No entanto, quando o problema foi identificado e resolvido era já demasiado tarde.

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