Dados sobre utilizadores deste modelo
Estados Unidos da América



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B-36B «Peacemaker»
Bombardeiro pesado / estratégico
B-36F/H «Peacemaker»
Bombardeiro pesado / estratégico

B-36F/H «Peacemaker»
Bombardeiro pesado / estratégico (Convair)
B-36F/H «Peacemaker»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 49.44 M
Envergadura: 70.15 M
Altura: 14.24
6 x motores R-4360-53 + 4 x J-47-GE-19 jets
Potência total: 22800 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 72600 Kg
Peso máximo/descolagem: 119000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 14
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 670 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 380 Km/h
Autonomia standard /carregado : 0 Km
Autonomia máxima / leve 10240 Km.
Altitude máxima: 13420 Metros


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Forum de discussão

O B-36H foi o mais produzido de todos os B-36. Ele deriva do B-36D, que ao contrário das versões anteriores possui quatro motores a jato, em complemento aos seis motores a pistão do modelo de origem.

O B-36H como o B-36F, receberam motores a pistão mais potentes, modelo R-4360-53 com 3800cv cada um.
As entregas começaram a partir de Novembro de 1951 com 34 exemplares do B-36F e 24 RB-36F de reconhecimento a serem entregues.

Já o modelo B-36H voou pela primeira vez em 5 de Abril de 1952. A diferença relativamente ao modelo F, é apenas de detalhes, como melhor sistema de determinação de alvos além de um convés de voo modificado.
Foram produzidos 83 exemplares do B-36H a que se juntaram 73 RB-36H de reconhecimento., com uma tripulação de 22 homens e 14 máquinas fotográficas.

Os modelos desta série são identificáveis pela proteção protuberante das antenas do radar de tiro AN/APG-32, colocadas na traseira do avião, por cima da torre de tiro. O radar, que tinha um alcance de 20km, conseguia fixar-se num alvo a uma distância de 7km.

Foram ainda produzidos mais 33 exemplares na versão B-36J, com características idênticas mas com capacidade para transportar aproximadamente mais 10500 litros de combustível.
Os últimos catorze B-36J foram fabricados na configuração «featherweight» ou peso-pluma. As aeronaves tinham todo o armamento removido, com excepção da torre de cauda e do seu radar AN/APG-32.
Com esta configuração o B-36J conseguia atingir uma altitude de 13300m, com uma aeronave a atingir 14300m.

Informação genérica:
O B-36 «Peacemaker» foi o maior bombardeiro alguma vez produzido no mundo. Com capacidade para transportar 39 toneladas o B-36 ultrapassaria ainda hoje os maiores bombardeiros a jato, como o B-52G (31.5t). Durante a segunda metade da década de 1940 este avião foi o simbolo da capacidade dos Estados Unidos para levar o holocausto nuclear a qualquer ponto do planeta.

Um bombardeiro contra Hitler
A aeronave resultou de uma reunião do presidente dos Estados Unidos com os militares, na qual Roosevelt considerava a necessidade de atingir a Alemanha em caso de necessidade. Desta reunião, resultou a emissão de uma especificação em Abril de 1941, que previa uma aeronave com capacidade para transportar 4500kg de bombas, atacar um alvo a 8000km e voltar. A aeronave deveria voar a uma velocidade entre os 390 e os 480km/h, podendo atingir uma altitude de 12.200m.

Estes números eram pura e simplesmente espantosos para uma industria americana, que ainda que fosse a mais sofisticada do mundo, estava a produzir um bombardeiro o B-17, que podia apenas atingir alvos a 1600km de distância.

Na Convair (Consolidated Aircraft até 1943), o projeto enfrentou atrasos e falta de recursos por causa da produção do B-24 Liberator. As vitórias japonesas na China, levaram os norte-americanos a dar maior enfase ao desenvolvimento do bombardeiro de extra-longo alcance, porque caso contrário poderia não haver meios para atacar o Japão.

Um pedido inicial de 100 aparelhos foi colocado em 23 de Julho de 1943, porque o fabricante avisou que não poderia desenvolver apenas protótipos dadas as tremendas exigências tecnológicas e custos envolvidos com o desenvolvimento de sistemas especificamente desenvolvidos para o B-36. O avião deveria ficar pronto para voar em Agosto de 1945. Os seis motores atingiriam uma potência de 18.000cv, mais do dobro de um B-29.
O avião estaria protegido por cinco canhões de 37mm e dez metralhadoras pesadas 12.7mm.

Fim da guerra
Ao contrário do que aconteceu com outros projetos, o B-36 não sofreu com a dramática redução dos contratos após a rendição da Alemanha e do Japão em 1945.

Um novo e potêncial inimigo, a União Soviética, levantava-se agora, e era necessário garantir a superioridade norte-americana em caso de conflito com a emergente potência comunista.
O desenvolvimento porém, acabou por ser afetado, com problemas na qualidade dos materiais e com a série de greves que varreram os Estados Unidos a seguir à guerra.
O primeiro protótipo voou em 8 de Agosto de 1946. Um ano após o lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima.

Problemas

Como esperado num projeto completamente novo, o B-36 apresentou vários problemas, de entre os quais se destaca o aquecimento dos motores e a exagerada vibração das hélices que afetava a estrutura das asas.
O teto operacional era de 11650m enquanto que a velocidade máxima atingiu os 500km/h, ainda que em 1947/1948 essa velocidade era fosse considerada insuficiente.

O facto de o B-36 não parecer responder aos requisitos cada vez mais exigentes, levou a que em 12 de Dezembro de 1946 o comando do SAC (comando de bombardeiros estratégicos) tivesse proposto desenvolver apenas alguns exemplares para testes, cancelando o resto da encomenda. O SAC, acreditava que o Boeing B-50 seria superior ao B-36.

Ainda assim, o comando da recém criada Força Aérea defendeu o projeto, afirmando que acreditava que os problemas apresentados poderiam ser ultrapassados.

No inicio de 1947, já com planos para produzir bombardeiros a jato, o B-36 continuou a ser desenvolvido, por causa de se acreditar que ele conseguiria ser o bombardeiro com maior alcance disponível pelos Estados Unidos.

O primeiro avião de produção saiu da linha de montagem em 28 de Agosto de 1947e entrou oficialmente ao serviço em 26 de Junho de 1948. O avião tinha uma potência de 18000cv e um raio de ação operacional de 6200km, atingindo uma velocidade máxima de 550km/h.

B-36B

22 B-36A foram produzidos, até que em Julho de 1948 começaram a sair das linhas de montagem os B-36B modernizados com novo radar, novos motores com 21.000cv de potência e 610km/h de velocidade máxima, além de capacidade para transportar 32t de bombas.

O B-36B foi o primeiro modelo do tipo preparado para transportar a bomba atómica (o B-36A não tinha essa capacidade, já que a Convair não foi informada da existência da bomba durante o desenvolvimento do projeto).

62 exemplares do B-36B foram produzidos.


B-36C

Com os B-36 já na linha de produção, mas com a aeronave alvo de críticas, a Convair apresentou uma proposta para modificar 34 exemplares dos últimos B-36B produzidos, instalando novos motores R-4360 «Wasp Major», esperando que o avião pudesse atingir 660km/h de velocidade máxima. Os novos motores seriam colocados à frente das asas, abandonando a configuração única dos B-36 (com as hélices colocadas atrás da asa)
No entanto, o B-36C acabou por nunca sair do papel e quando isso aconteceu, mais uma vez se considerou encerrar o projeto e os 34 exemplares.

O agudizar das tensões com a União Soviética, e os resultados pouco satisfatórios do Boeing B-50 acabaram por salvar os últimos 34 exemplares do B-36 que seriam produzidos na versão B-36B.

Pouco tempo depois o B-36 estaria novamente no centro da primeira grande contestação publica de uma aeronave norte-americana, com acusações de que o avião não tinha as capacidades que a força aérea afirmava ter.

B-36D

Em 5 de Outubro de 1948, enquanto o avião estava debaixo do fogo dos seus detratores, a Convair propos desenvolver uma versão do B-36 equipada com quatro turbojatos adicionais na parte inferior exterior das asas. A velocidade do avião e a necessidade de evitar os cada vez mais rápidos caças-interceptores justificavam a tentativa de aumentar a velocidade.
Com efeito, com estes motores adicionais o B-36D era capaz de ultrapassar os 640km/h, ainda que a velocidade apenas com os motores a pistão ficasse pelos 340km/h.
O primeiro avião modificado voou a 26 de Março de 1949.
O sucesso dos testes levou a força aérea a encomendar mais trinta e nove B-36 (na versão D), tendo no entando sido produzidos apenas vinte e quatro.


RB-36E
Ao mesmo tempo que tinha sido decidido construir os B-36D, no inicio de 1950, os B-36A da primeira série começaram a ser convertidos para padrão RB-36D de reconhecimento estratégico (RB-36E), beneficiando do seu grande raio de ação operacional.

B-36F / H

Mo inicio de 1950, começou a sair da linha de montagem uma versão equipada com motores mais poderosos, com uma potência total de 22800cv. A versão B-36H é virtualmente idêntica com alterações apenas em pequenos detalhes.

B-36G

Foi ainda concebida a versão B-36G, depois conhecida como YB-60, equipado apenas com motores a jato e com asa em delta, destinada a concorrer com o B-29. Embora pudesse ser considerado um novo avião, partilhava 72% dos componentes do B-36D.
No entanto as prestações do modelo foram consideradas decepcionantes, ainda que ele estivesse equipado com os mesmos motores do B-52.

B-36J

A última versão do B-36 foi a versão J, com 33 exemplares produzidos até 14 de Agosto de 1954 altura em que o último B-36 saiu da linha de montagem. Os últimos 14 foram produzidos na versão «limpa» com o menor peso possível, pare permitir que a aeronave atingisse uma altitude de 15200m, a mesma do (MiG-15) embora não haja notícia de que esta altitude tenha sido atingida.


O Convair B-36 começou a ser substituido pelo Boeing B-52 em 1956. O último B-36 foi retirado de serviço em 1959.



NB-36H
Talvez o mais estranho de todos os bombardeiros B-36 tenha sido o NB-36H, um B-36H modificado para transportar um reator nuclear, numa altura em que se estudava a viabilidade da energia atómica como fonte de energia para aeronaves.
A característica mais distintiva do avião era a célula blindada onde seguia a tripulação, que tinha uma espessura de 305mm de chumbo.
O isolamento era tal, que o piloto afirmou que o avião parecia um planador.

De resto, o reator nuclear não alimentava qualquer dos motores e apenas foi utilizado para testar a viabilidade da sua utilização. O projeto foi arquivado.


A dimensão do B-36 garantiu-lhe o título de maior bombardeiro do mundo. Na imagem, uma comparação com o Tupolev Tu-95, que voou pela primeira vez em 1952 e que foi o maior bombardeiro construido pela União Soviética.

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