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Bombardeiro (Xian Aircraft)
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Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 34.8 M
Envergadura: 34.2 M
Altura: 9.85
2 x motores Xian WP-8
Potência total: 18800 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 37200 Kg
Peso máximo/descolagem: 72000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 9000 Kg
Tripulação : 4
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 1014 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 786 Km/h
Autonomia standard /carregado : 2800 Km
Autonomia máxima / leve 3600 Km.
Altitude máxima: 13100 Metros


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Forum de discussão

O H-6 é a versão chinesa do Tupolev Tu-16 e a sua produção na China começou a ser negociada em 1956, dois anos após o Tu-16 ter entrado ao serviço na Rússia. O contrato inicial foi assinado em Setembro de 1957
Deste contrato entre o governo russo de Nikita Krtuchev e o governo chinês de Mao Tse-tung resultou o envio em 1958 de dois exemplares do Tu-16, a que se deveriam juntar mais dois exemplares semi montados e um quinto completamente desmontado. Este processo destinava-se a facilitar a produção local da aeronave.

Em 1959, um grande grupo de técnicos soviéticos foi enviado para a China para supervisionar a construção da linha de montagem. Este grupo de técnicos soviéticos ficou na China, nas cidades de Harbin e Xian até Setembro de 1960.
Em Maio de 1959 a fábrica de Harbin recebeu os primeiros aviões semi-montados e o avião completamente desmontado que tinha sido enviado da União Soviética. O primeiro Tu-16 chinês foi montado em apenas 67 dias (28 de Junho a 3 de Setembro de 1959) e recebeu a designação «Fei Long» ou Dragão Voador F-201. A designação H-6 só seria atribuida em 1964.

No entanto, os desentendimentos filosóficos entre os dois regimes comunistas levaram a um afastamento radical entre os dois países, o que por sua vez levou à suspensão dos trabalhos de desenvolvimento no final de 1960 quando todos os técnicos soviéticos foram retirados da China.

O programa de desenvolvimento foi reiniciado em 1962, após o corte de relações entre as duas potências comunistas. O objetivo era o de copiar literalmente todas as peças do Tu-16, fabricando-o sem autorização soviética e sem a assistência dos técnicos soviéticos, aproveitando o fato de os chineses terem ficado com parte dos planos e com os cinco exemplares do Tu-16.

O desenvolvimento do ferramental demorou algum tempo e os chineses tiveram que desenvolver moldes em resina em alguns casos, por ser inviável produzi-los em metal. A Revolução Cultural levou a estrutura industrial chinesa quase ao colapso e por isso, embora com a maior parte dos planos e com cinco exemplares para copiar, o primeiro avião completamente chinês só voou pela primeira vez em 1968.

O ritmo de produção foi sempre muito lento, demonstrativo das enormes dificuldades com que os chineses se depararam para compiar uma aeronave relativamente complexa para os padrões chineses na altura.

O primeiro protótipo do H-6 voou com o auxilio de dois motores adicionays Rolls Royce Spey montados nas asas, conforme se pode ver nesta fotografia, aparentemente a única do protótipo do bombardeiro chinês.

As estimativas apontam para cerca de 80 exemplares produzidos entre 1968 e 1980.

Bombardeiro nuclear

O H-6, foi o principal bombardeiro estratégico da China e foi a partir desta aeronave que os chineses fizeram parte dos seus testes atómicos, com lançamento de bombas a partir de aeronaves. Estes testes duraram durante toda a década de 1970 e só foram interrompidos em 1980.
O desenvolvimento da versão nuclear começou ainda não se tinha começado a produção da versão standard e os estudos foram feitos sem o conhecimento dos soviéticos, que eram muito criticos do programa nuclear chinês.
O terceiro teste atómico chinês foi realizado em 14 de Maio de 1965, com o lançamento de uma bomba atómica a partir de um bombardeiro H-6.
Uma versão modernizada do bombardeiro com capacidade nuclear foi desenvolvida entre 1975 e 1981 com recurso a sistemas aviónicos ocidentais, aos quais a China tinha passado a ter acesso, com a abertura política ao ocidente.

Tupolev 16 egipcios com peças chinesas
Quando o Egipto negociou a paz com Israel e ficou sem assistência da União Soviética, a China disponibilizou peças de reposição paara a frota de Tu-16 egipcia.

Versão de ataque naval
Em 1976, foram iniciados os estudos para o desenvolvimento de uma versão do H6 com capacidade para atacar navios. A aeronave recebeu um novo radar (Type-245) e um domo inferior alargado, no nariz do avião. Dois suportes nas asas foram adicionados para permitir a colocação de dois mísseis anti-navio do tipo C-601, um derivado do míssil HY-2.

Xian H-6U - Versão tanque

Até ao final da década de 1980, a força aérea chinesa tinha como função primária a defesa do território e por isso não havia necessidade de aviões reabastecedores.
Porém, durante a década de 1990 isso mudou e a China passou a sentir a necessidade de uma aeronave que aumentasse o alcance operacional dos seus aviões.
Inicialmente a China tinha pedido a aquisição de aeronaves de reabastecimento ocidentais, mas os problemas e as sanções após o massacre de Tian-an-men forçaram a China a optar por outras soluções.
A linha de montagem do H-6 voltou a ser aberta e o H-6 modificado para permitir a sua nova utilização. A aeronave foi designada H-6U ou HY-6 e foi especialmente pensada para que cada robustecedor servisse para uma parelha de dois aviões de ataque chineses J-8D ao serviço da aviação naval.

A dimensão e a fuselagem relativamente estreita do H-6 torna no entanto o avião pouco adequado para esta função.

A produção do H-6 foi suspensa em 1987, altura em que se estima tivessem sido produzidos cerca de 120 exemplares. A produção posterior em série da versão HY-6 terá começado em 1992, embora o primeiro voo tenha ocorrido em 1990. Só em 1996 a existência desta versão do H-6 foi comprovada. No entanto, apenas 10 exemplares tenham sido produzidos novos.
A compra pela força aérea chinesa do caça russo Su-27, que não era compativel com o sistema chinês de reabastecimento (uma cópia de um sistema ocidental contrabandeado alegadamente através de Israel) levou por sua vez à aquisição de reabastecedores baseados no IL-72 russo.

Quadri reator H-8
As autoridades chinesas estudaram desde a década de 1970 uma modificação radical no H-6, para o transformar num verdadeiro bombardeiro estratégico de longo alcance, o que passava pela instalação de quatro motores nas asas.
No entanto esse projeto acabou por ser cancelado, sem que tenha chegado à fase de protótipo.

Informação genérica:
O projeto do Tu-16 tinha algumas características únicas, de entre as quais a mais importante era sem dúvida a colocação dos motores junto à fuselagem. O gabinete Tupolev nunca tinha apresentado qualquer aeronave com aquela configuração, nem qualquer outro gabinete o tinha feito.

Especula-se por isso que os soviéticos foram influenciados pelo desenvolvimento na Grã Bretanha do avião de transporte comercial «Comet» que utilizava uma configuração similar mas com quatro em vez de dois motores.

Tupolev 104
Com base no Tupolev Tu-16, o gabinete Tupolev concebeu o Tupolev 104, destinado a rotas de médio curso dentro da União Soviética e com capacidade para servir as ligações entre a capital soviética e a Europa Ocidental.

Para os padrões soviéticos o Tu-104 pode ser considerado um sucesso e foram desenvolvidas várias versões:

Tu-104 - A primeira versão base, foi produzida em 29 exemplares.
Tu-104A - 70 passageiros (80 exemplares). Vários aviões desta série foram convertidos para transportar 85 passageiros, e foram designados Tu-84D-85
Tu-104B - Versão alongada para transportar 95 passageiros (95 exemplares). Vários exemplares desta série foram modificados para permitir o transporte de 115 passageiros conhecida como Tu-104B-115.
Tu-104D - Versão experimental, com três motores colocados na cauda. Trata-se na prática de um novo avião, que resultaria no Tupolev Tu-154.

Outros exemplares foram convertidos para várias utilizações específicas, militares e científicas.

Tu-107 - Versão de transporte militar do Tu-104.

Tu-110 - Versão com quatro motores, adaptada para permitir o voo sobre o oceano, cumprindo regras internacionais.

Tu-124 - Versão encurtada para voos regionais

Aviões de origem chinesa
A China começou a negociar a produção local do Tu-16 em 1958, tendo a aeronave sido produzida na China com a designação H-6

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