Dados sobre utilizadores deste modelo
Estados Unidos da América



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B-36B «Peacemaker»
Bombardeiro pesado / estratégico (Convair)
B-36B «Peacemaker»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 49.41 M
Envergadura: 70.15 M
Altura: 14.26
6 x motores R-4360-41 Wasp Major
Potência total: 21000 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 0 Kg
Peso máximo/descolagem: 0 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 32400 Kg
Tripulação : 15
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 610 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 340 Km/h
Autonomia standard /carregado : 0 Km
Autonomia máxima / leve 0 Km.
Altitude máxima: 11800 Metros


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Forum de discussão

O B-36B foi o mais fabricado de todos os bombardeiros estratégicos do tipo B-36 com motor exclusivamente a pistão.
Ele voou pela primeira vez em 1946 e entrou ao serviço em 1948 e foram produzidos 62 exemplares.

Foi o primeiro B-36 completamente equipado para operações de combate, já que ao contrário da versão anterior (que não tinha capacidade para transportar armas atómicas), porque a Convair não foi informada sobre a existência daquele armamento, o B-36B tinha capacidade para transportar um bomba atómica, o que transformou o avião no mais temivel sistema de armas dos Estados Unidos no periodo que se seguiu à II guerra mundial e até ao inicio da guerra da Coreia.

O receio de um ataque americano, levou a Uniao Soviética a um fernesim de desenvolvimento de aviões com capacidade para o interceptar.

Guerra da Coreia e ascenção do MiG-15

Quando a guerra na peninsula coreana começou, os esforços soviéticos tinham dado frutos. Logo se tornou evidente que os bombardeiros B-29 não podiam enfrentar o novo caça soviético MiG-15 que operava como interceptor e estava armado com um canhão de 37mm perfeitamente adequado para destruir bombardeiros pesados.

Os B-29 em operação na guerra da Coreia, foram removidos de operações diurnas e passaram rapidamente para operações nocturnas. Porém, o B-36 também foi imediatamente posto em causa exactamente pelas mesmas razões.

Com um radar AN/APQ-24 utilizado para navegação mas também para ataque (bombardeamento) o B-36B podia lançar uma bomba atómica com bastante mais precisão que os B-29 que bombardearam Hiroshima.

Inicialmente o B-36B estava equipado com seis torres, cada uma armada com dois canhões de 20mm.
O primeiro voo de um B-36B ocorreu no dia 8 de Julho de 1948. Ele mostrou ser mais rápido que o B-36A 610km/h contra 550km/h do modelo original.

Ainda em 1948, a 5 de Dezembro, um B-36B fez uma viagem de quase 7.000km, a uma altitude de 12200m. Poucos dias depois um B-36B saiu do continente americano em direção ao Hawaii, no aniversário do ataque a Pearl Harboue em 1941. O avião largou uma bomba de treino no mar, deixando em «maus lençóis» a defesa aérea das ilhas.

Em 26 de Janeiro de 1946 um B-36B demonstrou ter capacidade para transportar duas bombas termo-nucleares Mk.17 (9500kg cada uma), transportando dois modelos com o mesmo peso das bombas verdadeiras. Em Março, um B-36B voou durante 43 horas e 27 minutos sem escalas.

Problemas do modelo

Embora tivesse já batido vários records e demonstrado as suas capacidades o B-36B continuava a sofrer de problemas com o desenvolvimento. A falta de peças também era um problema e por isso foi necessário canibalizar vários B-36 para conseguir as peças em falta. Só em 1952 os problemas seriam resolvidos e só nessa altura o B-52B pode ser realmente considerado operacional.

Terão sido construidos 73 aviões do tipo, mas apenas 62 entregues. Alegadamente os restantes foram canibalizados.
Dos 62 que entraram ao serviço, 59 seriam convertidos para a versão B-36D

Informação genérica:
O B-36 «Peacemaker» foi o maior bombardeiro alguma vez produzido no mundo. Com capacidade para transportar 39 toneladas o B-36 ultrapassaria ainda hoje os maiores bombardeiros a jato, como o B-52G (31.5t). Durante a segunda metade da década de 1940 este avião foi o simbolo da capacidade dos Estados Unidos para levar o holocausto nuclear a qualquer ponto do planeta.

Um bombardeiro contra Hitler
A aeronave resultou de uma reunião do presidente dos Estados Unidos com os militares, na qual Roosevelt considerava a necessidade de atingir a Alemanha em caso de necessidade. Desta reunião, resultou a emissão de uma especificação em Abril de 1941, que previa uma aeronave com capacidade para transportar 4500kg de bombas, atacar um alvo a 8000km e voltar. A aeronave deveria voar a uma velocidade entre os 390 e os 480km/h, podendo atingir uma altitude de 12.200m.

Estes números eram pura e simplesmente espantosos para uma industria americana, que ainda que fosse a mais sofisticada do mundo, estava a produzir um bombardeiro o B-17, que podia apenas atingir alvos a 1600km de distância.

Na Convair (Consolidated Aircraft até 1943), o projeto enfrentou atrasos e falta de recursos por causa da produção do B-24 Liberator. As vitórias japonesas na China, levaram os norte-americanos a dar maior enfase ao desenvolvimento do bombardeiro de extra-longo alcance, porque caso contrário poderia não haver meios para atacar o Japão.

Um pedido inicial de 100 aparelhos foi colocado em 23 de Julho de 1943, porque o fabricante avisou que não poderia desenvolver apenas protótipos dadas as tremendas exigências tecnológicas e custos envolvidos com o desenvolvimento de sistemas especificamente desenvolvidos para o B-36. O avião deveria ficar pronto para voar em Agosto de 1945. Os seis motores atingiriam uma potência de 18.000cv, mais do dobro de um B-29.
O avião estaria protegido por cinco canhões de 37mm e dez metralhadoras pesadas 12.7mm.

Fim da guerra
Ao contrário do que aconteceu com outros projetos, o B-36 não sofreu com a dramática redução dos contratos após a rendição da Alemanha e do Japão em 1945.

Um novo e potêncial inimigo, a União Soviética, levantava-se agora, e era necessário garantir a superioridade norte-americana em caso de conflito com a emergente potência comunista.
O desenvolvimento porém, acabou por ser afetado, com problemas na qualidade dos materiais e com a série de greves que varreram os Estados Unidos a seguir à guerra.
O primeiro protótipo voou em 8 de Agosto de 1946. Um ano após o lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima.

Problemas

Como esperado num projeto completamente novo, o B-36 apresentou vários problemas, de entre os quais se destaca o aquecimento dos motores e a exagerada vibração das hélices que afetava a estrutura das asas.
O teto operacional era de 11650m enquanto que a velocidade máxima atingiu os 500km/h, ainda que em 1947/1948 essa velocidade era fosse considerada insuficiente.

O facto de o B-36 não parecer responder aos requisitos cada vez mais exigentes, levou a que em 12 de Dezembro de 1946 o comando do SAC (comando de bombardeiros estratégicos) tivesse proposto desenvolver apenas alguns exemplares para testes, cancelando o resto da encomenda. O SAC, acreditava que o Boeing B-50 seria superior ao B-36.

Ainda assim, o comando da recém criada Força Aérea defendeu o projeto, afirmando que acreditava que os problemas apresentados poderiam ser ultrapassados.

No inicio de 1947, já com planos para produzir bombardeiros a jato, o B-36 continuou a ser desenvolvido, por causa de se acreditar que ele conseguiria ser o bombardeiro com maior alcance disponível pelos Estados Unidos.

O primeiro avião de produção saiu da linha de montagem em 28 de Agosto de 1947e entrou oficialmente ao serviço em 26 de Junho de 1948. O avião tinha uma potência de 18000cv e um raio de ação operacional de 6200km, atingindo uma velocidade máxima de 550km/h.

B-36B

22 B-36A foram produzidos, até que em Julho de 1948 começaram a sair das linhas de montagem os B-36B modernizados com novo radar, novos motores com 21.000cv de potência e 610km/h de velocidade máxima, além de capacidade para transportar 32t de bombas.

O B-36B foi o primeiro modelo do tipo preparado para transportar a bomba atómica (o B-36A não tinha essa capacidade, já que a Convair não foi informada da existência da bomba durante o desenvolvimento do projeto).

62 exemplares do B-36B foram produzidos.


B-36C

Com os B-36 já na linha de produção, mas com a aeronave alvo de críticas, a Convair apresentou uma proposta para modificar 34 exemplares dos últimos B-36B produzidos, instalando novos motores R-4360 «Wasp Major», esperando que o avião pudesse atingir 660km/h de velocidade máxima. Os novos motores seriam colocados à frente das asas, abandonando a configuração única dos B-36 (com as hélices colocadas atrás da asa)
No entanto, o B-36C acabou por nunca sair do papel e quando isso aconteceu, mais uma vez se considerou encerrar o projeto e os 34 exemplares.

O agudizar das tensões com a União Soviética, e os resultados pouco satisfatórios do Boeing B-50 acabaram por salvar os últimos 34 exemplares do B-36 que seriam produzidos na versão B-36B.

Pouco tempo depois o B-36 estaria novamente no centro da primeira grande contestação publica de uma aeronave norte-americana, com acusações de que o avião não tinha as capacidades que a força aérea afirmava ter.

B-36D

Em 5 de Outubro de 1948, enquanto o avião estava debaixo do fogo dos seus detratores, a Convair propos desenvolver uma versão do B-36 equipada com quatro turbojatos adicionais na parte inferior exterior das asas. A velocidade do avião e a necessidade de evitar os cada vez mais rápidos caças-interceptores justificavam a tentativa de aumentar a velocidade.
Com efeito, com estes motores adicionais o B-36D era capaz de ultrapassar os 640km/h, ainda que a velocidade apenas com os motores a pistão ficasse pelos 340km/h.
O primeiro avião modificado voou a 26 de Março de 1949.
O sucesso dos testes levou a força aérea a encomendar mais trinta e nove B-36 (na versão D), tendo no entando sido produzidos apenas vinte e quatro.


RB-36E
Ao mesmo tempo que tinha sido decidido construir os B-36D, no inicio de 1950, os B-36A da primeira série começaram a ser convertidos para padrão RB-36D de reconhecimento estratégico (RB-36E), beneficiando do seu grande raio de ação operacional.

B-36F / H

Mo inicio de 1950, começou a sair da linha de montagem uma versão equipada com motores mais poderosos, com uma potência total de 22800cv. A versão B-36H é virtualmente idêntica com alterações apenas em pequenos detalhes.

B-36G

Foi ainda concebida a versão B-36G, depois conhecida como YB-60, equipado apenas com motores a jato e com asa em delta, destinada a concorrer com o B-29. Embora pudesse ser considerado um novo avião, partilhava 72% dos componentes do B-36D.
No entanto as prestações do modelo foram consideradas decepcionantes, ainda que ele estivesse equipado com os mesmos motores do B-52.

B-36J

A última versão do B-36 foi a versão J, com 33 exemplares produzidos até 14 de Agosto de 1954 altura em que o último B-36 saiu da linha de montagem. Os últimos 14 foram produzidos na versão «limpa» com o menor peso possível, pare permitir que a aeronave atingisse uma altitude de 15200m, a mesma do (MiG-15) embora não haja notícia de que esta altitude tenha sido atingida.


O Convair B-36 começou a ser substituido pelo Boeing B-52 em 1956. O último B-36 foi retirado de serviço em 1959.



NB-36H
Talvez o mais estranho de todos os bombardeiros B-36 tenha sido o NB-36H, um B-36H modificado para transportar um reator nuclear, numa altura em que se estudava a viabilidade da energia atómica como fonte de energia para aeronaves.
A característica mais distintiva do avião era a célula blindada onde seguia a tripulação, que tinha uma espessura de 305mm de chumbo.
O isolamento era tal, que o piloto afirmou que o avião parecia um planador.

De resto, o reator nuclear não alimentava qualquer dos motores e apenas foi utilizado para testar a viabilidade da sua utilização. O projeto foi arquivado.


A dimensão do B-36 garantiu-lhe o título de maior bombardeiro do mundo. Na imagem, uma comparação com o Tupolev Tu-95, que voou pela primeira vez em 1952 e que foi o maior bombardeiro construido pela União Soviética.

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